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CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Graham está jogando dardos. Ele lança dois dardos e acerta o cervo duas vezes. Ruby está servindo mesas e Sidney está sentado em uma das mesas.


Sidney: Bela jogada, delegado. Aposto vinte que não acerta de novo.
(Graham joga outro dardo e acerta o cervo novamente)
Graham: A próxima rodada é por sua conta.
(Emma entra por outra porta)
Ruby: O que vai querer, Emma?
Emma: Nada. (Emma caminha em direção a saída da lanchonete. Graham atira um dardo em sua direção, que aterra ao lado de sua cabeça) Mas que diabos! Podia ter me acertado!
Graham: Nunca erro. Está me evitando? Desde ontem quando me viu...
Emma: Deixando a prefeita? Sim, isto foi um eufemismo. Não o estou evitando, Graham. Só não quero falar nisso. A vida é sua e não me interessa.
(Emma deixa a lanchonete e Graham a segue)
Graham: Então, por que está perturbada?
Emma: Não é isso.
Graham: Se fosse verdade, beberia comigo no bar em vez de fugir.
Emma: Não é da minha conta. Falo sério.
Graham: Por favor, vamos conversar. Preciso que compreenda.
Emma: Por quê?
Graham: Sei lá. Talvez assim eu entenda.
Emma: O psicólogo é o Archie.
Graham: Quero falar com você.
Emma: Seu mau juízo é problema seu, não meu.
Graham: Não sabe como é estar com ela. Não sinto nada. Entende isso?
Emma: Uma relação ruim? Sim. Sei como é. Só não quero falar da sua.
Graham: Olha, eu sei que você e Regina tem seus problemas e que eu devia ter contado antes que aceitasse o cargo.
Emma: Sim, por que tanto segredo? Somo todos adultos. Pode fazer o que quiser.
Graham: Não quero que me olhe assim.
Emma: Por que se preocupa com isso?
Graham: Porque...
(Graham beija Emma. Assim que ele o faz, ele tem um flashback de sua vida na Terra dos Contos de Fadas. Ele vê um lobo com dois olhos de cores diferentes)
Emma: O quê? Que diabos foi isso?
Graham: Viu isso?
Emma: Você bebeu demais! Não devia ter feito isso!
Graham: Desculpe, eu só...
Emma: "Só" o quê?
Graham: Preciso sentir algo.
Emma: Escute-me, Graham. Está bêbado e com remorsos. Entendi. Me escute bem, seja lá o que quiser sentir, não vai acontecer comigo.
(Emma anda pela rua e deixa Graham sozinho)

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills. Graham bate na porta. Regina responde.


Regina: Graham.
Graham: O Henry está dormindo?
Regina: Sim, por quê?
(Graham beija Regina. Ela hesita, então o beija novamente e fecha a porta)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Palácio Negro. A Rainha Má está olhando da varanda do seu castelo. No nível mais baixo, ela vê Branca de Neve colocando uma rosa branca em cima de um caixão.


Branca: Adeus, pai.
(A Rainha Má toca o ombro de Branca de Neve)
Rainha Má: Sinto muito, Branca.
Branca: Eu o amava tanto.
Rainha Má: Eu também, querida. Eu também. Mas a dor que sinto pelo meu marido não é nada comparada à dor pela perda do seu pai. Se eu puder fazer alguma coisa, é só me falar. Posso ser sua mãe somente pelo casamento, mas conte comigo, querida. De verdade e para sempre.
(Branca de Neve abraça a Rainha Má. A cena corta para a Rainha Má e vários Cavaleiros Negros entrando em uma sala grande do palácio. Há uma penteadeira no canto e um espelho na parede)
Espelho: Parabéns. Sua vingança quase se completou.
Rainha Má: Um se foi, falta a outra.
(A Rainha Má caminha para a penteadeira e se senta)
Espelho: Ela nem imagina, não é?
Rainha Má: Que sou responsável pela morte dele? Ela veio se conforta comigo. Que repugnante. Poderia ter acabado com sua existência miserável ali mesmo. Acredite, foi tentador.
Espelho: Sua alma ficaria saciada.
Rainha Má: O reino ainda é leal a ela. Eles se virariam contra mim. Não conhecem sua baixeza como eu. Não sabem o que ela fez comigo. Devemos ser delicados na próxima fase. A morte dela deve ser tratada com cuidado.
(Ela se levanta e caminha em direção à saída)
Espelho: Talvez um de seus cavaleiros, majestade.
Rainha Má: Não. Preciso de alguém perito em assassinatos. Destituído de compaixão.
Espelho: Alguém sem coração.
Rainha Má: Agora você me entendeu.
Espelho: Nesse caso, precisa de um caçador.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Na floresta, um cervo é visto pulando. De repente, ele é atingido por uma flecha e morre. O Caçador caminha até o corpo do veado e se ajoelha. Ele está chorando.


Caçador: Você morreu para que eu pudesse viver. Me perdoe. Seu sacrifício foi honroso. Eu agradeço a você. Não se preocupe, rapaz. Não passará fome esta noite.
(Ele continua chorando. Um lobo com olhos de cores diferentes se aproxima do Caçador)

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills, quarto de Regina. Graham acorda sentado na cama. Ele está suando e respirando pesadamente. Regina, que está ao lado dele, também é despertada.


Regina: O que foi?
Graham: Tive um sonho muito intenso. Estava caçando na floresta e matei um cervo. Havia um lobo.
Regina: Um lobo?
Graham: Os olhos... Um era vermelho sangue e o outro era preto como a noite. O engraçado é achar que já o vi antes.
Regina: Volte a dormir, Graham. Foi apenas um sonho.
Graham: Não pareceu um sonho. Pareceu uma lembrança.
(Graham se levanta e começa a se vestir)
Regina: Graham.
Graham: Preciso de ar fresco. Preciso pensar.
Regina: Graham, por favor. Volte para cama.
Graham: Deixei meu carro na Vovó. Preciso ir pegá-lo e esfriar a cabeça.
Regina: Graham. Escute, é tarde. Está cansado, ainda deve estar bêbado. Não vá embora.
Graham: Desde quando quer que eu fique?
Regina: Você não está bem.
Graham: Estou, sim.
(Graham deixa a casa de Regina. A cena corta para Graham na rua principal. Ele caminha até a sua viatura com as chaves na mão, mas as deixa cair. Quando ele se ajoelha para pegá-las, o lobo com olhos de cores diferentes está na frente dele. O lobo corre para a floresta.)

CENA: Storybrooke, Apartamento de Mary Margaret Blanchard. Quando Emma entra no apartamento, ela vê um buquê de flores sobre a mesa.


Emma: Fala sério...
(Ela pega as flores e as joga no lixo. Mary Margaret entra na cozinha e vê o que Emma está fazendo)
Mary Margaret: Ei, espere. O que está fazendo?
Emma: Se o Graham acha que flores funcionam...
Mary Margaret: Não, elas eram minhas.
Emma: Do David?
Mary Margaret: Não. Do Dr. Whale.
Emma: Por que o Dr. Whale... (Mary Margaret dá uma olhada para Emma) É sério?
Mary Margaret: Eu sei. É um desastre.
Emma: Não, é fantástico. Está superando o David.
Mary Margaret: Primeiro, não há nada a superar, depois, foi um caso de uma noite só.
Emma: As flores dizem o contrário.
Mary Margaret: É, não devia ter ligado para ele.
Emma: Ai, meu Deus! Ligou para ele? Não foi mesmo uma noite só.
Mary Margaret: Ainda estou aprendendo. Nunca fiz algo do gênero. Eu me sinto culpada.
Emma: Por quê? Não tem nada errado nisso. Acredite. Só tenho casos de uma noite.
Mary Margaret: Sim, mas é porque você...
Emma: Eu o quê?
Mary Margaret: Esquece.
Emma: Não, diga-me. O que eu faço?
Mary Margaret: Você se protege. Com esse muro que criou.
Emma: Se não tenho sentimentos por homens...
Mary Margaret: Não tem sentimentos por homens? A reação às flores conta outra história.
Emma: Que história?
Mary Margaret: Aparentemente, uma que é óbvia para todos, menos para você. A de que você gosta do Graham.
Emma: Qual é?
Mary Margaret: Olha o muro aí.
(Mary Margaret pega as flores do lixo e as coloca em um vaso)
Emma: Não é um muro.
Mary Margaret: Sério?
Emma: Ter cautela faz bem.
Mary Margaret: É verdade. Mas, Emma, esse muro, pode manter a dor distante, mas também impede o amor de entrar.

CENA: Storybrooke, floresta. Graham está correndo pela floresta, em busca do lobo. Ao fundo, um lobo uivando é ouvido. Ele ouve um barulho no mato, mas acaba por ser o Sr. Gold. Ele está vestindo um avental, botas e tem uma pá.


Gold: Bom dia, xerife. Desculpe se o assustei.
Graham: Desculpe, pensei que fosse um lobo.
Gold: Não fiz a barba?
Graham: O que faz aqui tão cedo?
Gold: Um pouco de jardinagem. E você?
Graham: Estava procurando...
Gold: Um lobo... Estou começando a entender. Até onde sei, xerife, não existem lobos em Storybrooke. Ao menos, não os de quatro patas. Por que procurava?
Graham: Vai achar que sou louco.
Gold: Experimente.
Graham: Vi um lobo nos meus sonhos, depois vi um de verdade, há poucas horas. Viu algo incomum por aí?
Gold: Infelizmente, não. Quem dera eu fosse mais útil. Sabe, xerife, dizem que os sonhos são lembranças de outra vida.
Graham: No que acredita?
Gold: Não descarto nada. Boa sorte, xerife. Espero que encontre o que procura.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, taverna. O O Caçador se senta em uma mesa e o lobo está no chão ao lado dele. Um homem sentado na mesa ao lado faz um comentário.


Bartholomew: Deixam entrar animais aqui agora?. Aqui não é um matadouro.
Horatio: Deixe para lá. Ele também pode ser um animal. Soube que foi criado por eles.
Bartholomew: Ele fede feito um.
Horatio: Patético. Soube que chora após matar. Dá pra acreditar nisso?
(O segundo homem do bar se aproxima da Huntsman)
Bartholomew: Diga-me, caçador, que tipo de homem chora por um animal?
Caçador: Um homem de honra.
Bartholomew: O que entende de honra?
Caçador: Eu tenho honra. Eles têm. Você não.
Bartholomew: Os animais têm honra?
Caçador: Eles são puros de coração. Não são egoístas e interesseiros como as pessoas.
(O lobo se levanta e arreganha os dentes para o homem)
Bartholomew: Mande-o parar de me ameaçar. Sabe o que faço com bichos que me ameaçam? Penduro na minha parede.
(O Caçador pega uma faca e apunhala o homem)
Caçador: Ele não é bicho de estimação!
(Outro homem tenta atacar o Caçador, mas ele pega um espelho e o atinge. Um outro homem puxa uma faca e se aproxima do Caçador, mas ele pega um pedaço de vidro quebrado e o homem foge. A cena corta para a Rainha Má observando o Caçador através de seu espelho mágico. Ela está com vários de seus guardas)
Rainha Má: Ele é perfeito. Tragam-no para mim.

CENA: Storybrooke, floresta. Graham ainda está procurando o lobo na floresta. Ele, novamente, ouve um uivo à distância. Eventualmente, ele encontra o lobo em uma clareira.


Graham: O que você quer? (O lobo começa a se afastar) Ei!
(Graham assobia e o lobo pára. Ele se vira e se aproxima dele. Quando Graham toca no lobo, ele tem outro flashback de sua vida como O Caçador. Ele vê Branca de Neve, um punhal e um símbolo em um edifício. Quando ele volta para o presente, o lobo se foi)

CENA: Storybrooke, Escola Primária, sala de aula. A campainha toca e as crianças saem da sala de aula. Graham entra e encontra Mary Margaret.


Graham: Mary Margaret? Podemos conversar?
Mary Margaret: Graham? O que foi? Tudo bem?
Graham: Acho que nós nos conhecemos.
Mary Margaret: É claro que sim.
Graham: Não daqui. Não de Storybrooke.
Mary Margaret: De onde, então?
Graham: De outra vida.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Palácio Negro. Um guarda leva o Caçador para uma sala.


Rainha Má: Você tem nome? Ou devo chamá-lo de O Caçador? É uma alma torturada, não é, Caçador? É porque seus pais o deram para os lobos?
Caçador: Eles não eram meus pais. Só me geraram. Os lobos são a minha família.
Rainha Má: Lobos, mesmo. Sempre achei que existiam dois tipos de pessoas. Lobos e ovelhas. Quem mata e quem é morto. E você, Caçador, é certamente um lobo.
Caçador: Por que estou aqui?
Rainha Má: Quero que mate alguém para mim. Pode fazer isso?
Caçador: Mato por mim. Por que lhe faria um favor?
Rainha Má: Porque tenho muito a oferecer. Um lugar na minha corte. Será meu caçador oficial.
Caçador: Não quero ser um bicho de estimação. Este lugar é uma jaula.
Rainha Má: Você nadaria em luxo, sem precisar de nada.
Caçador: Tem um exército ao dispor. Por que eu?
Rainha Má: Minha presa é amada por todos do reino. Preciso de alguém que não se deixe levar por isso. Alguém sem compaixão, que não tenha receio de arrancar um coração e trazê-lo para minha coleção.
Caçador: Sou o seu homem.
Rainha Má: Como suspeitava. Diga-me, o que será necessário? O que deseja? Deve haver alguma coisa.
Caçador: Proíba a caça aos lobos. Devem ser deixados em paz. Devem ser protegidos.
Rainha Má: É bem simples.
Caçador: Quem deseja que eu mate?

CENA: Storybrooke, Escola Primária, sala de aula. Graham e Mary Margaret ainda estão conversando.


Graham: Mary Margaret, quando nos conhecemos?
Mary Margaret: Sei lá, faz um tempinho.
Graham: Lembra quando foi?
Mary Margaret: Não.
Graham: Nem eu. Não lembro quando conheci você ou qualquer outra pessoa. Não é esquisito?
Mary Margaret: Sei lá. Acho que sim. Mas deve ser a vuda. As coisas ficam nebulosas.
Graham: Eu já a machuquei?
Mary Margaret: Não, Graham, é claro que não. O que está havendo?
Graham: Acredita em outras vidas?
Mary Margaret: No céu?
Graham: Em vidas passadas.
Mary Margaret: Andou falando com o Henry.
Graham: Henry?
Mary Margaret: Ele tem um livro de histórias. Para ele, somos personagens desse livro, de outra terra, e esquecemos quem somos. O que, logicamente, não faz sentido.
Graham: Claro, não faz mesmo.
Mary Margaret: Graham. (Mary Margaret se inclina e coloca a mão na testa de Graham) Está ardendo de febre. Vá para casa descansar. Vai se sentir muito melhor depois de dormir.
Graham: Certo. Tem toda razão. Desculpe incomodá-la. Obrigado.
Mary Margaret: De nada.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Branca de Neve e o Caçador, que está vestido como um dos guardas da rainha, está andando por um caminho através da floresta.


Branca: Quando eu era criança, adorava o palácio de verão. As montanhas ao redor pareciam um berço. Sempre me senti segura. Agora quer muito voltar para lá. (O Caçador se incomoda com a armadura em volta de seu pescoço) Está abafado aí? Tome.
(Ela pega duas maçãs e oferece uma ao Caçador)
Caçador: Não.
Branca: Você não é cavaleiro, certo?
Caçador: Por que diz isso?
Branca: Todos os homens do meu pai me deram condolências. Menos você.
Caçador: Aceite minhas condolências.
Branca: E eles sabem usar armadura. Ela o escolheu para me levar. Por quê?
Caçador: Deve saber por quê.
Branca: Vai me matar.
Caçador: Tem bons instintos.
Branca: E você, armadura demais.
(Branca de Neve pega um grande ramo do chão e bate no Caçador com ele. Ele cai no chão e ela foge)

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Emma coloca um arquivo na mesa de Graham e pega um dardo. Ela joga no jogo de dardos, mas perde o alvo completamente. Emma vai pegar o dardo quando Regina entra.


Regina: Belo uso do dinheiro dos contribuintes.
Emma: Graham não está aqui. Pensei que tirou o dia para ficar com você.
Regina: Então, já sabe sobre nós. Que bom. É por isso que vim aqui. Porque também sei da sua relação com ele.
Emma: Não tenho nada com ele.
Regina: Então nunca teve nada entre vocês? Srta. Swan, você esquece que tenho vários olheiros.
Emma: Nada com significado.
Regina: É claro que não. Pois é incapaz de ter sentimentos por alguém. Há motivos para estar só, não é?
Emma: Com todo respeito, minha vida não é da sua conta.
Regina: Passa a ser quando afeta a minha vida. Fique longe do Graham. Pode achar que não está fazendo nada, mas está botando ideias na cabeça dele, o que só lhe fará mal. Vai levá-lo à autodestruição. Não se meta.

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills. Graham toca a campainha. Henry atende a porta.


Henry: Oi, xerife. Minha mãe não está aqui.
Graham: Vim ver você, Henry. Será que pode me ajudar?
Henry: Com o quê?
Graham: É sobre seu livro. Estou nele?

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Branca de Neve, que ainda está na floresta, está escrevendo algo em um pedaço de papel. O Caçador finalmente a alcança.


Caçador: Eu a caço, e você senta para escrever uma carta? Nunca entenderei gente do seu tipo.
Branca: Não conheço esta floresta. É um caçador experiente, vai me achar. Faça o que eu fizer, sei como vai terminar.
Caçador: Sim.
Branca: Quero que faça uma coisa depois de me matar. Por favor, entregue isto à Rainha.
(Ela segura um pedaço de papel dobrado)
Caçador: Truques não funcionam comigo.
Branca: Não é truque. Por favor, dê a ela. Diga que cada palavra é verdadeira.
(Ele pega a carta da mão dela e a lê. Ele acaba com lágrimas nos olhos. O Caçador levanta um punhal e se aproxima de Branca de Neve, que está ajoelhada no chão. No entanto, em vez de esfaquear ela, ele corta um pedaço de uma planta estreita e esculpe dois furos nela)
Caçador: Toque isto se precisar de ajuda.
Branca: Quê?
Caçador: É um apito. Terá ajuda. Terá segurança. Agora, fuja.
Branca: Não entendi. Não vai me matar?
Caçador: Fuja!

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills, quarto de Henry. Um cervo da floresta se transforma em uma ilustração de um cervo no livro de Henry. Henry e Graham estão sentados na cama, folheando o livro.


Henry: Quando começou a se lembrar?
Graham: Depois que beijei a Emma.
Henry: Beijou a minha mãe? O que viu?
Graham: Um lobo. Eu tinha uma faca na mão e estava com Mary Margaret.
Henry: Você ia feri-la?
Graham: Sim. Como sabe?
Henry: Porque Mary Margaret é a Branca de Neve, então você é o Caçador.
Graham: Acha mesmo que posso ser outra pessoa?
Henry: Foi criado por lobos. É por isso que vive vendo um. É seu amigo, seu guia. Ele quer ajudá-lo.
Graham: Estou lembrando porque beijei sua mãe? Como é possível?
Henry: Vocês têm uma ligação especial. Ela lhe deve a vida.
Graham: Por quê?
Henry: Ela é filha da Branca de Neve. E você a poupou. Caso contrário, minha mãe não teria nascido.
Graham: O que houve depois que poupei Branca de Neve?
Henry: A Rainha tirou seu coração. Ela o arrancou. Ela faz essas coisas. Ela queria que você nunca mais tivesse sentimentos.
Graham: Deixe-me ver o livro. (Graham pega o livro de Henry e passa as páginas. Ele consegue uma imagem com a Rainha Má e um edifício com o mesmo símbolo que ele viu em seu flashback) O que é isto? Também vi isso. O lobo uivava para ele.
Henry: É o cofre dela. É onde está seu coração.
Graham: O lobo quer que eu o encontre. Obrigado, Henry.
(Graham rapidamente deixa Henry. Emma está esperando do lado de fora da casa da prefeita. Quando Graham sai, ela o confronta)
Emma: Oi. Soube que está sendo um dia ruim.
Graham: Quem disse?
Emma: Praticamente todo mundo. Por que não vai para casa descansar?
Graham: Estou bem.
Emma: Não está não, Graham. Pediu ajuda a uma criança.
Graham: Só ele faz sentido.
Emma: O que está acontecendo? De verdade?
Graham: Preciso achar meu coração, Emma.
Emma: Está bem. Como vai fazer isso?
Graham: Basta seguir o lobo.
Emma: Que lobo?
Graham: Dos meus sonhos. Ele vai ajudar a achá-lo.
Emma: Desculpe. Pensei que estivéssemos falando em metáforas aqui. Acha mesmo que não tem coração?
Graham: É a única coisa que faz sentido. Só isso explica o fato de não sentir nada.
Emma: Escute, Graham, você tem coração. Eu posso provar. (Emma coloca a mão no peito de Graham) Viu? Está batendo. É de verdade. (Graham nega com a cabeça. Emma agarra a mão dele e a coloca onde sua mão estava) Sinta isso. É o seu coração.
Graham: Não, é uma maldição.
Emma: Não pode acreditar que seja verdade.
(Emma, ​​de repente, olha para algo atrás de Graham)
Graham: O que foi?
(Atrás deles, está o lobo com os olhos de cores diferentes. Ele foge e os dois o seguem até o cemitério)
Emma: Graham! Tenha cuidado.
Graham: É meu amigo. Não vai nos ferir.
(O lobo pára e uiva brevemente, em seguida, corre mais para dentro do cemitério. Emma e Graham o seguem. Eles acabam por perder de vista o lobo e acabam parando em frente a uma cripta. Graham olha para cima e vê o símbolo de seu flashback)
Emma: O que é isso?
Graham: É o meu coração. Está aí dentro. (Ele pega uma lanterna) Preciso dar uma olhada.
Emma: Não. Pare.
Graham: Preciso entrar. Por favor.
Emma: Qual é? Acha mesmo que seu coração está aí? (Graham acena) Está certo. Vamos descobrir. (Emma tenta abrir a porta da cripta, mas elas estão bloqueadas) Vamos lá!
(Ela chuta a porta e abre. Os dois entram)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Palácio Negro. Um dos guardas da rainha acompanha o Caçador à uma sala do palácio.


Cavaleiro: Espere aqui.
(O guarda sai e a Rainha Má entra)
Caçador: Ainda está de luto?
Rainha Má: O luto terminou. Preto caiu bem em mim. Diga-me, Branca está morta?
Caçador: O coração da jovem, como pedido. Antes devo fazer algo.
(O Caçador segura uma bolsa ao seu lado. A Rainha Má vai pegá-lo, mas o Caçador se afasta)
Rainha Má: O que é isto?
(Ele tira carta da Branca de Neve)
Caçador: Ela pediu para lhe entregar.
Rainha Má: Leia para mim.
Caçador / Branca de Neve: "Querida madrasta, quando ler isto, estarei morta. Sei que nunca terá amor na vida por minha culpa. Assim, faz sentido que o mesmo prazer me seja negado. Pelo bem do reino, espero que minha morte satisfaça sua vingança, permitindo que governe os súditos do meu pai como merecem, com compaixão e tato. Sei que pensa estar se vingando. Prefiro ver como um sacrifício pelo bem de todos. Com isso em mente, saúdo meu fim, e leve a sério minha última mensagem. Sinto muito. Eu a perdoo."
(A Rainha Má rasga a carta da mão do Caçador e a joga na lareira)
Rainha Má: Não diga que está virando uma ovelha.
Caçador: Ela se dá pelos outros e mesmo assim você a odeia. O que ela fez a você?
Rainha Má: Contei um segredo para ela, que ela não soube esconder. Essa traição custou caro demais. Agora, mostre-me o coração dela! (Ele lhe dá a bolsa contendo o coração. Ela vai para uma sala menor. Ela tira o coração da bolsa e o coloca em uma caixa em um pedestal. Ela fecha a caixa e vai até um muro feito de gavetas múltiplas. Ela segura a caixa até a parede, mas nada acontece) Deveria abrir. (A Rainha Má pega o coração da caixa e vai até o Caçador) Não é o coração dela! Não é um coração humano! O que você fez?

CENA: Storybrooke, Cemitério, cripta. Emma e Graham entram na cripta. Há um sarcófago no centro, com várias urnas em prateleiras que revestem as paredes.


Graham: Tem de estar aqui. Em algum lugar. (Ele começa a mexer nas paredes da cripta) Deve haver uma porta oculta. Uma alavanca. Alguma coisa.
(Ele verifica uma das urnas)
Emma: Ei, Graham. Não tem nada aqui.
Graham: Precisa ter. Se não tiver...
Emma: Está tudo bem. Vai ficar tudo bem.
(Regina, que está do lado de fora da entrada, grita para eles)
Regina: Que diabos pensam estar fazendo?
(Emma e Graham saem da cripta)
Emma: O que faz aqui?
Regina: Toda quarta-feira trago flores para o meu pai.
Graham: Não a culpe. A culpa é minha. Eu quis olhar dentro.
Regina: Sério? Por quê? O que estava procurando?
Graham: Nada. Não era nada.
Regina: Não parece bem, querido. Vamos para casa.
(Regina agarra o braço de Graham e começa a arrastá-lo com ela, mas ele se liberta dela)
Graham: Não quero ir para casa. Não com você.
Regina: Mas vai com ela?
Emma: Ei, isso é entre vocês dois. Deixem-me fora disso.
Graham: Ela está certa. É entre nós, e as coisas precisam mudar.
Regina: Qual será o repentino motivo?
Graham: Não tem nada a ver com ela. Percebi que não sinto nada, Regina. O problema não sou eu, é você.
Regina: Vai me deixar por ela?
Graham: Vou te deixar por mim.
Regina: Graham, não está pensando direito.
Graham: Muito pelo contrário, estou. Prefiro não ter nada a aceitar menos. Nada é melhor do que o que temos. Preciso sentir alguma coisa, Regina, e isso só vai acontecer se eu me der uma chance.
Regina: Graham.
Graham: Sinto muito. Terminou.
Regina: Srta. Swan, não sei o que fiz a você para merecer isto. Para sempre vir atrás do que amo.
Graham: Já disse que não é ela.
Regina: Nada disso acontecia até ela chegar aqui.
Emma: Desculpe. Já parou para pensar que o problema é você, não eu?
Regina: Como é que é?
Emma: Foi o Henry que me achou. O Graham me beijou. Os dois estavam infelizes. Talvez, dona prefeita, deva se olhar bem no espelho e perguntar o porquê disso tudo. Por que todos fogem de você?
(Regina soca Emma no rosto, que então cai em Graham)
Graham: Regina! (Emma recupera do ataque e soca Regina de volta no rosto. Emma agarra Regina e a empurra contra o lado da cripta. Graham também se levanta e tenta separá-las) Parem! Parem com isso!
(Graham puxa Emma para longe de Regina)
Emma: Não vale a pena.
(Emma começa a sair, se afastando de Graham e Regina)
Regina: Graham.
(Regina chama Graham, mas ele a ignora e segue Emma)

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Graham está com um kit de primeiros socorros e coloca uma bolsa de gelo na cabeça de Emma.


Graham: Sinto muito. Não sei o que deu em mim. Como perdi a cabeça.
Emma: Está tudo bem. Você estava cansado e febril. E magoado.
Graham: Não sei como fui me envolver com ela.
Emma: Porque era fácil e seguro. Não ter sentimentos é bom quando o que sente é ruim. Senti isso.
(Graham vai limpar o corte na lateral da cabeça de Emma. Ela recua)

CENA: Storybrooke, Cemitério, cripta. Regina entra na cripta "Mills". O nome está gravado em uma das paredes. O sarcófago tem uma placa que diz "Henry Mills - pai amado". Ela coloca as flores em cima do sarcófago, em seguida, o empurra de lado. Abaixo dele, há uma luz azulada e um conjunto de escadas. Ela entra.


CENA: Terra dos Contos de Fadas, Palácio Negro. A Rainha Má e o Caçador estão na sala menor com a parede de gavetas. Ela solta o coração sobre o pedestal.


Rainha Má: Pensou que me enganaria com um coração de cervo? (Ela acena a mão e as portas da sala se fecham) Não vai a lugar nenhum.
Caçador: Ela não merece morrer.
Rainha Má: Não cabe a você decidir. Eu queria um coração, e vou ter um.
(A Rainha Má magicamente enfia a mão no peito do Caçador. Quando ela dá um passo atrás, o coração dele está em sua mão)
Caçador: O que vai fazer comigo?
(Ela o beija)
Rainha Má: Agora você é meu bicho de estimação. (Ela caminha até a parede de gavetas e segura o coração. Uma gaveta abre com uma caixa) Esta é a sua jaula. De agora em diante, fará tudo que eu mandar. Se um dia me desobedecer, se quiser fugir, eu só preciso apertar. (A Rainha Má aperta o coração em sua mão e o Caçador se dobra de dor) Guardas! (Dois guardas entram na sala e pegam o Caçador pelos braços) Sua vida agora está em minhas mãos. Para sempre. Levem-no para o meu quarto.
(Os guardas levam o Caçador com eles. A Rainha Má coloca seu coração na caixa e fecha a gaveta)

CENA: Storybrooke, Cemitério, cofre de Regina na cripta. Regina entra na sala sob a cripta. É a mesma sala com a parede de gavetas do palácio da Rainha Má. Regina vai até a parede que contém o coração e puxa uma das gavetas. Ela remove a caixa e a abre, revelando dentro o coração de Graham.


CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Graham ainda está cuidando do corte de Emma.


Graham: Melhorou?
Emma: Sim.
Graham: O que foi?
(Emma caminha até Graham. Eles se beijam e ele tem outro flashback de sua vida como o Caçador. Ele vê o lobo com os olhos de cores diferentes, a luta na taverna, a Rainha Má quando se conheceram, Branca de Neve, o punhal, o apito, o veado, o símbolo, ele lendo a carta, a Rainha Má com o coração do veado, e a Rainha Má colocando seu coração na caixa. Quando ele volta para o presente, ele cambaleia para trás)
Emma: Graham? (Regina, ainda na sala sob a cripta, ela pega o coração da caixa e o aperta) Você está bem?
Graham: Eu me lembro.
Emma: Graham?
Graham: Eu me lembro.
Emma: Lembra-se de quê?
(Regina olha para o coração em sua mão. Graham tem rosto de Emma em suas mãos)
Graham: Obrigado.
(Regina aperta o coração. Graham e Emma vão se beijar, mas Graham, de repente cai no chão. Emma repetidamente grita seu nome, tentando acordá-lo, mas não tem êxito. Regina transforma o coração de Graham em pó)
FIM DO EPISÓDIO

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