FANDOM



CENA: Storybrooke, Farmácia Dark Star. Henry está lendo um livro de histórias em quadrinhos quando uma menina, que é mais ou menos da idade de Henry, se aproxima dele.


Ava: O que está lendo?
Henry: Hulk versus Wolverine.
Ava: Meu nome é Ava. Já nos vimos na escola. Não é da turma da Srta. Blanchard?
(Henry acena. Outro menino perto de sua idade anda até Ava)
Nicholas: Quase pronta, Ava?
Ava: Este é meu irmão, Nicholas.
Nicholas: Oi. Vamos.
Ava: Quer vir conosco?
Henry: Claro.
(Os três vão sair da loja, mas são impedidos pelo proprietário)
Clark: Aonde diabos pensam que vão? Abra a mochila.
Henry: Quê?
Clark: Pensa que não vi me roubando? Abra a mochila.
Henry: Não peguei nada.
(O Sr. Clark pega a mochila de Henry e a fiscaliza. Ele pega um punhado de doces)
Clark: E também é mentiroso.
Henry: Foi por isso que falou comigo. Para seu irmão enfiar aquilo na mochila.
Clark: Henry, estou chocado. E quem vocês dois pensam que são?

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Um homem está cortando uma árvore com um machado até que consegue derrubá-la. João e Maria aparecem por trás de outra árvore.


Lenhador: Um belo espécime. A madeira manterá nossa lareira quentinha no inverno.
Maria: Posso pegar um machado? Falou que queria minha ajuda.
Lenhador: Falei. Eis sua tarefa. Encha o carrinho de lenha. Quanto mais seca melhor.
Maria: Está bem.
Lenhador: Leve seu irmão junto.
Maria: Está bem. Vamos lá.
(Maria pega o carrinho e vai sair)
Lenhador:
(O Lenhador pega uma bússola de seu pescoço e a coloca na cabeça de Maria)
Lenhador: Leve isto.
Maria: Sua bússola?
Lenhador: Assim não vai se perder. A família sempre precisa poder se encontrar.
Maria: Pois é.
Lenhador: Certo. Vão. Tomem cuidado.
(João e Maria levam o carrinho e vão mais fundo na floresta. A cena corta para horas depois, e João e Maria ainda estão recolhendo lenha para o seu pai. João tem um estilingue e está atirando pedras para dentro da floresta)
Maria: Está escurecendo. Vamos embora.
(Ela pega o estilingue)
João: Ei! Devolva. Ande, Maria. Devolva.
Maria: Não, João. Temos de encontrar o papai.
João: Está bem.
Maria: Siga-me.
(João e Maria segue, para a área onde o seu pai estava cortando árvores. No entanto, não há ninguém lá)
Maria: Foi aqui que o deixamos.
João: E por que ele não está aqui?
Maria: Pai!
João: Pai!
(Eles ouvem um barulho à distância e começam a correr naquela direção)
Maria: Pai! Pai! Pai!
(Eles acabam chegando a uma estrada que corta a floresta. Quando se viram, eles encontram vários guardas da Rainha Má a cavalo, bem como a carruagem da Rainha Má. Dois dos guardas arrastam João e Maria para a carruagem. A Rainha Má desce)
Rainha Má: O que fazem na minha floresta?

CENA: Storybrooke, Farmácia Dark Star. O Sr. Clark, Regina, Henry, Ava e Nicholas estão na loja.


Clark: Desculpe, dona prefeita, mas seu filho estava roubando.
Regina: Estava?
(Henry balança a cabeça)
Clark: Veja por si mesma.
Regina: Meu filho não come doces. E ele não roubaria. Claramente foram eles. Vamos embora.
(Regina e Henry vão em direção à porta. Emma entra um pouco antes de eles terem a chance de sair)
Emma: Henry! O que aconteceu?
Regina: Srta. Swan, devo lembrá-la que a genética não significa nada. Não é a mãe dele, e está tudo resolvido.
Emma: Vim porque sou a xerife.
Regina: É verdade. Muito bem, faça seu trabalho. Cuide desses sem-vergonhas.
(Regina e Henry saem da loja)
Emma: Ligou para os pais deles?
Clark: O número que deram estava desligado.
Emma: Deram um número falso ao Sr. Clark?
(Ava e Nicholas balançam a cabeça)
Emma: Por que estava desligado?
Ava: Nossos pais não puderam pagar a conta.
Emma: Só queriam ajudar, né?
Ava: Por favor, não nos prenda. Pioraria tudo para nossos pais.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma estrada nos limites da Floresta Encantada. João, Maria, e a Rainha Má ainda estão na estrada.


Maria: Por favor, nos desculpe. Não queríamos incomodá-la. Nós nos perdemos do nosso pai.
Rainha Má: Duas crianças indefesas, perdidas e sozinhas. Uma família separada. Que história triste e comovente. Guardas, prendam-nos.
(Maria pega o estilingue de João)
Maria: João, corra!
(João corre para a floresta. Maria atira uma pedra para o guarda que está se aproximando, o que o desorienta o suficiente para ela ir embora. João e Maria seguem para a floresta. O guarda começa a persegui-los, mas a Rainha Má o impede. João e Maria estão correndo por uma colina, quando a Rainha Má se dissipa e aparece na frente deles)
Rainha Má: Fugir de mim é tolice. (João e Maria tentam fugir, mas a Rainha Má faz videiras pegá-los. As videiras se envolvem em torno deles, deixando-os imobilizados no chão) Tolice, mas também corajoso. E essa coragem pode ter salvado suas vidas e as de sua família.
(A Rainha Má solta as videiras)
Maria: Vai nos deixar ir embora?
Rainha Má: Vou fazer muito mais do que isso. Encontrarei seu pai.
João: É mesmo?
Maria: Por quê?
Rainha Má: Porque farão algo por mim.
Maria: E depois nos levará para casa?

CENA: Storybrooke, uma rua. Emma dirige até a casa de Nicholas e Ava.


Emma: É aqui?
(Ava concorda. Emma tira o cinto de segurança e vai sair do carro, mas Ava a pára)
Ava: Por favor. Não. Nossos pais ficarão envergonhados se a virem.
Emma: Henry não lhes contou sobre meu superpoder?
Ava: Acabamos de conhecê-lo.
Emma: Sei dizer quando estão mentindo. Então, contem a verdade. Tirando o dinheiro, está tudo bem em casa?
Ava: Sim. Estamos ótimos. Podemos ir?
Emma: Podem.
(Ava e Nicholas saem do carro com uma bolsa e sobem as escadas da casa. Eles param na porta da frente, se viram e acenam para Emma. Emma vai embora)
Ava: Ela se foi. Nos livramos.
(Eles não entram na casa, em vez disso, descem a escada. Eles saltam uma cerca e acabam atrás de uma casa abandonada, e entram pelo porão. Dentro, Ava guarda as coisas que pegou de loja e Nicholas se senta na cama. De repente, eles ouvem um barulho vindo do andar de cima. Quando eles vão investigar, acabam encontrando Emma)
Emma: Por quê mentiram para mim? Onde estão seus pais?
Ava: Não temos pais.

CENA: Storybrooke, Apartamento de Mary Margaret Blanchard. Ava e Nicholas estão comendo à mesa, enquanto Emma e Mary Margaret conversam ao lado. Emma está segurando um arquivo sobre as crianças.


Emma: Você os conhece? Frequentam a escola?
Mary Margaret: Já os vi, mas nem imaginava. Ninguém imaginava.
(Emma abre o arquivo que está segurando)
Emma: Ava e Nicholas Zimmer. Disseram que a mãe se chamava Dory Zimmer. Ela morreu anos atrás. Ninguém a conhece nem se lembra dela.
Mary Margaret: E o pai?
Emma: Não tem. Eles não conhecem.
Mary Margaret: O que diz a Assistência Social? (Emma dá uma olhada a Mary Margaret) Você não os informou.
Emma: Não poderei ajudá-los se forem para ao sistema de adoção.
Mary Margaret: O sistema existe para ajudar.
Emma: Diz a mulher que não passou 16 anos nele. Sabe o que acontece? São jogados em lares em que são fonte de renda. Nada mais. São famílias pagas para tê-los.Se começarem a dar trabalho, são expulsos e tudo recomeça.
Mary Margaret: Nem todos são assim.
Emma: Todos que estive foram assim.
Mary Margaret: Então vai adotá-los?
Emma: Quero procurar o pai deles. Eles não o conhecem. Talvez ele não saiba que existam.
Mary Margaret: Acha que se ele souber vai querer os filhos?
Emma: Não sei. Mas sei que já é difícil achar famílias adotivas que aceitem uma criança. Que dirá duas. É a melhor chance deles ou...
(Ava, que estava escutando, as interrompe. Ela está em lágrimas)
Ava: Vamos ser separados?
Emma: Não. Isso não irá acontecer.
Ava: Por favor. Por favor, não deixe acontecer.

CENA: Storybrooke, escritório do Sr. Krzyszkowski. Emma entra no escritório.


Emma: Com licença, Sr. Krzyszkowski?
Krzyszkowski: É "Krzyszkowski". Todos me chamam de "K".
Emma: Sr. K, sou a xerife Swan. Quero certidão de nascimento de Ava e Nicholas Zimmer.
Krzyszkowski: Muito bem, preencha este formulário em três vias.
(Ele pega três formulários idênticos)
Emma: Certo.
(Emma começa a preencher os formulários, enquanto o Sr. Krzyszkowski olha através de um armário)
Krzyszkowski: Sinto muito. Esses documentos foram retirados recentemente.
Emma: Por quem?
(A cena corta para Emma confrontando Regina em seu escritório)
Regina: Não se preocupe, Srta. Swan, pode descansar. Falei com a Assistência Social. As crianças não têm ninguém. Elas precisam de ajuda.
Emma: É o que quero fazer achando o pai deles.
Regina: Bem, ele não existe.
(Regina entrega um arquivo a Emma)
Emma: Tem de existir.
(Emma abre o arquivo. A seção do pai biológica da certidão de nascimento só tem "Desconhecido" escrito nela)
Regina: Biologicamente, sim, mas não há registro dele. Ou seja, não há escolha. Elas precisam de um lar. Assim, irão para o sistema de adoção.
Emma: Storybrooke tem isso?
Regina: Não, mas falei com o Estado. Infelizmente, os lares do Maine estão lotados, mas nos puseram em contato com duas casas de Boston. Uma para o menino, e outra para a menina.
Emma: Vão separá-los?
Regina: Também não gosto disso. Mas não temos escolha. Precisa levá-los para Boston hoje.
Emma: Eu?
Regina: Você queria ser xerife. O xerife faz isso. Sim, você vai levá-los.
Emma: Mas prometi que não seriam separados.
Regina: Então não faça mais promessas que não possa cumprir. As crianças precisam de um lar. Só quero encontrar o melhor.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. A Rainha Má, João e Maria estão andando pela floresta. Maria está brincando com sua bússola.


Rainha Má: O que é isso?
Maria: A bússola do meu pai. Ele me deu para poder encontrá-lo. Mas quebrou. Quando dirá aonde vamos?
Rainha Má: Aqui já está perto.
Maria: Perto do quê?
Rainha Má: Da casa da Bruxa Cega.
João: Isso não parece bom.
Rainha Má: Ela tem algo meu. E preciso que peguem para mim.
Maria: O que é?
Rainha Má: Algo necessário para derrotar um inimigo perverso e poderoso. Está dentro de uma bolsa de couro preta dentro da casa dela.
Maria: Por que você não pega? Por que precisa de nós?
Rainha Má: Porque a casa é protegida por magia. Não posso entrar. Felizmente, o feitiço não funciona com crianças. Esperem aqui até a noite cair. Depois que a bruxa dormir, podem se infiltrar.
Maria: Se fizermos isso, promete que encontrará nosso pai?
Rainha Má: Claro que sim. Só tem mais um detalhe. A casa da bruxa é singular. Por causa disso, tomem um cuidado especial dentro dela.
Maria: Como assim?
Rainha Má: Façam o que fizerem, por mais que seja a tentação, não comam nada.
(A Rainha Má puxa um ramo, revelando a casa de doces da Bruxa Cega)

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife de Storybrooke. Emma está com um monte de arquivos e papéis sobre a mesa,que ela está olhando. Henry, que está com seu livro com ele, entra na sala.


Henry: Teve sorte?
Emma: Não.
(Ele coloca o livro sobre a mesa e o folheia)
Henry: Eu sei quem são eles. Dois irmãos. Perdidos. Sem pais. João e Maria.
Emma: Tem algo aí sobre o pai deles?
Henry: Só que ele os abandonou.
Emma: Ótimo. Parece uma história familiar. Seja lá quem for, agora pode estar no Laos.
Henry: Não, ele está aqui.
Emma: E como sabe disso?
Henry: Porque ninguém deixa Storybrooke. Ninguém vem aqui. Ninguém sai. É assim que funciona.
Emma: Eu vim para cá.
Henry: Porque é especial. É a primeira forasteira a vir para cá.
Emma: Certo. Tinha esquecido. Se ele continua por aqui, vou encontrá-lo.
Henry: Pode me falar sobre ele?
Emma: Ainda não sei nada.
Henry: Não do pai deles. Do meu. Contei sobre seus pais, você até mora com a sua mãe.
Emma: Mary Margaret não é... Ela é... Deixa pra lá.
Henry: Por favor.
Emma: Eu era bem novinha. Mal tinha saído do sistema de adoção. Só achei trabalho num restaurante 24 horas, perto da interestadual. Seu pai era bombeiro em formação. Sempre pegava o pior turno. Ele vinha e pedia café e torta, sentava no balcão e reclamava de não ter torta de abóbora. Mas sempre voltava na noite seguinte.
Henry: Vocês se casaram?
Emma: Não foi bem assim. Só ficamos juntos algumas vezes fora do trabalho. E a vida aconteceu. A dele melhorou, a minha piorou e me encrenquei.
Henry: Quando foi presa?
Emma: Sim. Antes de ser presa, descobri que estava grávida de você. E tentei entrar em contato com ele. Foi quando soube que ele morreu salvando uma família num prédio em chamas. Acha que sou uma salvadora, Henry? Ele era. Seu pai era um herói de verdade.
Henry: Você tem alguma coisa dele? Alguma lembrança? Algo que eu possa ver?
Emma: Eu... Não tenho. Henry. Desculpe. Preciso ir. Acho que sei como encontrar esse cara.

CENA: Storybrooke, apartamento de Mary Margaret. Ava e Nicholas estão comendo biscoitos. Emma desce as escadas com uma caixa.


Emma: Quero mostrar uma coisa a vocês.
(Emma puxa um cobertor para fora da caixa)
Nicholas: O que é isso?
Emma: Minha manta de bebê. Eu a guardei a vida inteira. É a única coisa que tenho dos meus pais. Passei muito tempo com crianças na sua situação, e todas elas, todas nós, guardávamos coisas. Quero achar seu pai, mas preciso de ajuda. Guardaram alguma coisa dele?
Ava: Talvez eu tenha algo. Mas se eu der a você, nós fará ficar juntos, certo?
Emma: Certo. (Ava puxa uma bússola em uma corrente de seu bolso e entrega para Emma) Uma bússola?
Ava: Nossa mãe a guardava. Ela dizia que era do nosso pai.
Emma: Obrigada.
Ava: Você os encontrou?
Emma: Quem?
Ava: Seus pais.
Emma: Ainda não, mas vou encontrar o seu.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Enantada, Casa de Doces. João vai comer um doce do lado de fora da casa, mas Maria pede para ele parar. Maria abre uma das janelas, e os dois entram. Dentro, há uma mesa cheia de doces.


João: Será que ela está dormindo mesmo?
Maria: Não sei. Lembre-se do que a rainha disse. Nem uma lambidinha.
(Eles vêem a Bruxa Cega dormindo ao lado da lareira, junto com a bolsa de couro pendurada na parede)
João: Você tinha razão. Veja.
Maria: A bolsa está ali.
João: O que será que tem dentro?
Maria: Não importa. Só sei que entregando-a à rainha, ela achará nosso pai.
(Maria vai para pegar a bolsa. João, que fica atrás da mesa de doces, pega um bolinho. Maria remove a bolsa do gancho, mas quando ela se vira, vê João mordendo o bolinho. A Bruxa Cega desperta. Há uma pilha de ossos em seus pés. João e Maria correm para a saída, mas a Bruxa Cega magicamente tranca a porta. Eles tentam a janela, mas estão trancadas também)
Bruxa Cega: Sinto cheiro de jantar.

CENA: Storybrooke, Casa de Penhores & Antiquário. Emma entra na loja. O Sr. Gold está polindo uma lâmpada.


Gold: Emma. Que prazer revê-la. É uma honra ter achado tempo para me ver. Como posso ajudá-la, xerife?
Emma: Busco informação sobre esta velha bússola. Alguma ideia de onde possa ter vindo?
Gold: Ora, ora. Veja os detalhes. É de cristal. As joias engastadas. Apesar do péssimo estado de conservação, é uma peça bastante incomum. Seu dono claramente tinha bom gosto.
Emma: E onde alguém assim a compraria?
Gold: Bem aqui, é claro.
Emma: Você a conhece?
Gold: É claro. É difícil esquecer uma peça destas.
Emma: Por acaso se lembra de quem comprou?
Gold: Sou bom com nomes, Srta. Swan, mas nem tanto. Contudo, para não deixar ao acaso, mantenho registros completos. (Ele vai até uma caixa pequena sobre o balcão e olha nela) Sim. Aqui está.
(O Sr. Gold puxa um cartão. No entanto, ele não o lê para Emma)
Emma: Qual é o seu preço?
Gold: Perdão.
Emma: Que tal tolerância?
Gold: Já é um começo. A bússola foi comprada pelo Sr. Michael Tillman.
Emma: Algo mais?
Gold: Só o nome. Geralmente, só isso basta. (Emma vai sair da loja) Boa sorte na investigação.
(Emma sai. A câmera mostra o cartão, que acaba por ficar em branco)

CENA: Storybrooke, oficina de Michael Tillman. Emma encontra Michael em uma oficina, onde ele trabalha como mecânico. Ele lê o arquivo das crianças e olha para suas fotos.


Michael: É impossível.
Emma: Na verdade, é.
Michael: Sinto muito. A Dory não era minha... Foi uma vez só.
Emma: E pode bastar.
Michael: Eu a conheci acampando. E nós... Não. É impossível. Não tenho filhos gêmeos.
Emma: Tem, sim. Gêmeos que não têm um lar desde que a mãe deles faleceu. Gêmeos que vivem numa casa abandonada porque não querem ser separados. Seus gêmeos serão despachados para Boston se não se prontificar a ficar com eles.
Michael: Eu mal me viro aqui sozinho. Não posso sustentar dois filhos. Por que tem tanta certeza de que são meus?
Emma: Além da época? (Emma pega a bússola) Já viu isto?
Michael: Eu a perdi.
Emma: Doze anos e nove meses atrás? Sei que é muita coisa. Acredite-me, eu sei. Mês passado, apareceu em casa um garoto que dei para adoção pedindo minha ajuda. E vim morar aqui. Por causa dele.
Michael: Eu soube. É o filho da prefeita. Mas ficar na cidade é bem diferente do que assumi-lo.
Emma: Não tenho meu filho porque não tenho escolha. Você tem. As crianças não pediram para nascer. Você e a mãe delas as trouxeram a este mundo. E elas precisam de você. Se preferir não aceitá-las, terá de lidar com isso pelo resto da vida. Cedo ou tarde, quando o acharem, e, acredite, vão achá-lo, terá de se explicar a eles.
Michael: Sinto muito. De verdade. Não entendo nada de ser pai. Se é um bom lar que procura, não é o meu.

CENA: Storybrooke, apartamento de Mary Margaret. Henry, Ava e Nicholas estão cozinhando. O telefone toca e Mary Margaret atende.


Mary Margaret: Alô?
Emma: Oi, sou eu. Preciso que saia agora mesmo.
Mary Margaret: Tudo bem?
Emma: Não diga nada para os meninos, mas não está. (A cena corta para Emma e Mary Margaret conversando na rua) Ele não quer os filhos.
Mary Margaret: E não quer contar a eles.
Emma: Não posso. Porque terei de admitir que os enchi de falsas esperanças.
Mary Margaret: A verdade pode doer, Emma, mas também é catártica.
Emma: Concordo sobre a dor.
Mary Margaret: Você contou a verdade ao Henry, que o pai morreu e ele aceitou numa boa.
Emma: Não contei a verdade a ele.
Mary Margaret: Quê?
Emma: O pai dele não foi um herói. Acredite, ele não precisa conhecer a história real. E se escondermos as crianças? Até acharmos uma família que cuide deles.
Mary Margaret: Sim, escondê-los é um plano bom.
Emma: Tem ideia melhor?
Mary Margaret: Talvez não seja hora para ideias. Talvez deva...
(Regina se aproxima delas na calçada)
Regina: Xerife? Por que não pegou a estrada?
Emma: O que faz aqui?
Regina: Vendo se faz o seu trabalho.
Emma: Não precisa conferir o que faço. Eu conheço meu dever.
Regina: Sério? Os garotos devem estar em Boston à noite.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Enantada, Casa de Doces. A Bruxa Cega prende João e Maria em uma gaiola. Ela passa os braços através das grades e se sente em volta deles.


Bruxa Cega: Onde está você? (A Bruxa Cega agarra o braço de João) Oba! Macio e tenro. Você dará um assado suculento.
(A Bruxa Cega sai da gaiola e vai até o forno. Ela abre a porta do forno e passa a mão dentro para testar a temperatura)
João: Maria, ela vai me assar. Temos de fazer algo logo!
Maria: Tenha calma. Quando abrir a gaiola para pegá-lo, não lute. Quando ela o levar ao forno, pegue a chave no bolso dela e jogue para mim.
João: Ela está vindo. Não vou conseguir. Vou morrer!
(Ela se aproxima da gaiola)
Bruxa Cega: Molho ou manteiga? Qual será? (A Bruxa Cega passa a mão através das grades e sente o rosto de Maria. Maria chuta João e ele grita de dor, fazendo com que a Bruxa Cega pense que Maria é João. A Bruxa Cega destranca a porta da gaiola e puxa Maria para fora) Venha comigo, garotinho. (Maria rouba a chave da gaiola do bolso da Bruxa Cega e a joga para João. João abre a gaiola e se liberta. Ele corre para um conjunto de escadas e pega um machado. Ele acaba tropeçando nas escadas, que alertam a Bruxa Cega) Molho ou manteiga? Molho ou manteiga? (João levanta o machado em suas mãos, mas a Bruxa Cega magicamente o tira de suas mãos. Ela se aproxima de João) Como vou prepará-lo? Com manteiga. Hora de assar.
(A Bruxa Cega pega João e o arrasta para o forno. Entanto, Maria consegue tirar a corda em seus pulsos e empurra a Bruxa Cega para a bandeja. João e Maria empurram a Bruxa Cega no forno e fecham a porta)
João: Depressa, Maria, tranque-a!
(João pega a bolsa de couro do gancho e os dois correm para a saída)
Bruxa Cega: Deixem-me sair! (João e Maria escapam da casa de doces. A Bruxa Cega continua a gritar com eles) Deixem-me sair! Voltem já aqui! Deixem-me sair! Vão pagar por isto! Deixem-me sair!
(A Rainha Má vê a Bruxa Cega no forno através de seu espelho mágico. Ela lança uma bola de fogo através do espelho, queimando a Bruxa Cega)
Rainha Má: Eu teria usado molho.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Palácio Negro. Um guarda escolta João e Maria até a Rainha Má.


Rainha Má: Minhas queridas crianças. Tiveram sucesso em sua tarefa?
Maria: Sim, majestade. Embora quase tenhamos sidos comidos.
Rainha Má: Que barbaridade. (A Rainha Má manda seu guarda sair) Se puder entregar minha bolsa. (Maria lhe entrega a bolsa) Esperei muito tempo por isto. (A Rainha Má abre a bolsa e tira uma maçã) Tomara que não me desapontem. Vocês conseguiram.
Maria: Sim, conseguimos.
Rainha Má: Você tem um coração forte, menina. Até parece comigo na sua idade.
João: Fizemos tudo isso por uma maçã?
Rainha Má: Acredite, querido, não é apenas uma maçã. É uma arma. Uma arma para uma inimiga muito particular e sorrateira. Que ainda vive sob a ilusão de que está a salvo.
(A Rainha Má caminha até a penteadeira, onde ela coloca a maçã em uma caixa)
Maria: Seja qual for seu plano, fizemos o que pediu. Mantenha a promessa e encontre nosso pai.
Rainha Má: É claro. Reunir sua família. Para que vivam felizes para sempre. Vocês foram abandonados na floresta. Merecem mais do que um pai que os abandonou.
Maria: Mas ele é tudo que temos.
Rainha Má: Não precisa ser assim.
Maria: O que quer dizer?
Rainha Má: Você e seu irmão me impressionaram. Não são os primeiros que mandei àquela casa doce e grudenta. Mas são os primeiros a saírem dela. Como recompensa, decidi convidá-los a morar comigo aqui.
João: Quer dizer que podemos morar num castelo?
Rainha Má: Sim. Também terão quarto só seus. Carruagens pessoais e criados, também. Todos os seus sonhos se realizarão.
Maria: Não. queremos nosso pai de volta. Ele nunca nos abandonaria. Mesmo abandonando, nunca iríamos querer morar com alguém horrível feito você.
Rainha Má: É mesmo?
Maria: Sim. Vamos encontrá-lo, com ou sem a sua ajuda. E quando o acharmos, mostraremos que está errada.
Rainha Má: Pois veremos.
(A Rainha Má lança um feitiço, que cria um tornado roxo em torno de João e Maria)
João: Maria? O que está acontecendo?

CENA: Storybrooke, uma rua. Emma, ​​Ava, e Nicholas estão ao lado do carro de Emma, enquanto Regina e Henry olham à distância. Emma abre a porta do carro e faz gestos para eles entrarem.


Emma: Entrem. Vai ser... Tome. (Emma entrega à Ava sua bússola) Sinto muito, mas precisamos ir.
(Ava e Nicholas entram no carro)
Regina: Vamos embora, Henry.
(Regina coloca a mão no ombro de Henry, mas ele se solta e corre para janela de Emma)
Henry: Não. Não pode levá-los. Eles não podem deixar Storybrooke, Emma. Algo ruim acontecerá.
Emma: Algo ruim já aconteceu.
(Emma e as crianças vão embora)

CENA: Storybrooke, uma estrada. Emma, ​​Ava, e Nicholas estão dirigindo ao longo da estrada que leva para fora de Storybrooke. De repente, o carro começa parar e o motor começa a funcionar mal e eles param.


Emma: Qual é.
Ava: O que aconteceu? O que foi?
Emma: O motor pifou.
Ava: Quem vai chamar?
Emma: Ajuda.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Palácio Negro. A Rainha Má vê Branca de Neve através de seu espelho mágico. Ela parece estar na floresta com vários anões.


Rainha Má: Agora ela está metida com anões? Quando isso aconteceu?
(Um guarda entra na sala)
Guarda: Majestade, o prisioneiro está aqui.
Rainha Má: Tragam-no.
(Dois outros guardas arrastam o pai de João e Maria. Ele está acorrentado)
Lenhador: Exijo ser solto. Meus filhos estão sozinhos naquela floresta onde me prendeu. Podem estar correndo grande perigo.
Rainha Má: Sim, sei tudo sobre eles. A bússola que deu à doce Mariazinha... Pena que não a ajudou a encontrá-lo, não é?
Lenhador: O que fez com eles? Diga onde estão!
Rainha Má: Foram embora. Falei que os abandonou sem nada, além da bússola para se acharem. Não o trouxe para responder suas perguntas. Veio responder a minha. Ofereci a seus filhos tudo que seus corações desejavam. Ainda assim preferiram a incerteza por causa da fé cega em você. Diga por quê. Por que seus filhos me recusaram?
Lenhador: Porque somos uma família. E os familiares sempre se reencontram.
Rainha Má: Não. Soltem-no.
Lenhador: Vai me deixar ir?
Rainha Má: Vocês podem ficar juntos, como uma família, desde que se encontrem.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Infinita. João e Maria estão colocados um ao lado do outro, inconscientes. Maria acorda primeiro e sacode João.


Maria: João, acorde. João. (Os dois se levantam e olham ao redor) Ela nos soltou.
João: Estou assustado.
Maria: Não se assuste. Vai dar tudo certo.
(Maria pega a mão de João e eles iniciam uma caminhada. A câmara sobe, revelando que eles estão no meio do nada na floresta infinita)

CENA: Storybrooke, uma estrada. Emma está esperando por ajuda de fora da viatura, enquanto Ava e Nicholas estão sentados no banco de trás.


Ava: Nicholas, veja!
(A bússola se move e parece estar funcionando novamente. Um caminhão de reboque aparece para ajudá-los. O motorista, que acaba por ser Michael, sai do caminhão. Ele vê Ava e Nicholas, que estão olhando pela janela de trás do veículo)
Michael: São eles?
Emma: São.
Michael: E o seu carro? Está bem?
Emma: Eu só queria que os visse. Uma vez. Também achei que não conseguiria. Dei o Henry porque quis que ele tivesse a melhor oportunidade. Quando vi que não era assim, não pude ir embora. Eu também estava assustada assim. Talvez mais. Mas quando o vi, precisei conhecê-lo, não pude ir embora.
Michael: Vai levá-los a Boston?
Emma: Não preciso fazer isso.
Michael: Não precisa, não.
(Michael caminha para o lado do carro, onde eles abaixam o vidro)

CENA: Storybrooke, apartamento de Mary Margaret. Mary Margaret está dobrando a roupa em seu quarto quando Emma entra.


Mary Margaret: Oi. O que aconteceu?
Emma: O pai deles. Ele apareceu e mudou de ideia.
Mary Margaret: Mudou de ideia. Do nada?
Emma: Com alguma persuasão.
Mary Margaret: Eles acharam seu pai. Que ótimo.
Emma: Como será que é isso?
Mary Margaret: Talvez ainda descubra. Não pode desistir.
Emma: Não sei. Acho que desistir é o melhor plano. Acho que preciso esquecer.
Mary Margaret: Nada disso.
Emma: Sério? Se quisessem me conhecer, não dificultariam tanto a busca.
Mary Margaret: Talvez. Mas talvez existam motivos, uma explicação.
Emma: Se houver, deve ser algo louco. Mais até do que a teoria do Henry.
Mary Margaret: Qual é a teoria dele?
Emma: Bem, que meus pais me puseram num Guarda-Roupa Mágico e me enviaram a este mundo para salvá-los.
Mary Margaret: E quem ele acha que são?
Emma: Para começar, você.
Mary Margaret: Eu?
Emma: Bem, a Branca de Neve.
Mary Margaret: Branca de Neve tem uma filha.
Emma: O livro que deu a ele não conta as histórias do jeito tradicional.
Mary Margaret: Eu tenho uma filha. Não deveria me lembrar?
Emma: Também acho.
Mary Margaret: Parece que você tem meu queixo.
Emma: Preciso tomar ar fresco. (Emma se levanta e sai do quarto. Mary Margaret a segue) Vou pensar.
Mary Margaret: Se voltar depois, posso esperar para jantar com você.
Emma: Não precisa.
Mary Margaret: Vou deixar as sobras. (Emma se dirige para a porta e Mary Margaret vê o cobertor de bebê de Emma em uma caixa) Que cobertor bonito.
Emma: Obrigada. Boa noite.
(Emma sai. Mary Margaret pega o cobertor e o cheira. Ela faz uma pausa, mas o guarda)

CENA: Storybrooke, uma rua. Emma está lendo o arquivo dela no carro. Um artigo se lê. "Ainda não há pistas sobre os pais caloteiros - Bebê Emma Levada para o Sistema de Adoção" e outro se lê "Menino de 7 anos acha bebê em beira de estrada". Henry caminha até o carro com uma caixa na mão.


Henry: O que é isso?
Emma: Um arquivo velho. E isso?
Henry: Torta de abóbora. Pensei que fosse querer. Era abóbora, né?
Emma: Era. (Emma sai do carro) Henry, sobre o seu pai...
Henry: O que tem?
Emma: Que bom que te contei.
Henry: Também acho.
(Henry abraça Emma)
Emma: Me dá isso aqui.
(Ela pega a caixa de Henry)
Henry: O que você fez com Ava e Nicholas... Está mudando as coisas.
(O som de um motor é ouvido à distância. Um homem em uma moto vira a esquina e vai até Emma e Henry. Há uma grande caixa de madeira na parte traseira de sua moto. Ele tira o capacete e aborda Emma e Henry)
August: Oi.
Emma: Oi.
August: Aqui é Storybrooke?
Emma: É.
August: Onde arrumo um quarto por aqui?
Henry: Vai ficar?
August: Essa é a ideia. Só quero uma cama.
Emma: A Pensão da Vovó fica a duas quadras daqui.
August: Obrigado.
(Ele se vira e caminha de volta para a sua moto)
Emma: Ei, não entendi seu nome.
August: É porque não o falei.
(Ele vai embora, deixando Emma e Henry sozinhos)
Emma: Não disse que forasteiros não vêm para Storybrooke?
Henry: E não vêm.
FIM DO EPISÓDIO

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.

Também no FANDOM

Wiki aleatória