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CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma aldeia. Uma multidão está reunida em torno de um espetáculo de marionetes. Enquanto eles estão distraídos, um jovem menino rouba várias pessoas. Ele passa despercebido e foge. Mais tarde, o menino esvazia as moedas que ele roubou. Seus pais estão com ele.


Martin: Cuidado.
Myrna: Não deixe as moedas caírem.
Martin: Elas podem desaparecer. (O pai faz um truque de mágica. Ele faz uma moeda desaparecer e, de repente, reaparecer) Olha só isso.
(Grilo puxa uma pequena gaiola com um grilo dentro)
Grilo: Um grilo. Eu adoro grilos.
Myrna: Grilos são problemas. Bichos barulhentos.
Grilo: Mas fazem o que querem! Pulando por aí. São livres.
Myrna: Você é livre.
Martin: Pra fazer o que quisermos.
Myrna: Pra ser quem você é.
Martin: E você é quem você é.
Grilo: Talvez eu queira ser outra coisa. Talvez eu não queira roubar. Talvez eu queira ser bom.
Martin: Tudo por causa de um grilo.
Myrna: Eu não disse? Problema.
Martin: Bom é outra palavra pra fraco.
Myrna: Deixe que pensamos por você.
Martin: É pra isso que servem os pais.
Myrna: Pra te ajudar.
Martin: Você é quem você é e não há como mudar, Grilo. Certo?
Grilo: Certo.
Martin: Certo. Problema resolvido.

CENA: Storybrooke, escritório de Archie Hopper. Henry e Archie estão tendo uma sessão.


Henry: Você não foi sempre um grilo.
Archie: O quê? Ah, sim. Porque... Porque você acha que eu sou o Grilo Falante? Por que... Por que você acha isso, Henry?
Henry: É porque esse é você.
Archie: E quem sou eu?
Henry: Você é a consciência. Você mostra tudo que é certo e errado.
Archie: Então, todos os grilos de Storybrooke já foram pessoas também?
Henry: Não tem grilos aqui. Escuta.
Archie: Talvez não esteja na hora.
Henry: Nunca teve grilos aqui. Você é que nunca notou.
Archie: E você acha que isso prova que existe uma maldição?
Henry: É, mas eu sei que isso não basta. Estou procurando mais.
Archie: Henry, eu te perguntei uma vez e você disse que ia pensar no assunto. Por que você acha tão importante que isso seja real?
Henry: É... Simplesmente é.
Archie: Tá, tá bom. Continua pensando nessa resposta, Henry. Porque acho que ela quer dizer alguma coisa.

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife de Storybrooke. Emma e Graham estão na delegacia. Emma está segurando um uniforme.


Emma: Uma gravata? Não precisa vestir uma mulher de homem pra ela ter autoridade.
Graham: Você acha que vão te obedecer com essa jaqueta vermelha?
Emma: Você está me obedecendo agora.
Graham: Pelo menos usa isso aqui. Vai pega. Se quer mesmo fazer parte dessa comunidade, vai ter que oficializar.
(Emma pega o distintivo de Graham. Quando ela o coloca em seu cinto, há uma agitação violenta. Todos os telefones na delegacia começam a tocar)

CENA: Storybrooke, uma antiga mina abandonada. A cidade inteira está reunida em torno do que parece ser a entrada de um túnel. Regina então chega de carro.


Regina: Atenção! Todos pra trás, por favor!
Ruby: É uma cratera?
Marco: Não, são túneis de minas antigas. Algo desmoronou.
Regina: Xerife, defina o perímetro. Marco, por que não ajuda com o corpo de bombeiros? Srta. Swan, esse assunto é de responsabilidade da prefeitura. Você pode ir.
Emma: Eu só estou trabalhando pra prefeitura.
Graham: É minha nova assistente.
Regina: Dizem que o prefeito sempre é o último a saber.
Graham: Está no meu orçamento.
Regina: É verdade. Assistente, seja útil e ajude no controle da multidão. (Regina se afasta deles e fica na frente da multidão de pessoas) Pessoas de Storybrooke, não se assustem. Sempre soubemos que nesta área haviam túneis de uma antiga mina. Não tenham medo. Vou realizar um projeto pra tornar esta área segura. E fazer com que seja útil para o município. Vamos demoli-la, cobri-la, e pavimentá-la.
(Henry emerge da multidão)
Henry: Pavimentar? E se tiver alguma coisa lá embaixo?
Regina: Henry. O que está fazendo aqui?
Henry: O que tem lá embaixo?
Regina: Nada. Agora vá pra trás. Na verdade, todos! Por favor, por favor todos pra trás. Obrigada.
(Regina pega um pedaço de vidro do chão e o coloca em seu bolso)
Henry: O que é aquilo?
Regina: Henry, já chega. Escuta. Isso é uma questão de segurança pública. Espera no carro. (Henry sai da área) Assistente Swan, Xerife. Olhem a área.
(Henry está sentado no carro de Regina. Quando ele consegue uma chance, ele sai e sussurra para Archie)
Henry: Ei, Archie! Por aqui. (Henry, Emma e Archie se reúnem no carro da polícia) Isso requer tudo da Operação Cobra. De vocês dois.
Archie: Mas eu não sabia que eu estava na Operação Cobra.
Henry: Claro que está. Você sabe de tudo. Não podemos deixá-la fazer isso. E se tiver alguma coisa lá embaixo?
Emma: São só túneis velhos.
Henry: Que por acaso desabaram depois que você chegou. Você está mudando as coisas. Está enfraquecendo a maldição.
Emma: Não é isso que está acontecendo.
Henry: É, sim! Fez alguma coisa diferente hoje? Porque algo fez isso acontecer.
(Regina vai até os três)
Regina: Henry, eu disse pra você me esperar no carro. Assistente, faça o seu trabalho (Henry e Emma saem em diferentes direções. Archie vai sair, mas depois Regina o chama) Dr. Hopper. Uma palavra, por favor? Muito bem. Terminamos com isso.
Archie: Eu não entendi.
Regina: Meu filho. Precisamos de um novo plano de tratamento. Tudo que eu faço ele pensa que é uma conspiração. Não posso encobrir o risco de segurança sem ele pensar que estou escondendo alguma coisa. Por que eu estaria escondendo alguma coisa terrível numa mina velha, me diga? Como é que isso pode acabar sendo tão lógico pra ele?
Archie: A imaginação dele é incrível.
Regina: Eu sei, e você deixou aumentar.
Archie: Seria errado destruir o mundo que ele criou. Eu prefiro tentar uma outra...
Regina: Às vezes eu acho que você esqueceu. Você trabalha pra mim. Você é meu funcionário. Eu posso demitir você. Essa é minha cidade. Você vai perder seu consultório, sua casa, posso te cortar em pedaços até você virar uma criatura encolhida, e este (Regina segura o guarda-chuva de Archie) será o único teto sobre a sua cabeça.
Archie: O que você quer que eu faça?
Regina: Quero que você tire essa maldita ilusão da cabeça do meu filho, e acabe com ela.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, um campo. Muitas pessoas estão fora de montando barracas. Grilo e seus pais estão lá como um dos artistas.


Myrna: Venha, Grilo. Lembro deste lugar. Parece que foi um ano bom.
Martin: Dá para ver pelos gordos.
Myrna: Vamos aplicar o golpe do tônico de elfo.
Grilo: Não pode ser apenas o espetáculo? Os ingressos rendem bem. É preciso roubar?
Martin: Não precisamos, mas é legal. Roubamos deles, que roubam dos outros.
Myrna: Chamamos isso de economia.
Martin: Somos uma parte vital dela.
Grilo: Quero mudar. Quero parar.
Myrna: De novo com isso?
Martin: Não pode nos deixar.
Myrna: Estamos envelhecendo.
Martin: A minha bacia.
Myrna: Meu fígado.
Martin: Tenho caroços em lugares estranhos.
Myrna: Tenho calores estranhos.
Martin: É melhor ficar conosco.
Myrna: Só até morrermos.
Martin: Seja um bom menino e prepare tudo.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, um campo. Grilo está se preparando para o espetáculo de marionetes. Está chovendo. Um jovem garoto com um guarda-chuva se aproxima dele.


Garoto: Marionetes! Que trabalho excelente. Não gosta dele?
Grilo: Não gosto, não. O mesmo espetáculo, as mesmas feiras todo ano.
Garoto: Por que não faz algo diferente?
Grilo: Sou o que sou. Veio aqui ver a montagem?
Garoto: Não, vim ouvir os grilos.
Grilo: Faz tempo que não ouço grilos. Volte para casa ou vai se resfriar.
Garoto: Você também. Fique com o guarda-chuva. Moro aqui perto. Quero muito ver o espetáculo.
(O garoto entrega o guarda-chuva para Grilo e corre)

CENA: Storybrooke, escritório de Archie. Archie está em seu escritório, aparentemente perdido em pensamentos. Marco então entra.


Marco: Ei, Archie...
Archie: Marco, o que faz aqui? (Marco faz um gesto comestível) O almoço. Desculpe. Esqueci. Tenho outro paciente. Fica para a próxima?
Marco: Sim, claro. (Henry entra no escritório correndo) Oi. Boa sessão, Henry.
(Marco bagunça o cabelo de Henry e depois sai. Henry e Archie se sentam nos sofás)
Henry: Recrutou o Gepeto para a Operação Cobra?
Archie: Acha que Marco é o Gepeto?
Henry: Sim, é o melhor amigo do Grilo Falante, como Marco é o seu.
Archie: Henry, precisamos falar disto, ouviu?
Henry: Não está convencido, mas sei onde tem provas.
(Henry abre sua mochila e mostra à Archie)
Archie: O que é isto? Lanterna? Doces? Espera aí, Henry. Não entre nos túneis.
Henry: Emma chegou e algo aconteceu. Preciso investigar.
Archie: Pare, Henry. Não existem provas. Isto não passa de um delírio. Sabe o que é delírio?
Henry: Acho que sim.
Archie: É algo irreal e não saudável. Pensei que fosse superar, mas já virou psicose. Sabe o que é psicose? Quando não se sabe o que é real. Se continuar assim, vão interná-lo. Isso precisa parar. Para seu próprio bem, acorde. Esta bobagem precisa acabar.
(Henry sai correndo do escritório de Archie)

CENA: Storybrooke, Hospital. Mary Margaret e David estão jogando forca no quarto de hospital de David.


Mary Margaret: Eu não sei. "M"?
David: Tem dois. Já descobriu?
Mary Margaret: Sim, e estou morta de vergonha. Quase me enforcei com meu próprio nome.
David: Tudo bem, nunca a enforcaria. Eu desenharia dedos. Um chapéu, Quem sabe um cavalo.
Mary Margaret: Brincava de forca antes?
David: Não sei.
Mary Margaret: Vai se lembrar. Vai para casa em uma semana. Devem achar que está progredindo.
David: Fisicamente.
Mary Margaret: Você está fazendo novas memórias.
David: Talvez eu as prefira.
Mary Margaret: Quer jogar novamente?
(Kathryn entra com uma caixa)
Kathryn: Também posso brincar?
Mary Margaret: Sra. Nolan. Já é meio-dia. Nem vi. Preciso ir.
(Mary Margaret se levanta para sair. Ela vai para sair, mas ainda consegue ouvir a conversa. Kathryn mostra a David a foto de um cachorro)
Kathryn: Passar bem, Srta. Blanchard. Querido, trouxe fotos. Tlavez ajudem a recordar. É o nosso cachorro, Ajax. Lembra-se?
David: Sim, Ajax.

CENA: Storybrooke, Apartamento de Mary Margaret Blanchard. Mary Margaret e Emma estão na cozinha.


Mary Margaret: Sou a pior pessoa do mundo.
Emma: Sério? Do mundo inteiro?
Mary Margaret: Seria mais fácil se a Kathryn fosse horrível. Mas ela é muito legal.
Emma: E o que seria mais fácil?
Mary Margaret: Nada.
Emma: Nada é uma boa ideia. É inteligente, não se envolva com um homem casado. Não vale a dor de cabeça. Acredite em mim. (Há uma batida na porta) Eu atendo. (Emma abre a porta. Henry está parado chorando) O que foi, garoto? Entre.

CENA: Storybrooke, escritório de Archie. Emma bate na porta. Quando ele não atende, ela entra.


Emma: Archie. Archie. O que você fez? Mandou não destruir a fantasia. Disse que o devastaria.
Archie: Se a terapia não funciona, você muda.
Emma: Foi a prefeita? Ela o ameaçou? O que o faria ignorar a própria consciência?
Archie: Não preciso justificar minhas decisões profissionais.
(O celular de Emma toca)
Emma: Alô, dona prefeita. Parabéns.
Regina: Está com ele?
Emma: Sim, estou com o Dr. Hopper e deixou suas marcas nele ao...
Regina: Não falo dele. Henry. Ele está com você?
Emma: Eu o deixei no seu escritório há uma hora.
Regina: Ele não está aqui.
Emma: Não sei onde ele está.
Archie: Eu sei.
('Henry é visto na entrada da mina. Ele acende a lanterna e entra no túnel)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Rumplestiltskin está em um quarto e está transformando palha em ouro. Grilo entra e coloca um saco em cima de uma mesa.


Rumplestiltskin: Muito obrigado. E os nomes? A quem pertenciam os tesouros? (Grilo pega uma lista e a coloca no topo da pilha. Rumplestiltskin o entrega uma mecha de fios de ouro) Um fio de ouro, pelo roubo. Obrigado, pode ir embora. Mas você quer mais uma coisa. Não quer? Algo ligado à magia?
(Rumplestiltskin coloca um fio de ouro em uma tigela, juntamente com outra poção. Ela começa a brilhar)
Grilo: Passo o ano preso na maldita carroça. Quero ser livre, ser outra pessoa. Mas algo me impede.
Rumplestiltskin: Algo ou alguém?
Grilo: São meus pais.
Rumplestiltskin: Então tenho exatamente o que precisa. Isto o libertará. Derrame, borrife, ponha no queijo cottage deles. Dará certo em tudo. (Rumplestiltskin segura um frasco contendo a poção. Grilo vai pegá-la, mas Rumplestiltskin a puxa para trás) Mas você não tem nada para me dar. Escute só, depois que a poção funcionar, deixe-os onde estão e eu os pegarei. Será minha comissão.
Grilo: O que será deles?
Rumplestiltskin: Não se preocupe, estarão em boas mãos. E você ficará livre.
(Grilo pega o frasco e sai)

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Emma e Archie estão na entrada da mina e chamando o nome de Henry. O cão de Archie também está lá com eles.


Emma: Henry!
Archie: Henry!
Emma: Henry!
Archie: O que farejou, Pongo?
Emma: Ele não está aqui.
Archie: Acho que está, sim. (Ele encontra uma das barras de chocolate que Henry tinha em sua mochila) Um doce. Ele tinha isso.

CENA: Storybrooke, mina. Henry tem uma lanterna e está explorando a mina. Ele encontra uma peça de vidro que é semelhante à peça que Regina encontrou anteriormente. De repente, a mina começa a tremer e começa a entrar em colapso. Na entrada, Emma e Archie sentem o chão tremer.


Archie: Henry!
Emma: Archie!
Archie: Henry, não é seguro!
Emma: Henry!
Archie: Henry!
Emma: Archie! Archie! Henry!
(Archie acende um fósforo. Ele começa a andar mais para dentro do túnel)
Archie: Henry? Henry?
(Henry pula de um canto)
Henry: Archie!
Archie: Henry!
Henry: Você veio me ajudar.
Archie: Não, Henry. Temos que sair daqui.
Henry: Continua contra mim?
Archie: Não temos tempo para isso. Vamos embora.
Henry: Não acredita em mim? Vai ver só. Você verá.
(Ele corre mina adentro)
Archie: Henry! Volte, Henry! Henry!

CENA: Terra dos Contos de Fadas. Grilo e seus pais se aproximam de uma casa.


Grilo: Que tal não agirmos hoje? Não precisamos de dinheiro.
Myrna: Não é o dinheiro, Grilo. É o princípio.
Martin: Um compromisso com a excelência.
Myrna: A excelência em roubar dinheiro.
Martin: Pegue o tônico de elfo, Grilo.
(A cena corta para Myrna batendo na porta. Um jovem casal atende a porta)
Myrna: Que pessoas jovens e bonitas.
Grilo: Com licença. Podem abrigar um homem honesto e seus pais idosos?
Homem: É claro. Entrem.
Mulher: Vou preparar uma canja.
Myrna: Adoramos canja!
Martin: Que linda casa.
Myrna: Que pedras bem colocadas.
Martin: É sapé mesmo.
Myrna: Que presunto grande. (A cena corta para Grilo, seus pais e o casal sentados e comendo na mesa) Não paro de pensar naquela família.
Martin: Jeito horrível de morrer.
Mulher: O que aconteceu?
Myrna / Martin: A praga.
Myrna: Acabamos de passar pela cidade vizinha.
Mulher: A praga?
Myrna: Sem dúvida.
Homem: Está vindo para cá? Vocês estão bem?
Martin: Somos imunes.
Myrna: Temos tônico de elfo.
Martin: Feito por elfos, para elfos.
Myrna: Recomendado por quatro em cinco médicos reais.
Martin: O quinto morreu antes de tomar.
Myrna: Gente intelifente como vocês têm, né?
Mulher: Nunca ouvimos falar.
Myrna: Ai, não.
Martin: Ah, Deus.
Grilo: Ai, não. Vocês vão morrer. Precisam do tônico.
Martin: Quem me dera ter um extra.
Myrna: Não temos extra.
Grilo: Não existe extra.
Mulher: Podemos pagar.
Myrna: Temos um frasquinho.
Martin: Que fará falta.
Homem: O que querem em troca?
Mulher: Devemos ter algo que queiram.
Myrna: Sei que podemos pensar em algo. (A cena corta para vários sacos cheios perto da porta. Os pais de Grilo pegam um saco) É melhor ir andando.
(Myrna e Martin saem da casa)
Grilo: Tome.
(Grilo entrega o "tônico de elfo" para o casal)
Homem: Obrigado.
Mulher: Obrigada.
(Do lado de fora, Grilo vai até seus pais, que estão guardando os sacos em sua carroça)
Grilo: São boas pessoas, nunca nos teriam enganado.
Myrna: Esse foi o erro deles.
Martin: É melhor roubar...
Myrna: Do que ser roubado.
(Grilo pega outro frasco)
Grilo: Sinto muito. Não me dão escolha.
(Jiminy joga a poção de Rumplestiltskin em seus pais. Nada acontece)
Myrna: Acha que somos bobos?
Martin: Água da chuva não machuca. Minha mão é leve, Grilo.
Grilo: Você trocou? Se esse era o tônico de elfo...
Martin: Puxa vida, demos o seu líquido para outra família.
Myrna: Tomara que não seja perigoso.
(Grilo volta para a casa que parece estar vazia. O frasco contendo a poção está esvaziado no chão. Ele então percebe dois bonecos sentados ao lado, que se parecem com o casal. Grilo está em choque e seus pais entram)
Martin: Olha só isso.
Myrna: Marionetes novas para o espetáculo.
(Um jovem garoto entra na casa. É o mesmo garoto que deu o guarda-chuva para Grilo)
Garoto: Mamãe? Papai? Quem são vocês? Mamãe? Papai? O que fizeram com eles? O que fizeram com eles?

CENA: Storybrooke, mina. Archie está à procura de Henry na mina. Ele encontra Henry em um buraco.


Archie: Henry? Henry? Henry! Henry! Henry, Henry! Devagar.
Henry: Tem algo brilhando ali embaixo.
Archie: Henry, é muito perigoso. Temos que sair daqui.
Henry: Pode ser alguma coisa
Archie: Olhe para mim! Estou com medo por você.
Henry: Porque me acha louco?
Archie: Não! Não! Porque estamos presos numa mina abandonada e não tem saída.

CENA: Storybrooke, entrada da mina. A cidade está reunida, mais uma vez.


Marco: Archie é esperto. Manterá o menino a salvo até os acharmos. (O chão começa a tremer) Cuidado!
Regina: Parem! Parem! Está piorando tudo.
Emma: Estou tentando salvá-lo. Sabe por que ele entrou ali? Ele queria achar provas.
Regina: Por que ele quer provar algo? Quem o incentivou?
Emma: Não me culpe.
Regina: Isso, dê sermão até o oxigênio dele acabar.

CENA: Storybrooke, mina. Archie e Henry ainda estão explorando a mina. Eles ouvem um latido.


Archie: Ouviu isso, Henry?
Henry: É o Pongo!
Archie: siga o barulho.

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Emma se aproxima de Emma.


Emma: Temos que parar. Brigar não adianta nada.
Regina: Não mesmo.
Emma: O que quer que eu faça?
Regina: Me ajude.

CENA: Storybrooke, mina. Archie e Henry se deparam com um poço de elevador.


Archie: Está mais alto aqui.
Henry: O que é isso?
Archie: Parece um antigo elevador.

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Emma e Regina ainda estão conversando.


Regina: Temos que conseguir abrir um buraco no chão. Precisamos de algo forte.
Emma: Tipo o quê?
Marco: Explosivos!

CENA: Storybrooke, mina. Archie investiga o elevador.


Archie: É a entrada e saída dos mineiros. Vai até em cima. Por isso ouvimos o Pongo.
Henry: podemos fazer funcionar?
Archie: Vamos tentar.

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Os trabalhadores estabelecem as linhas para os explosivos. Todos saem da área.


Emma: Tudo pronto.

CENA: Storybrooke, mina. Archie gira a roda que se move para o elevador. Ele se move ligeiramente.


Archie: Vamos lá!
(Henry ajuda Archie a mover o elevador)

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Todos se posicionam.


Regina: Pode explodir.
(Os explosivos são ativados​​, mas acabam fazendo com que o elevador caia mais para baixo do eixo. Emma corre para a entrada do túnel para verificar os resultados)
Regina: Funcionou?
Emma: Não abriu.
Graham: Então o que isso fez?

CENA: Storybrooke, Hospital. Mary Margaret está deixando o hospital. Ela se despede de um paciente.


Mary Margaret: Passar bem.
(David entra na sala)
David: Aonde vai?
Mary Margaret: Para casa. Meu dia acabou. Não devia descansar?
David: O Dr. Whale quer que eu me exercite. Devo andar 30 minutos por dia na esteira ou lá fora com acompanhante. Mas estão sem gente por causa do acidente na mina. Se existisse uma voluntária disponível...

CENA: Storybrooke, uma pista de caminhada. Mary Margaret e David estão caminhando.


David: Quero me lembrar daqui. Foi como acordar numa terra estranha.
Mary Margaret: Lembrou-se de alguma coisa? E quando está com ela? Não se lembrou do cachorro?
David: Eu menti.
Mary Margaret: Mentiu?
David: Ela é tão adorável, não quis desapontá-la. Mas tudo parece fora do lugar. Desde quando Ajax é nome de cachorro? Nada faz sentido. Nada... Nada parece real.
Mary Margaret: Parece solitário.
David: Só uma coisa parece real. Você.
Mary Margaret: O quê?
David: Sei que é loucura, mas, juro, é a única coisa aqui que parece correta. Kathryn.
Mary Margaret: Certo.
David: Kathryn. Você está aqui.
(Kathryn aparece atrás deles com uma cesta)
Kathryn: Não é hora da visita, mas precisava ver você. Fiz bolinho de amora que adorava.
Mary Margaret: Vou deixá-los à sós.
(Ela sai)
David: Mary Margaret! Nos vemos amanhã.
(Mary Margaret sorri, então vai embora)

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Todos ainda estão reunidos.


Regina: O que foi aquilo? O que você fez? Não disse que entendia disso?
Emma: Dona prefeita.
Regina: Eles podiam ter matado o meu filho.
Emma: Eu sei, mas isso não adianta.
Marco: Se soubéssemos onde estão, poderíamos perfurar até eles. Quem sabe montar algo para trazê-los.
Graham: Mas perfurar aonde?
(Emma tira Pongo do caminhão de bombeiros)
Emma: Vamos, amigo.
Regina: O que está pensando?
Emma: É o cachorro do Archie. Ele encontrou alguma coisa. Devem estar aqui. O que é isso? Bom garoto.
(Graham e Marco afastam uma peça de metal. Debaixo há uma grade)
Emma: O que é isto?
Graham: Um duto de ventilação.

CENA: Storybrooke, mina. Henry e Archie estão sentados no elevador.


Henry: eu sinto muito, muito mesmo.
Archie: Tudo bem.
Henry: Só queria achar uma prova.
Archie: Está tudo bem, Henry. Também sinto muito. Não acho que seja louco. Só acho que tem uma mãe muito forte com uma ideia bem clara do caminho que quer vê-lo e que se assusta quando você se desvia dele. E isso é natural. Como também é natural você ser livre para pensar no que deseja. Eu não falei a sério e nunca devia ter aberto a boca.
Henry: Então por que falou?
Archie: Não devo ser uma pessoa muito boa. Não sou o homem que gostaria ser.
(O elevador de repente cai mais o eixo)

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Marco liga um gancho a um tronco em torno da grade.


Emma: Pronto. Levantem! Parem. Deu certo. Muito bem.
(A grade é puxada para fora e todo mundo olha para baixo o eixo)
Regina: E agora?

CENA: Storybrooke, mina. Henry e Archie ainda estão sentados no elevador.


Henry: Você pode ser ele. Pode ser uma boa pessoa. Afinal, é o Grilo Falante.
Archie: Henry, o Grilo Falante era um grilo, entendeu? Era uma consciência. Não me vejo assim.
Henry: Mas antes de ser um grilo, ele foi um cara que demorou um tempão para revolver agir corretamente.
Archie: Agora está parecendo comigo.
Henry: É mais difícil para você por causa da maldição. Para ouvir sua voz interna. E ser quem deseja.
(O elevador balança, novamente, e se move mais para baixo o eixo)

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Todos estão reunidos em torno do duto de ar.


Marco: Precisa baixar alguém perfeitamente reto, ou o cabo derrubará as laterais do duto.
Graham: Tenho o equipamento.
Regina: Eu desço.
Emma: De jeito nenhum. Eu vou.
Regina: Ele é o meu filho.
Emma: Ele é o meu filho também. Você é burocrata há dez anos. Eu consigo.
Regina: Só precisa trazê-lo para mim.

CENA: Storybrooke, mina. Novamente, Henry e Archie estão no elevador.


Archie: Posso refazer uma pergunta?
Henry: Qual?
Archie: Por que é tão importante a teoria do conto de fadas ser verdadeira?
Henry: Eu não sei.
Archie: Tente explicar.
Henry: Porque a vida não pode ser só isso.
Archie: Entendi.
Henry: Pensei que achando provas... Mas não achei nada.
Archie: Não é verdade. Eu estava perdido e você me achou.
Henry: Você se lembrou?
Archie: Não me lembrei de nada. Só do tipo de pessoa que quero ser. E preciso ouvir com mais atenção.
(Pedaços de rocha caiem da grade, na parte superior do elevador. Eles olham para cima e vêem uma luz)
Henry: O que é isso?
Archie: Deve ser o resgate.
Emma: Vocês estão bem?
Archie: Sim, estamos bem.
Emma: Aguente firme, Henry. Já está bem. Parem.
Archie: Pronto, subindo.
(Archie passa Henry para Emma)
Emma: Venha. Eu o segurei.
Archie: Já o pegou? Está seguro?
(O elevador começa a tremer)
Emma: Archie?
Archie: Vai cair!
Emma: Sinto muito!
Archie: Tudo bem!
Emma / Henry: Archie!
(O elevador cai do eixo inteiro. Archie parece ter caído também, mas acaba salvando a si mesmo com seu guarda-chuva que está ligado a Emma)

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Emma, Henry e Archie são puxados para fora do poço do elevador. Regina leva Henry para o lado. Marco agarra Archie e o abraça. Uma vez que Emma está desequipada, ela corre para Regina e Henry.


Emma: Você está bem?
Regina: Assistente, disperse a multidão. (Regina afasta Emma e tira Henry de perto. Perto dali, ela encontra Archie) Obrigada, Dr. Hopper.
Archie: Tenho algo a dizer. Vou continuar tratando o Henry. Do meu modo.
Regina: O fato de ele estar a salvo não mudou nada, Dr. Hopper. Fará o que eu mando, ou...
Archie: Ou o quê? Vai arruinar minha vida? Piorará tudo? Porque sempre darei o melhor de mim.
Regina: Não me provoque.
Archie: Não preciso. Vai me deixar em paz para trabalhar como quero.
Regina: Sério? Por que diz isso?
Archie: Um dia, prefeita, pode se ver brigando pela custódia. Sabe como o tribunal decide quem é uma mãe adequada? Consultando um especialista, principalmente quem tratou a criança. Então, sugiro que pense nisso e permita-me fazer meu trabalho. E deixe-me trabalhar como manda minha consciência.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, área vasta. Grilo está sozinho. Ele olha para cima e vê uma estrela. Ele fecha seus olhos.


Grilo: Eu desejo... Eu desejo...
(A Fada Azul aparece)
Fada Azul: Ouvi o seu desejo. Não precisa desejar tão alto. Mas é impossível. Não posso trazer de volta os pais do menino.
Grilo: A culpa é minha. Preciso ajeitar as coisas. Daria minha vida para isso.
Fada Azul: O que está feito está feito. Pode haver outro jeito.
Grilo: Então me diga, por favor.
Fada Azul: O menino vai crescer e enfrentará muitos desafios. Que ajudá-lo?
Grilo: Não posso me afastar deles. São meus pais. Sou igual a eles.
Fada Azul: Mas se não quisesse ser isso, o que gostaria de ser?
(O som de grilos é ouvido no fundo)
Fada Azul: Ouvi seu desejo. (A Fada Azul transforma Grilo em um grilo) Como se sente?
Grilo: Livre.
Fada Azul: Encontre o menino, Grilo. Viverá enquanto precisar ajudá-lo. Basta encontrá-lo.
Grilo: Como o acharei? Nem sei seu nome.
Fada Azul: O nome dele é Gepeto.

CENA: Storybrooke, entrada da mina. Agora é noite, e parte da cidade ainda está na mina. Emma e Henry estão observando Archie e Marco conversarem.


Emma: Ele é o pai do Archie?
Henry: Não, são apenas velhos amigos.
Emma: Você me matou de medo.
Henry: Desculpe.
(Archie e Marco se aproximam deles)
Emma: Senhores. Venha. Sua mãe quer levá-lo para casa.
Henry: Ei! Escutem!
(O som de grilos é ouvido no fundo)
Archie: Grilos.
Henry: Eles voltaram. As coisas estão mudando.

CENA: Storybrooke. Sr. Gold caminha através de sua sua loja de penhores. Os bonecos dos pais de Gepeto estão sentados no balcão. No hospital, Mary Margaret escreve sua carta de demissão. No local da mina, todo mundo está falando e bebendo. Ao lado, Regina fica perto do poço do elevador. A grade foi colocada novamente na parte superior do mesmo. Ela pega o pedaço de vidro - a peça que pegou anteriormente - em seu bolso. Ela olha para ele brevemente, então o joga na grade. Ele cai no eixo até cair em cima do que parece ser o caixão de cristal da Branca de Neve.

FIM DO EPISÓDIO

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