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CENA: Storybrooke, casa dos Nolan. David e Kathryn estão do lado de fora de sua casa. Há uma pequena placa no gramado que diz "Os Nolan".


Kathryn: Você também fez essa cara antes de a comprarmos. Só via o moinho de vento feio no gramado e disse que nunca compraria uma casa de velha. Lembra-se por que mudou de ideia?
David: O moinho de vento foi tirado.
Kathryn: Venha. O pessoal está esperando.
David: Quem é o pessoal?
(Eles caminham até a porta e entram na casa. A maioria das pessoas de Storybrooke estão na festa. Kathryn o apresenta a várias pessoas)
Kathryn: Esse é o Gene.
Gene: Bom te ver, Dave.
David: Como vai?
Kathryn: E a Ellen, sua esposa.
David: Oi, Ellen.
Ellen: O prazer é mútuo.
Kathryn: E o Frank.
David: Oi.
Whale: Oi.
Kathryn: Dr. Whale.
Whale: Oi, David. Sei que coisa demais, mas vai te fazer bem. Pequenas coisas podem fazê-lo lembrar. Divirta-se.
David: Obrigado, Dr. Whale. Vou me esforçar.
(No andar de cima, Emma e Henry estão conversando)
Henry: Sabe por que ele não se lembra? A maldição ainda não fez efeito nele.
Emma: Henry, o David tem amnésia.
Henry: Que impediu a maldição de trocar os contos de fadas por memórias falsas.
Emma: Certo, pois todo têm histórias falsas que os impedem de lembrar quem são.
Henry: Isso. É sua chance de ajudá-lo. Devemos fazê-lo se lembrar que...
Emma: Ele é o Príncipe Encantado.
Henry: Ficando com a Srta. Blanchard vamos estimular a memória dele.
Emma: Já não tentamos isso?
Henry: E foi assim que ele acordou.
(David se junta à Emma e Henry)
David: Oi. Vocês que me salvaram, né?
Emma: Sim, eu acho.
David: São meus únicos conhecidos aqui.
Emma: Pode se esconder conosco.
David: Fantástico. (Um homem serve um aperitivo à David. David espeta um minúsculo aperitivo com um palito) Obrigado.
Henry: Então, sempre empunha uma espada?
David: Como é que é? Emma, mora com Mary Margaret, né? Sabe se ela vem?
Emma: Não, ela não pôde.
(Regina e Kathryn estão na cozinha)
Regina: Deveria ir lá. Tem bastante comida. Vá. Fique com seu marido.
Kathryn: Já o perdi uma vez. Agora ele voltou. Mas parece que não. Nem imagina o que é isso.
Regina: Imagino, sim. Também já pedi alguém.
Kathryn: Sério?
Regina: Sim. Mas o amor que perdi não voltará mais. Já você tem uma chance. Vá atrás dele.
Kathryn: Tem razão. Obrigada, Regina. Obrigada por ser tão boa amiga. Estou tão sozinha, não estou acostumada a ter amigas.
Regina: Nem eu.
Kathryn: Querendo ou não, agora tem uma.
(Kathryn se aproxima de Emma, Henry e Dr. Whale)
Kathryn: Viram o David?
Emma: Ele...
Whale: Não.

CENA: Storybrooke, quintal de uma casa. Mary Margaret está tentando pendurar uma casinha de pássaros em uma árvore. David a chama da calçada.


David: Não recebeu o convite?
Mary Margaret: David!
(David pula a cerca e trava a casinha de pássaros para ela)
David: Então se demitiu do hospital? Foi por minha culpa? Por causa do que disse? Do que sinto por você. Vamos lá, não diga que sou só eu.
Mary Margaret: É casado. Não deve haver nada entre nós.
David: Não interessa como deveria ser. Não fui eu que casei com a Kathryn. Não a escolhi. Estou escolhendo você. Eu sei que também sente. É visível.
Mary Margaret: Pensa que temos uma ligação, mas pode ser porque salvei a sua vida. Por que não deixamos as coisas assim?
(Mary Margaret vai embora)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, campo de duelos. Príncipe James e um homem fortemente blindado, Behemoth, estão lutando. O Príncipe o derrota.


James: Da próxima vez, verifique se morri.
Midas: Muito bem.
George: Muito bem? Foi mais do que isso. Viu o que meu filho fez com aquele brutamontes? Ele matou o invencível.
Midas: Um claro ato de bravura, mas era apenas um homem. Ele fará o mesmo com o dragão?
George: Fadas borrifam pó mágico? Trolls vivem sob pontes?
James: Pai, relaxe. Posso matar qualquer fera que me arrumar.
Midas: Um dragão diferente de tudo que já viu assola meu reino. Matou os guerreiros que tentaram trucidá-lo.
James: Ele ainda não me enfrentou.
Midas: Meu reino precisa derrotar essa ameaça.
George: E meu reino precisa de ouro. Sei que podemos nos entender.
(Rei Midas levanta a mão, que está coberta por uma luva de metal. Um assistente vem para removê-la)
Midas: Cuidado. Lembre que fim levou Frederick. (Quando a luva é removida, o Rei Midas parece ter uma mão dourada e brilhante) Sua espada (Rei Midas toca a espada do Príncipe Encantado e ela se transforma em ouro)
Midas: Considere um adiantamento. Terá o resto entregando a cabeça do dragão.
James: Fechado. Desculpe não apertar sua mão, rei Midas.
Midas: Venha, vamos discutir os detalhes.
(Rei Midas e Rei George saem)
Guarda: Um brinde ao destemido Príncipe!
James: Não, nada de celebração hoje. Esse foi um simples teste. Nossa tarefa é muito grande, séria demais para menosprezar. Só porque matei facilmente o brutamontes não quer dizer que...
(O Príncipe Encantado é esfaqueado no peito por Behemoth. Ele cai no chão e parece ter sido morto)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, O Castelo. O corpo do Príncipe Encantado está em um altar. O Rei George está lá, junto com vários guardas.


George: Adeus, meu filho.
(Alguns dos guardas levam o corpo para longe)
Guarda: Majestade, não há tempo para se lamentar. Se Midas souber que ele morreu, achará outro para matar o dragão. Nem veremos cor do ouro.
George: Sim. O reino precisa sobreviver.
Guarda: O que faremos?
George: Já pedi ajuda. Ela deve estar chegando.
(Rumplestiltskin aparece atrás deles)
Rumplestiltskin: Já cheguei.
George: Deixem-nos.
Guarda: Depressa.
(Os guardas deixam o quarto, e o Rei George e Rumplestiltskin ficam sozinhos)
Rumplestiltskin: É assim que trata meus presentes? Você precisa tomar mais cuidado.
George: Ele não era um presente. Era meu filho.
Rumplestiltskin: Um filho que eu te dei.
George: Num acordo que fizemos. Não foi um favor.
Rumplestiltskin: Sim. Foi um favor, sim. Pena que você e a rainha não pudessem conceber filhos. O preço que pedi foi mixaria. Mas agora que ela se foi, presumo que conceber outro herdeiro esteja fora de questão, que dirá um matador de dragões.
George: Façamos outro acordo. Traga-o de volta. Preciso que meu filho faça isso. Darei qualquer coisa.
Rumplestiltskin: Qualquer coisa?
George: O que você quer?
Rumplestiltskin: Desejo uma varinha de condão. É de uma certa Fada Madrinha que protege sua família. Quero saber onde ela mora.
George: Feito. Agora conte como trago meu filho de volta para matar o dragão.
Rumplestiltskin: Trazê-lo de volta? Fora de questão. Ele está morto. A magia tem poderes, mas não tantos.
George: Mas acabou de dizer...
Rumplestiltskin: Não mencionei ressurreição.
George: Então meu reino está perdido. Estou sozinho.
Rumplestiltskin: Puxa vida. Ora, ora, ora. Não disse que faria seu filho matar o dragão? Não sou um homem de palavra?
George: Não disse que não havia volta?
Rumplestiltskin: E não tem. Mas o irmão dele...
George: O quê dele?
Rumplestiltskin: Irmão gêmeo. Não mencionei que havia outro?

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma fazenda. O irmão gêmeo do Príncipe Encantado está em uma área vasta. Ele parece ser um pastor.


CENA: Storybrooke, uma fazenda. Mary Margaret está esfregando um prato na cozinha. Emma entra.


Emma: Se não pegar leve a esponja vai dar queixa na polícia.
Mary Margaret: A louça estava acumulando.
Emma: Isso não tem nada a ver com a visita do David? Eu o vi sair amuado quando estacionei.
Mary Margaret: Nós só... Ele só...
Emma: Sei que vocês "só". E você fez a coisa certa.
Mary Margaret: Ele apresentou um bom argumento.
Emma: Mas continua casado. Eu sei. Estou vindo da festa.
Mary Margaret: O que eu faço?
Emma: Pare de lavar louça e beba algo. (Emma pega uma garrafa de uísque e dois copos. Ela derrama em ambos uma bebida) É o seguinte. Não entendo muito de relações, só dos fracassos que colecionei. Mas em termos gerais, se acha que algo que quer fazer é errado, então é mesmo. Você não pode dar mole, e ele precisa decidir sua vida. Saúde.
(Elas brindam)

CENA: Storybrooke, Casa dos Nolan, sala de estar. David está com uma caixa de fotos na frente dele e está observando. Kathryn entra e se senta ao lado de David no sofá.


Kathryn: Você parece diferente. Seu cabelo. Está mais longo. Você sempre cortava bem rente. Reclamava que cabelo longo coçava e dava trabalho.
David: Cresceu enquanto estive lá.
Kathryn: Eu ia para cama. Quer vir comigo?
David: Ir para cama ou para...
Kathryn: Você é quem sabe.
David: Por que não ficamos sentados e conversamos mais? (Eles se beijam) Isto... Não está certo.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma fazenda. O Príncipe Encantado está perseguindo cabras em um campo. Há uma pequena casa ao lado de uma cerca.


Encantado: Isso mesmo. Vamos lá. Não esperava por essa, né?
(A mãe do Príncipe Encantado aparece e o chama)
Ruth: Querido!
Encantado: Como estava o mercado, mãe?
Ruth: Interessante.
Encantado: Interessante? Costuma voltar reclamando dos preços.
Ruth: Ainda é assim. Dessa vez tive uma conversa interessante com o negociante de cereais.
Encantado: Cereais? Não precisamos disso.
Ruth: Ele tem uma filha em idade de casar. Ele acha que vocês dariam um belo par.
Encantado: Mãe!
Ruth: Eu sei. Odeio falar nisso.
Encantado: Vejamos. O dote dela pode salvar, a fazenda?
Ruth: As opções estão se acabando.
Encantado: Por favor, mãe. Pobres como somos, o amor é o único luxo que posso ter. Descobrirei um jeito de salvar a fazenda. Mas não casando por dinheiro. Quando eu casar, quero que seja porque escolhi passar o resto da vida com quem eu amo.
Ruth: Quando você vai aprender? Não se pode ter tudo.
(Rumplestiltskin aparece atrás deles)
Rumplestiltskin: Talvez ele possa.
(A cena corta para o Príncipe Encantado e sua mãe conversando do lado de fora da casa. Rumplstiltskin está sentado ao lado)
Encantado: Um irmão gêmeo? E o deu àquele homem?
Ruth: Éramos pobres, mal dava para viver. Então ele fez a oferta. Um de vocês pela fazenda.
Encantado: Por que não me contaram?
Ruth: O acordo proibia. Seu pai lamentou a decisão na hora em que ele tomou seu irmão. E carregou a culpa até o túmulo.
Rumplestiltskin: Odeio interromper esse momento delicado. O tempo urge.
Encantado: Mãe, espere lá dentro enquanto cuido disso. (Ela entra na casa) O que quer de mim?
Rumplestiltskin: Não sou eu que quero. É o rei. Ele precisa de um príncipe para matar um dragão.
Encantado: Não sou matador de dragão.
Rumplestiltskin: Não, mas seu irmão era. Esse novo parentesco será sua salvação. Basta interpretar o papel. Os cavaleiros do rei cuidarão de tudo. Basta entregar a cabeça do dragão à Midas.
Encantado: O que ganha com isso?
Rumplestiltskin: Não te interessa. Deveria se perguntar o que você ganha. Faça isso e sua pobre mãe... O rei garantirá que ela nunca mais passe necessidades. A fazenda será salva. E você, se sobreviver, voltará como o herói conquistador. Não diga que não quer isso.
Encantado: Será que tenho escolha?
Rumplestiltskin: Todos têm, querido. Basta escolher a coisa certa.

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Mary Margaret está lendo o jornal. O artigo de primeira página é sobre David. Dr. Whale caminha até ela.


Whale: Sou um ótimo médico, né? Ele só podia acordar no meu plantão.
Mary Margaret: Olá, Dr. Whale.
Whale: Soube que se demitiu do hospital. Tomara que não seja por minha causa.
Mary Margaret: E por que seria?
Whale: Nosso encontro. Não liguei de volta. Sim, sei que é falta de educação. Sinto muito. Mas se puder me perdoar, sabe onde me encontrar. Tenha um bom dia.
(Dr. Whale sai da lanchonete. Quando ele sai, Regina entra)
Regina: Podemos conversar, Srta. Blanchard?
Mary Margaret: É claro que sim.
Regina: Quero falar sobre minha amiga, Kathryn. Mais especificamente, sobre seu marido, David. Vocês não devem ficar juntos. Ele não é seu. Já é de outra pessoa. Ache outra pessoa.
Mary Margaret: Eu não fiz nada.
Regina: Sério? Ele a deixou porque deu na telha?
Mary Margaret: Ele fez o quê?
Regina: Você não sabe. (Mary Margaret balança a cabeça) Suspeito que logo saberá. Escute, querida, pois é pelo seu próprio bem. Fique longe. Ele está fragilizado. Ele não sabe quem é e nem o que está fazendo. E você está muito perto de estragar várias vidas. Antes de fazer algo sem volta, deixe-o se lembrar de quem ele era.
(Regina deixa Mary Margaret sozinha na lanchonete)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, um campo. O Príncipe Encantado está olhando seu reflexo em um escudo. Rei Midas se aproxima dele.


Midas: O nosso salvador está aqui! O homem que fará picadinho do dragão. (O Príncipe Encantado tira a espada que Midas tinha transformado em ouro) Faça isso e vai virar lenda.
(Rei Midas se afasta. Um guarda vem para ajudar o Príncipe Encantado com sua armadura)
Cavaleiro #1: Eu o ajudo. Apertou errado. Dê-me isso.
Encantado: Como lutarei? Como me defenderei?
Cavaleiro #1: Nada disso. Fique fora da caverna enquanto matamos o dragão. Se você não sair com vida, Midas não pagará nosso reino. Pode ter o título de herói, mas não a função.
(O rugido dragão é ouvido nas montanhas. A cena corta para o Príncipe Encantado e um grupo de cavaleiros andando por uma trilha estreita da montanha. Ao longo do caminho, eles vêem vários itens queimados dos visitantes anteriores. Eles chegam na entrada da caverna do dragão)
Cavaleiro #1: A toca do dragão fica por ali. Não saia daqui. Nós voltaremos.
(O grupo de cavaleiros tiram suas armas e entram na caverna. Dois cavaleiros ficam para trás com o Príncipe Encantado)
Encantado: Você o conhecia bem?
Cavaleiro #2: Quem?
Encantado: Meu irmão, o Príncipe.
Cavaleiro #2: Sim, bem. Era o homem mais corajoso que conheci.
(O dragão, que ainda está na caverna, ruge. Chamas são vistas na entrada da caverna. Os cavaleiros são ouvidos gritando)
Encantado: Eles precisam de ajuda.
(O Príncipe Encantado tenta correr para a caverna, mas é contido por dois cavaleiros)
Cavaleiro #2: Fique aqui. As ordens foram claras.
Encantado: Tem gente morrendo!
Cavaleiro #2: Não se mexa! Volte! Ei!
(O Príncipe Encantado fica livre e corre em direção a caverna do dragão. Um cavaleiro está na entrada da caverna e suas pernas estão em chamas. O Príncipe Encantado o arrasta para longe da caverna. O dragão aparece e voa para fora da caverna. O cavaleiro deixa cair sua espada)
Encantado: Cadê sua espada? (O dragão voa para trás e ataca com fogo. Eles se protegem atrás de uma pedra e escapam ileso) Fique aqui. (O Príncipe Encantado deixa o cavaleiro para trás e vai para pegar uma espada de um cavaleiro caído. No entanto, a espada ainda está quente e ele queima a mão. O dragão voa de volta, mais uma vez, e ataca o Príncipe Encantado com fogo. Ele se esquiva do ataque. O Príncipe Encantado vê uma fenda nas proximidades e corre em direção a ela, pegando uma espada ao longo do caminho. O dragão o segue até o espaço estreito e acaba ficando preso) Não esperava por essa, né? (O Príncipe Encantado corta a cabeça do dragão com a espada)

CENA: Storybrooke, Escola Primária, sala de aula. Mary Margaret está abrindo cartas com um abridor de cartas. David está na porta.


David: Cuidado. Parece afiada.
Mary Margaret: Não pode ficar aqui.
David: Precisava te ver.
Mary Margaret: Diga que não deixou sua esposa por mim. Não quero destruir seu casamento.
David: Não destruiu. Fui eu. Não a quero magoar. Fingir seria a pior coisa para a Kathryn. Ela precisa de alguém que sinta por ela o que sinto por você.
Mary Margaret: Estou me esforçando para me afastar de você. Fazer a coisa certa.
David: Por que isso seria o certo?
Mary Margaret: Você já tem uma vida.
(A campainha toca e crianças começam a entrar na sala de aula)
David: Com alguém que não escolhi. O homem que escolheu aquela vida, que se casou com Kathryn, morreu. Este homem aqui quer outra.
Mary Margaret: Deixe-me em paz.
(Mary Margaret começa a empurrar David para fora da sala de aula)
David: É isso que realmente deseja?
Mary Margaret: Vá.
David: Encontre-me à noite. Ao menos pense nisso. às 20h, estarei na ponte onde me achou. Pense até lá e se decida. Se não for, eu saberei. Nunca mais a perturbarei. Mas se escolher isto, se nos escolher, sabe onde estarei.

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Emma está sentada à sua mesa. Graham entra com uma caixa de donuts.


Graham: Às vezes, os clichês são verdadeiros.
Emma: Muito bem. O que quer?
Graham: Lembra que não haveria plantão noturno? Preciso que trabalhe hoje. Só desta vez.
Emma: Por quê?
Graham: Sou voluntário no abrigo de animais, o supervisor adoeceu e não tem ninguém para alimentar os cães.
Emma: Sorte sua ter trazido o doce.
(Emma pega um donut. Mary Margaret então corre para a sala)
Mary Margaret: Emma, podemos conversar?
Graham: Vou patrulhar minha sala.
Emma: Obrigada.
(Graham deixa as duas sozinhas)
Mary Margaret: O David deixou a esposa. Ele largou a Kathryn!
Emma: Tenha calma.
Mary Margaret: Foi por mim. Ele quer ficar comigo. Quer me encontrar à noite.
Emma: Isso é...
Mary Margaret: Estou tentando ser forte, mas ele vive me procurando. Como vou impedi-lo? Como dou um gelo nele? O que você faria?
Emma: Eu iria.
Mary Margaret: Quê?
Emma: Ele a deixou. Uma coisa é dizer que te quer, mas tomar uma decisão, como ele tomou, é bem diferente. É tudo que se pode pedir.
Mary Margaret: Como é amiga de Kathryn, Regina não ficará feliz.
Emma: Mais uma razão para ir.
Mary Margaret: Deus do céu, será que é verdade mesmo?
Emma: Você é quem sabe.

CENA: Storybrooke, Cama e Café da Vovó. David está na Pousada. Ele olha para fora da janela na torre do relógio e roda seu anel de casamento.


CENA: Terra dos Contos de Fadas, O Castelo. O Rei Midas, o rei George, o Príncipe Encantado e alguns guardas estão reunidos em torno da cabeça do dragão. Midas transformou a cabeça do dragão em ouro.


George: Ele fez tudo que pediu e ainda mais. Meu filho enfrentou o dragão e venceu.
Midas: Levem a cabeça ao Palácio. Ponham entre a Quimera e o Mapinguari.
(Rei George sussurra para o Príncipe Encantado)
George: Nós cumprimos o prometido.
Encantado: Sim. Já posso voltar para casa?
George: Não é hora de falar nisso.
Midas: De hoje em diante, que a cabeça do monstro nos lembre do valente guerreiro que o derrotou. O príncipe mais nobre e corajoso que já conheci. Ganhou meu mais profundo respeito.
George: Apreciamos seu respeito, Rei Midas, bem como respeitamos seu tesouro.
Midas: Sim. Eu prometi ouro e vocês o terão. Mas não cheguei onde estou pensando pequeno. Estou diante de vocês porque ousei sonhar grande. Eu não queria um mero matador de dragões. Buscava o guerreiro mais forte do mundo. Um herói. Alguém que unisse os reinos. Alguém que eu teria orgulho de chamar de família. Tragam-na. (A filha do Rei Midas, Abigail, entra na sala) Cavalheiros, quero apresentar minha filha, Abigail. Eu a valorizo mais do que o ouro, mais do que tudo. Prometi só dar sua mão em casamento quando achasse alguém à altura. E agora achei.
Abigail: Ele matou o dragão? (Rei Midas acena) Acho que ele servirá.
Midas: Assim, príncipe James, ofereço a mão de minha filha em casamento.
Encantado: Rei Midas, fico honrado pela generosa oferta, mas sinceramente não...
George: Meu filho! Sempre tão humilde. (Rei George vai abraçar o Príncipe Encantado e, em seguida, sussurra em seu ouvido) Se não aceitar, será o responsável pela destruição de todos e tudo em nosso reino. Se não se casar com ela, eu te mato. Matarei sua mãe. Transformarei aquela fazenda em cinzas. Está me entendendo? Seu silêncio é sábio. Aceite. Sei que tomará a decisão certa.

CENA: Storybrooke, rua principal. David está andando com um mapa nas mãos. Ele corre até Regina.


Regina: Sr. Nolan?
David: Oh.
Regina: Desculpe, não quis assustá-lo. Estava voltando para casa e o vi. Está perdido?
David: Sim, mais ou menos. Estou procurando a Ponte do Pedágio.
Regina: Onde foi encontrado. Quer estimular a memória?
David: Não, vou encontrar alguém.
Regina: Então, já se decidiu?
David: Sim.
Regina: Suponho que não o convencerei do contrário.
David: Não posso mudar o que sinto.
Regina: É claro que não. Caminhe até a casa de penhores do Sr. Gold. A rua se bifurca. Entre à esquerda. Haverá uma picada que dá direto na ponte.
David: Obrigado. Pela compreensão.
Regina: Boa sorte, David. Tomara que encontre o que procura.
(David corre rua abaixo)

CENA: Storybrooke, Ponte do Pedágio. Mary Margaret é vista esperando.


CENA: Storybrooke, Ponte do Pedágio. David chega na loja de penhores do Sr. Gold. Ele olha em volta, mas percebe que não há uma bifurca no caminho. David abre a porta da loja de penhores e grita.


David: Olá? (Ele entra na loja de penhores e fecha a porta) Olá? (David olha ao redor da loja de penhores. Ele vai até um unicórnio de vidro. Ele vai tocá-lo, quando o Sr. Gold chega)
Gold: Encantador.
David: Como disse?
Gold: O móvel. Não é encantador? Lindamente desenhado. Magistralmente forjado. Posso pegar se quiser.
David: Não, ele é bonito, mas estou procurando a ponte do pedágio. Segundo a prefeita, a rua se dividia aqui, mas...
Gold: Parece que a Sra. Mills ensinou errado.
David: Pois é. Era de se pensar que a prefeita conhecesse a cidade.
Gold: Era de se pensar. Lá fora, vá à direita duas quadras e verá a trilha. Não tem como errar.
David: Obrigado.
(David se vira para sair. No entanto, ele vê um moinho de vento na loja e pára)
Gold: Viu algo de que gosta?
David: Onde conseguiu isso?
Gold: Essa velharia? Ela está pegando pó há séculos.
(David gira o moinho de vento. Ele o observa girando)
David: Eu acho que... Isso já foi meu.
Gold: Sério? Tem certeza?
David: Sim. Eu me lembro.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma fazenda. O Príncipe Encantado vai até a fazenda de sua mãe, à cavalo. Ele desce e a grita.


Encantado: Mãe.
Ruth: Você voltou! Está vivo!
Encantado: Sim. Eu voltei.
Ruth: Está ferido? Sofri tanto.
Encantado: Estou bem, mãe. De verdade.
Ruth: Olhá só para você! Parece um... Parece um... Príncipe. Entre. Vou preparar o jantar. Devia ver a casa, a fazenda. O rei vai cuidar da gente. Já está cuidando... (Ela vai para a porta da casa, mas o Príncipe Encantado não a segue) O que foi?
Encantado: Midas quer unir os reinos. Casando-me com sua filha.
Ruth: O quê?
Encantado: Faz o dote do cerealista parecer esterco de ovelha.
Ruth: Não. Estava certo em recusar aquela oferta, e também deve recusar esta. Senti vergonha durante sua ausência por ter te encorajado a aceitar. Sua liberdade de escolha é mais importante do que tudo. Eu abro mão da fazenda.
Encantado: Não.
Ruth: Não podem forçá-lo.
Encantado: Podem, sim. Por causa do ardil, Midas não pode saber quem eu sou...
Ruth: Nunca mais nos veremos.
Encantado: Não.
Ruth: Então não case. Fuja.
Encantado: Não posso. Vão matá-la.
Ruth: Perderei você de todo jeito. Ao menos saberei que é feliz.
Encantado: Já aceitei a oferta de Midas. Não vim me aconselhar, mãe. Vim me despedir. Há muito em jogo. O reino não pode sofrer por minha causa. Não posso deixar que te machuquem. Mas tinha razão sobre uma coisa. Eu não posso ter tudo.
Ruth: Meu filho. Meu filhinho querido. Dê isto à sua noiva.
(Ela tira o anel)
Encantado: Eu não a amo, mãe. Nem a conheço. Não posso aceitar.
Ruth: Só porque não a conhece não quer dizer que não vá amá-la. O amor verdadeiro segue este anel aonde ele for, filho. Eu tive o amor com seu pai. Eu tive o amor como sua mãe. Agora o aceite. Pegue.
Encantado: Não. Não.
(Ela força o anel na mão dele)
Ruth: Pegue-o e saberei, mesmo que nunca mais o veja, que encontrará o amor. Sei que será feliz.

CENA: Storybrooke, ponte do pedágio. Mary Margaret ainda está esperando. Ela brincar com o anel que a mãe do Príncipe Encantado deu a ele. David corre atrás dela.


David: Você veio.
Mary Margaret: Você parece surpreso. Até mesmo desapontado.
David: Eu me lembro.
Mary Margaret: Da Kathryn?
(David acena)
David: De tudo.
Mary Margaret: E você a ama.
David: Eu não sei. Mas sei que amava. Eu me lembro do que sentia. E... Acho que devo respeitar isso.
Mary Margaret: E tudo que me disse...
David: É verdade. Tenho sentimentos intensos por você. Sentimentos que não entendo direito.
Mary Margaret: Vai voltar para ela.
David: É a coisa certa a fazer.
Mary Margaret: "A coisa certa a fazer" era não ter me encorajado.
David: Eu sei.
Mary Margaret: Então você se decidiu.
David: Sinto muito.
Mary Margaret: Tudo bem. Acho que não era para ser.
(Mary Margaret se afasta e deixa David sozinho)

CENA: Storybrooke, uma rua. Emma está fazendo seu turno da noite. Ela dirige pela casa da prefeita e vê uma figura deixando uma das janelas. Emma pára e sai do carro. Ela arma uma emboscada para a figura e bate nela com seu cacetete. A pessoa acaba por ser Graham.


Emma: Isso é o voluntariado?
Graham: Mudança de planos. A Regina precisava que eu...
Emma: Transasse com ela?
Graham: Não.
Emma: Por que estava se esgueirando pela janela?
Graham: Ela não queria que o Henry soubesse.
Emma: Transaram com o Henry em casa?
Graham: Está dormindo. Não sabe.
Emma: Ai, meu Deus, eu queria ser o Henry agora. Isto é nojento.
Graham: Trabalho mesmo no abrigo de animais.
Emma: Pode terminar meu plantão. Não vou mais trabalhar à noite.
(Ela joga à Graham as chaves do carro e vai embora)

CENA: Storybrooke, Casa dos Nolan. David bate na porta de sua casa e de Kathryn. Kathryn atende a porta.


David: Você tinha razão. Eu odiava o moinho de vento lá de fora.
Kathryn: Você se lembrou. (David acena) De quanto?
David: O bastante. Sei que estávamos brigados quando parti. Você achava que ia deixá-la, mas não ia. Queria que nos acertássemos. Eu só precisava de um tempo. Aí aconteceu o acidente e ganhei muito mais tempo do que esperava. Sinto muito.
Kathryn: Eu também.
David: Sei que temos de acertar as pontas. Vamos ver no que vai dar.
Kathryn: É o que desejo.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, O Castelo. O Príncipe Encantado pega a mão de Abigail, e os dois andam para Rei Midas e o Rei George.


Midas: Que este seja o começo de uma nova era, de um novo reino, unido e forte.
George: Uma era de prosperidade mútua.
Midas: Abigail. James. Enquanto resolvo os detalhes do novo reino com o rei George, vão à sua nova casa no meu palácio. Logo iremos. A celebração será inesquecível.
Abigail: Obrigada, papai. Sei que sabe o que é melhor.
(O Rei George leva o Príncipe Encantado para o lado)
George: Que bom que tomou a decisão certa, filho.
Encantado: Obrigado, pai.
(Eles balançam as mãos e Abigail anda até eles)
Abigail: Venha. Estou cansada de esperar.
Encantado: Que nossa jornada comece. Que tal irmos pela estrada panorâmica?
George: Sorria, filho. Está no caminho do amor verdadeiro.
(O Príncipe Encantado e Abigail partem para sua viagem. Eles viajam através da Floresta Encantada ao longo da mesma estrada em que estavam em um episódio anterior. Branca de Neve é vista esperando em uma árvore)

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Mary Margaret está sentada sozinha. Ela está, de novo, girando seu anel. Dr. Whale entra na lanchonete e se senta ao lado dela.


Whale: Dia difícil?
Mary Margaret: Não estou a fim de papo.
Whale: Qual é. Às vezes é mais fácil falar com alguém cujas opiniões despreza.
Mary Margaret: Já se achou numa situação em que sabia exatamente o que aconteceria? E entrou nela mesmo assim? E quando acontece o que temia, você se pune porque sabia o que iria acontecer? Mas você é assim mesmo. Então, continua se punindo.
Whale: Não.
Mary Margaret: Como consegue?
Whale: Nunca fazendo o esperado. Deixa a vida interessante. Aceita um drinque?
Mary Margaret: Podem ser dois.
FIM DO EPISÓDIO

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