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CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo de Maurice. Em um pequeno castelo na floresta, um grupo está desenvolvendo estratégias em torno de um grande mapa sobre uma mesa. O grupo é composto por Maurice, Bela, Gaston e vários cavaleiros. Um cavaleiro entra na sala de guerra para dar notícias.

Guarda: Senhor, novidades da guerra. Avonlea caiu.
Maurice: Pelos deuses!
Gaston: Se pelo menos ele tivesse vindo.
Maurice: Mas não veio, né? Ogros não são homens.
Gaston: Temos que fazer alguma coisa. Temos que detê-los.
Maurice: É impossível detê-los.
Bela: Ele pode estar a caminho, papai.
Maurice: É tarde demais, filha. Muito tarde.
(Há uma batida forte na porta)
Bela: É ele! Tem que ser ele.
Maurice: Como ele passou pelas muralhas? Abram.
(Dois cavaleiros removem a placa de bloqueio da porta e a abrem. Eles olham para fora, mas não vêem ninguém lá)
Rumplestiltskin: Bem, mas que decepção...
(Rumplestiltskin aparece atrás deles, sentado em uma cadeira)
Rumplestiltskin: Você me mandou um recado. Algo como: "Socorro! Socorro! Estamos morrendo! Pode nos salvar?" A resposta é: sim, eu posso. Sim, posso proteger sua cidadezinha por um preço.
Maurice: Mandamos uma oferta de ouro.
Rumplestiltskin: Entenda, eu faço ouro. O que desejo é um pouco mais especial. Meu preço é ela.
(Rumplestiltskin aponta para Bela)
Maurice: Não.
Gaston: A jovem é minha noiva.
Rumplestiltskin: Não perguntei se ela era noiva. Não estou à procura do amor. Quero uma guardiã para minhas vastas propriedades. É ela ou nada feito.
Maurice: Saia. Vá embora!
Rumplestiltskin: Como desejar.
(Rumplestiltskin se dirige para a porta, mas pára quando Bela grita para ele)
Bela: Não, espere...
(Bela se aproxima de Rumplestiltskin)
Bela: Eu irei com ele.
Gaston: Eu proíbo!
Maurice: Não...
Bela: Ninguém decide meu destino, além de mim. Eu irei.
Rumplestiltskin: É para sempre, querida.
Bela: Minha família, e meus amigos sobreviverão?
Rumplestiltskin: Tem a minha palavra.
Bela: Então, tem a minha. Irei com você para sempre.
Rumplestiltskin: Fechado!
Maurice: Bela. Bela, não pode fazer isso. Bela, por favor, não pode ir com esta fera.
(Rumplestiltskin finge ofensa)
Bela: Pai. Gaston. Está decidido.
Rumplestiltskin: Sim, ela está certa. O acordo é fechado. Parabéns por sua guerrinha.

CENA: Storybrooke, rua principal. O Sr. French está descarregando flores de sua van de entrega. O Sr. Gold e outro homem estão o observando da calçada.

Gold: Mas que perfeito. Queria encontrá-lo, Sr. French.
Moe: Terei seu dinheiro semana que vem.
Gold: As cláusulas do empréstimo eram bem claras. Leve a van.
(O homem com o Sr. Gold entra no banco do motorista da van)
Moe: Espere! Não! Amanhã é o Dia dos Namorados! É o melhor... Tenho mil dólares em rosas aí atrás!
(O homem liga a van)
Moe: Pare! Deixe-me vendê-las.
Gold: Deixarei que continuem conversando.
Moe: Não é assim que se negocia, Gold. Você é mais baixo! Ninguém vai tolerar isso.
(O Sr. French tenta parar a van, mas têm êxito. O homem da van vai embora e o Sr. Gold atravessa a rua. Ele corre para Regina, que estava observando)
Regina: Sr. Gold. Mas que belo show.
Gold: É um dia ruim para o Sr. French. Acontece com todos.
Regina: Queria conversar sobre algo...
Gold: No momento em que você tiver algo que eu queira discutir, nós conversaremos.
Regina: Não, vamos falar agora. Será rapidinho.
Gold: Algo a incomoda, querida? Algo que precisa pôr para fora? Você terá que esperar. Por favor.
(Regina recua e o Sr. Gold passa por ela)

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Mary Margaret e David estão sentados em mesas separadas. David está lendo um livro, enquanto Mary Margaret bebe café.

Mary Margaret: Pegou o livro.
David: Sim, comecei agora. É ótimo. Não vejo a hora de terminar.
(Ruby vai encher o café de Mary Margaret)
Ruby: Posso juntar as mesas se vocês...
Mary Margaret: Não estamos juntos.
David: Não...
(Ruby sai e Emma aparece. Ela se senta na frente de Mary Margaret)
Emma: Oi, David.
David: Oi.
Emma: Mary Margaret. Como estão as coisas?
Mary Margaret: O Henry está bem.
Emma: Não perguntei isso. Tem certeza?
Mary Margaret: É o Henry de sempre. A Regina não vai separá-los para sempre. Quando pessoas devem ficar juntas, elas dão um jeito.
Emma: Sim. Então, é o Henry de sempre. Ele está contente?
Mary Margaret: Sim. Não! Sente muito sua falta. Passo seis horas com ele por dia.
(Ashley entra na lanchonete com seu bebê. Ela a entrega para a Avó de Ruby e se junta a Mary Margaret e Emma em sua mesa)
Ashley: Seis horas? Aceita recém-nascidos? Eu adoraria seis horas de folga.
Mary Margaret: Ashley! Nem te reconheci!
Ashley: Depois que o bebê nasceu?
Emma: Tudo bom?
Ashley: Sim, ter filho é ótimo. Mas não tivemos tempo para a coisa toda do casamento. Está sendo complicado e o Sean faz dois turnos na fábrica de conservas.
Mary Margaret: Ele precisa trabalhar.
(Ruby vem para dar café à Ashley)
Ashley: No Dia dos Namorados? Pois é... Ele não conseguiu folgar.
Emma: Que pena.
Ruby: Não precisa ser assim. Vamos fazer uma noite das garotas. Todas podemos ir, Mary Margaret. A Emma também, se deixar o distintivo em casa.
Emma: Não estou a fim de festa. Mas vocês podem se divertir.
(O telefone de Emma vibra)
Mary Margaret: O que foi?
Emma: É da delegacia. Algo aconteceu.

CENA: Storybrooke, Casa do Sr. Gold. O Sr. Gold caminha até a entrada da casa, onde ele vê que a porta está entreaberta. Ele a abre e entra na casa. Dentro, ele pega uma arma e se move lentamente mais para dentro da casa. O piso range atrás dele. Quando ele se vira, vê Emma com sua arma na mão e apontada para ele.

Gold: Xerife Swan.
Emma: Seus vizinhos viram a porta aberta e ligaram.
Gold: Parece que fui roubado.
Emma: Engraçado sempre acontecer com você.
Gold: Sou um homem difícil de amar.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Rumplestiltskin e Bela entram no castelo. Eles andam pela sala de jantar, e depois vão para as masmorras.

Bela: Onde vai me levar?
Rumplestiltskin: Digamos que seja seu quarto.
(Eles chegam a uma porta da cela)
Bela: Meu quarto?
Rumplestiltskin: Soa melhor do que calabouço.
(Rumplestiltskin a empurra para dentro da cela e a tranca. Ele vai embora enquanto ela grita na porta)
Bela: Não pode simplesmente me deixar aqui! Olá! Olá!

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Rumplestiltskin e Bela estão na sala de jantar. Ele se senta à cabeceira da mesa, quando ela serve chá.

Rumplestiltskin: Você vai servir minhas refeições, e limpar o Castelo Negro.
Bela: Entendido.
Rumplestiltskin: Vai espanar minha coleção e lavar minha roupa.
Bela: Sim.
Rumplestiltskin: Trará palha fresca quando eu usar a roca.
Bela: Deixa comigo.
Rumplestiltskin: E vai esfolar as crianças que caço.
(Bela deixa a xícara de chá cair no chão)
Rumplestiltskin: Foi uma piada. Não é sério.
Bela: Certo.
(Ela se ajoelha para pegar a xícara. Quando ela se levanta, há uma lasca na ponta)
Bela: Puxa vida. Sinto muito, mas está lascada. Mal dá para ver.
Rumplestiltskin: É só uma xícara.

CENA: Storybrooke, Casa do Sr. Gold. Emma e o Sr. Gold ainda estão na casa.

Gold: Xerife Swan, pode ir embora. Sei bem o que foi levado e por quem. Eu cuiro disso.
Emma: Não mesmo. Houve um roubo. Uma ameaça pública. Se não me contar quem foi, terei que prendê-lo por obstruir a justiça. Acredito que não queira ser preso.
Gold: Tem razão. Tudo bem, Foi Moe French, o florista. Ele não pagou um empréstimo. Há pouco tempo, discutimos sobre a garantia.
Emma: Está bem. Vou investigá-lo.
Gold: Sei que vai. Se eu não encontrá-lo... Afinal, coisas ruins costumam acontecer com pessoas ruins.
Emma: Foi uma ameaça?
Gold: Uma observação. Boa sorte.
(Emma sai)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Bela está em pé sobre uma escada tentando puxar as cortinas abertas. Rumplestiltskin está no chão ao lado em sua roca de fiar.

Bela: Por que fia tanto? (Ele faz uma pausa e olha para ela) Desculpe. É só que... transformou mais palha em ouro do que poderá gastar.
Rumplestiltskin: Gosto de ver rodar. Me ajuda a esquecer.
Bela: O quê?
Rumplestiltskin: Acho que funcionou.
(Eles riem. Ele se levanta e caminha até Bela)
Rumplestiltskin: O que está fazendo?
Bela: Abrindo a cortina. É quase primavera, a luz precisa entrar.
(Ela puxa as cortinas de novo)
Bela: O que você fez? As pregou?
Rumplestiltskin: Sim.
(Bela tenta puxar as cortinas de novo, só que desta vez, ela as puxa inteiramente da haste. Ela cai, mas Rumplestiltskin a pega)
Bela: Obrigada. (Ele a coloca no chão) Obrigada.
Rumplestiltskin: Não há de quê.
Bela: Vou botar a cortina de volta.
Rumplestiltskin: Não é necessário. Vou me acostumar.

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Emma puxa um lenço da mesa, revelando vários objetos do Sr. Gold.

Emma: De nada. Você tinha razão. Moe o furtou. Estava tudo na casa dele.
Gold: E ele?
Emma: Vamos pegá-lo.
Gold: Foi um trabalho meio-feito.
Emma: Recuperei tudo em menos de um dia. Algo errado?
Gold: Não recuperou nada. Está faltando uma coisa.
(Ele vai sair)
Emma: Vou conseguir quando encontrá-lo.
Gold: Não se eu o achar primeiro.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Bela e Rumplestiltskin estão sentados em cima da mesa na sala de jantar de Rumplestiltskin.

Bela: Por que me queria aqui?
Rumplestiltskin: O lugar estava imundo.
Bela: Acho que estava solitário. Qualquer homem se sentiria solitário.
Rumplestiltskin: Eu não sou um homem.
Bela: Já tive uns meses para dar uma olhada. E, lá em cima, há roupas. Pequenas. São de criança? Eram suas ou houve um filho?
Rumplestiltskin: Houve. Havia um filho. Eu o perdi. Bem como sua mãe.
Bela: Sinto muito. Então, você já foi um homem. Um homem comum. Já que nunca vou conhecer outra pessoa na vida, posso ao menos conhecer você?
Rumplestiltskin: Talvez. Talvez só deseja descobrir o ponto fraco do monstro. Não, não.
Bela: Você não é um monstro. Só se julga mais feio do que é. Foi por isso que cobriu os espelhos para cima, né?
(Há uma batida na porta. Rumplestiltskin atende, e vê Gaston ali com sua espada empunhada)
Gaston: Sou Sir Gaston. E você, besta, levou...
(Rumplestiltskin estala os dedos, transformando Gaston em uma rosa numa nuvem de fumaça. Ele retorna à Bela com a rosa)
Bela: Quem era?
Rumplestiltskin: Uma velha vendendo flores. Tome. Se aceitar.
(Ele entrega a rosa à Bela)
Bela: Ora, obrigada.
(Rumplestiltskin se senta quando ela procura por um vaso)
Rumplestiltskin: Você tinha uma vida, Bela. Antes disso. Amigos e parentes. Por que escolheu vir comigo?
Bela: Heroísmo. Sacrifício. Como sabe, existem poucas oportunidades para as mulheres desta terra para provarem seu valor. Para ver o mundo, ser heroínas. E quando você chegou, vi a minha chance. Sempre quis ser corajosa. Pensei, faça algo corajoso e a coragem virá junto.
Rumplestiltskin: Isso era tudo que você desejava?
Bela: Eu queria ver o mundo. Essa parte não deu certo. Mas salvei minha cidade.
Rumplestiltskin: E o seu noivo?
Bela: Foi um casamento arranjado. Sinceramente, nunca gostei muito do Gaston. Não. Para mim, o amor é complexo. O amor é um mistério a ser desvendado. Eu nunca daria meu coração a alguém tão superficial quanto ele. Mas você ia me contar sobre seu filho.
Rumplestiltskin: Vamos fazer o seguinte. Ouça minha proposta. Vá buscar palha na cidade. Quando voltar, contarei minha história.
Bela: Mas você... Cidade? Acha que vou voltar?
Rumplestiltskin: Ah, não. Espero que nunca mais vou vê-la.

CENA: Storybrooke, um bar. No bar, Mary Margaret, Ruby e Ashley estão bebendo em uma mesa.

Mary Margaret: Vá com calma, Ashley.
Ashley: Sei me cuidar. É a primeira noite que saio desde que eu tive o bebê. Estou compensando o tempo perdido.
Ruby: Ash, veja aqueles caras.
(Ruby aponta um grupo de rapazes que estão no bar)
Ashley: Querida, ainda estou com o Sean.
Ruby: Você não é casada, e ele não está aqui.
Ashley: Ele está trabalhando.
Ruby: Ele sempre está trabalhando. Divirta-se com o baixo-astral.
(Ruby vai falar com os rapazes, deixando Ashley e Mary Margaret sozinhas)
Ashley: Ela tem razão. Ele está sempre trabalhando. Pensei que o amor fosse diferente.
Mary Margaret: Eu também.

CENA: Storybrooke, Supermercado Dark Star. David está procurando cartões de namorados. Ele pega dois e vai para o caixa com eles, onde o Sr. Gold também está esperando.

Gold: Dois cartões? Que vida complicada.
David: Ah, não. Não consegui me decidir.
Gold: São para a mesma mulher?
David: Os dois têm tudo a ver conosco.
Gold: Entendi. Sorte sua ter quem o ame.
David: É verdade.
(O Sr. Gold chega ao caixa e coloca um rolo de fita adesiva e corda no balcão)
Gold: O amor é como uma chama delicada. Depois que ele se apagar, nunca mais se acende. Boa sorte a vocês.
David: Obrigado.
(David chega ao caixa. O Sr. Clark espirra)
David: Saúde.
Clark: Obrigado.

CENA: Storybrooke, Van de Moe French. O Sr. Gold está dirigindo. Na parte de trás, o Sr. French está amarrado e amordaçado com fita adesiva. O Sr. Gold dirige para uma cabana na floresta. Ele sai e abre as portas de trás da van. Ele pega sua arma e aponta para o Sr. French.

Gold: Ande.
(O Sr. Gold o leva para a cabana e entra)
Gold: O negócio é o seguinte. Não costumo deixar as pessoas se safarem.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Bela está andando pela estrada. De repente, a carruagem da Rainha Má passa por ela. A carruagem pára e a Rainha Má abre a porta.

Rainha Má: Minha carruagem a sujou?
Bela: Não, está tudo bem.
Rainha Má: Enjoei da carruagem. Vou esticar as pernas e caminhar para variar.
(A Rainha Má desce e se junta a Bela. Elas caminham)
Rainha Má: Você não leva quase nada.
Bela: Não quero me atrasar.
Rainha Má: Está fugindo de alguém. Será do mestre ou namorado? Mestre e namorado.
Bela: Preciso descansar. Pode continuar.
(A Rainha coloca o braço ao redor de Bela e elas continuam andando)
Rainha Má: Então, se estiver certa, você ama seu empregador, mas o está deixando.
Bela: Talvez o ame. Digo, poderia, só que algo maligno se apoderou dele.
Rainha Má: Parece uma maldição. Toda maldição pode ser quebrada. Um beijo de amor verdadeiro faria isso. Não, querida. Nunca iria sugerir a uma moça que beijasse o homem que a mantém cativa. Que mensagem estaria passando?
Bela: Certo.
Rainha Má: Além disso, se ele a ama, ele a deixaria ir embora. E se ele não a ama, então nem o beijo não vai mesmo trabalhar.
Bela: Ele me deixou partir.
Rainha Má: Sim, mas não houve beijo.
Bela: E basta um beijo? Ele voltaria a ser um homem?
Rainha Má: Um homem comum. Um beijo de amor verdadeiro quebra qualquer maldição.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Rumplestiltskin observa a estrada para o seu castelo de uma torre. Ele vê Bela e corre para sua roca de fiar antes que ela chegue, fingindo não se importar.

Rumplestiltskin: Você já voltou. Que bom. A palha quase acabou.
Bela: Confesse, está feliz por eu ter voltado.
Rumplestiltskin: Não sou infeliz.
Bela: E você me prometeu uma história.
Rumplestiltskin: Prometi?
Bela: Conte-me sobre o seu filho.
Rumplestiltskin: Eu o perdi. Não há mais nada a dizer.
Bela: E, depois disso, nunca mais amou. Nem foi amado.
Rumplestiltskin: Por que você voltou?
Bela: Eu não ia voltar. Mas uma coisa mudou minha cabeça.
(Ela se inclina e o beija. Rumplestiltskin brevemente parece humano novamente)
Rumplestiltskin: O que está acontecendo?
Bela: Me beije novamente. Está funcionando.
Rumplestiltskin: O que foi?
Bela: Qualquer maldição pode ser quebrada.
(Rumplestiltskin se levanta rapidamente. Sua pele se torna desumana novamente)
Rumplestiltskin: Quem te disse isso? Quem sabe disso?
Bela: Eu não sei. Ela... Ela...
Rumplestiltskin: Ela...
(Furioso, ele descobre o espelho e começa a gritar para ele)
Rumplestiltskin: Sua alma maligna! Foi coisa sua! Você virou ela contra mim! Acha que pode me enfraquecer? Que pode me derrotar?
Bela: Com quem está falando?
Rumplestiltskin: Com sua amiga, a rainha! Como ela te encontrou?
Bela: A rainha? Eu não...
Rumplestiltskin: Sabia que isso era um truque. Sabia que nunca poderia gostar de mim. Ah, sim. Está trabalhando para ela. Ou foi tudo ideia sua? É assim que será a heroína e matará a fera?
Bela: Estava trabalhando...
Rumplestiltskin: Cale-se!
Bela: Significa que é verdadeiro amor!
Rumplestiltskin: Cala a boca!
Bela: Por que não acredita em mim?
Rumplestiltskin: Porque ninguém nunca poderia me amar!
(Rumplestiltskin agarra Bela e a leva para o calabouço. Ele a joga em uma cela e tranca a porta)

CENA: Storybrooke, cabana na floresta. O Sr. Gold tira a fita adesiva da boca do Sr. French, que está sentado em uma cadeira.

Moe: Vou explicar, certo? Vou explicar.
(O Sr. Gold pega outra cadeira e se senta na frente do Sr. French)
Gold: Que fascinante. Muito fascinante. (Ele empurra a ponta de sua bengala no pescoço do Sr. French, cortando o ar) Ele empurra o fim de sua cana no pescoço Sr. francês, cortando o ar) Vou deixá-lo respirar num segundo. E você dirá duas frases. A primeira para me dizer onde ela está. A segunda, quem mandou roubá-la. Compreendeu as regras?
Moe: Sim.
Gold: Ótimo. Vamos começar.
(O Sr. Gold tira a bengala de seu pescoço)
Moe: Eu precisava da van!
Gold: Essa não foi uma boa frase.
(O Sr. Gold bate no Sr. French com a bengala)
Moe: Gold, escute.
Gold: Diga-me onde ela está!
(Ele o bate com a bengala novamente)
Moe: Pare!
Gold: Diga-me onde ela está!
(Ele acerta novamente)
Moe: Pare! Não foi minha culpa.
Gold: "Minha culpa"? Que história é essa de "minha culpa"? Você a botou para fora. Você tinha seu amor e a botou para fora! (Ele acerta novamente) Ela se foi. Para sempre. Nunca irá voltar e a culpa é toda sua! Não minha! Você é o pai dela! Sua! É sua...
(Ele começa a bater nele com a bengala repetidamente)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Em um acesso de raiva, Rumplestiltskin pega sua antiga bengala, e quebra o vidro do armário em sua sala de jantar.


CENA: Storybrooke, cabana na floresta. O Sr. Gold ainda está batendo no Sr. French com a bengala.

Gold: A culpa é sua! É sua!
(Quando ele vai bater novamente, Emma aparece atrás dele e agarra seu braço)
Emma: Pare!

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Ainda com raiva, Rumplestiltskin começa quebrando as xícaras de chá uma por uma contra a parede. Ele hesita quando chega à xícara lascada e, em vez de quebrá-la, ele a coloca sobre a mesa.


CENA: Storybrooke, um bar. Mary Margaret retorna à mesa no bar, onde Ashley está sentada sozinha.

Mary Margaret: Está curtindo sua noite das garotas...
Ashley: Pensei que iria me sentir melhor. Mas na verdade, preciso de uma noite com meu namorado. Mas ele nunca está por perto. Passo o dia inteiro com o bebê. De que adianta ficar juntos se não estamos juntos?
Mary Margaret: Entendi. Amar alguém com quem não se pode estar é um fardo terrível.
Ashley: Foi uma péssima ideia. Vou para casa.
(Sean chega no bar com um buquê de flores)
Sean: Ashley.
Ashley: Sean?
Sean: Oi.
Ashley: Não ia trabalhar hoje?
Sean: Estou trabalhando. É meu intervalo. Precisava te ver. E pedir uma coisa.
(Sean dá as flores para Ashley. Ele então se ajoelha e pega um anel)
Sean: Aceita se casar comigo? Só tenho 20 minutos de folga, então responda.
Ashley: Sim!
Sean: Vim de picape. Se quiser carona antes de eu voltar. Não é um encontro dos...
Ashley: É o melhor de todos.
Sean: Sua carruagem a aguarda.
(Os dois vão embora. Mary Margaret, sozinha na mesa, também vai sair)

CENA: Storybrooke, uma rua. De fora, Mary Margaret vê Ashley e Sean entrarem na picape de Sean. David aparece e se aproxima dela.

David: Como foi a noite das garotas?
Mary Margaret: David? O que faz aqui?
David: Sabia que estaria aqui. E queria te dar o cartão do Dia dos Namorados.
(Ele puxa um cartão do bolso de sua jaqueta e entrega para ela)
Mary Margaret: Veio me espiar?
David: Quem sabe. Não quero que encontre outro alguém.
Mary Margaret: Como você?
(Mary Margaret abre o cartão e o lê em voz alta)
Mary Margaret: "Kathryn, eu babo por você".
(David pega o cartão e tira outro do bolso)
David: Sinto muito. É este.
Mary Margaret: Sempre achei que se duas pessoas deviam ficar juntas, elas dariam um jeito. Mas, David, se este for nosso jeito, é melhor acharmos outra forma.
David: Mary Margaret...
Mary Margaret: Você devia estar em casa com a Kathryn.
David: Eu sei. Tem razão. Mas não vou desistir. Vamos achar uma maneira.
Mary Margaret: Tomara que sim.
David: Feliz Dia dos Namorados.
Mary Margaret: Feliz Dia dos Namorados.

CENA: Storybrooke, fora do Departamento do Xerife. Emma e o Sr. Gold estão fora da delegacia. O Sr. French está em uma maca e está sendo carregado para uma ambulância pelos paramédicos.

Emma: Falaram que os ferimentos não foram graves. Teve sorte, Sr. Gold.
Gold: Tem uma definição engraçada de sorte.
Emma: E você, de justiça. O que ele fez de verdade?
Gold: Ele roubou.
Emma: Foi uma reação exagerada pelas quinquilharias. Falou que ele a machucou, o que houve com "ela"? Quem é ela? O que ele fez? Se precisam de auxílio, possa ajudar.
Gold: Não. Desculpe, xerife, deve ter entendido errado.
Emma: Você não quer cooperar.
Gold: A conversa acabou.
Emma: Na verdade, não. Está preso.
(Emma pega um par de algemas e começa a algemá-lo)

CENA: Rumplestiltskin abre a porta a cela de Bela.

Bela: O que vai fazer comigo?
Rumplestiltskin: Vá embora.
Bela: Ir embora?
Rumplestiltskin: Não a quero mais, querida.
(Ela vai sair, mas se vira e caminha de volta para a cela)
Bela: Você estava se libertando. Poderia ser feliz se tivesse acreditado que alguém poderia gostar de você. Mas não quis correr o risco.
Rumplestiltskin: É mentira.
Bela: Você é um covarde, Rumplestiltskin. E não importa o quanto se defenda.
Rumplestiltskin: Não sou covarde, querida. É muito simples. Para mim, meu poder é mais importante do que você.
Bela: Não. Não é, não. Só não acredita que eu possa amá-lo. Mas você já se decidiu. E vai se arrepender por isso. Para sempre. E tudo o que terá será um coração vazio e uma xícara lascada.
(Bela deixa o calabouço)

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. O Sr. Gold está sentado em uma cela na delegacia. Emma olha para ele, enquanto almoça em seu escritório.

Emma: É de pastrami. Quer metade? Ainda te devo um favor. Pastrami gostoso é um jeito bom de ficarmos quites.
Gold: Não preciso que me lembre que você me deve um favor. Quando chegar o dia de fazer meu pedido, será mais do que por um meio sanduíche.
(Regina e Henry entram)
Regina: Xerife Swan? Terá 30 minutos com o Henry. Tirá-lo. Vão tomar sorvete.
Emma: Quer que a deixe a sós com um prisioneiro?
Regina: São 29 minutos e meio.
Henry: Oi, Emma.
Emma: Oi.
Gold: Vou querer uma casquinha.
Emma: Só desta vez. Anda, vamos logo.
(Emma pega seu casaco e sai com Henry)
Gold: Queria mesmo conversar, né?
Regina: Parece que esta era a única maneira.
Gold: Sente-se, por favor.
(Regina caminha até um sofá perto da cela e se senta na ponta)
Gold: Quando dois querem uma coisa que a outra tem, um acordo sempre pode ser feito. Tem o que desejo?
Regina: Sim.
Gold: Então, você o obrigou a roubar.
Regina: Só sugeri que os homens fortes pegam o que querem.
Gold: E explicou direitinho o que pegar, né?
Regina: Nós nos conhecíamos muito bem, Sr. Gold. Precisa acabar assim?
Gold: Parece que sim. Mas você sabe o que quero. O que você quer?
Regina: Que responda uma pergunta. E com simplicidade. Qual é o seu nome?
Gold: É Sr. Gold.
Regina: Seu nome verdadeiro.
Gold: Em todos os meus momentos neste mundo, esse é meu nome.
Regina: E nos momentos passados em outros lugares?
Gold: O que está me perguntando?
Regina: Acho que sabe. Se quiser que eu devolva o que é seu, diga-me o seu nome.
Gold: Rumplestiltskin. Agora, entregue o que desejo.
Regina: Quanta hostilidade.
Gold: Ah, sim.
(Regina pega a xícara lascada em sua bolsa)
Regina: Por causa disso? Que lembrancinha sentimental.
(Ela oscila na frente dele até que ele pega a xícara)
Gold: Obrigado, Majestade. Agora que estamos sendo sinceros, vamos lembrar como eram as coisas, correto? Não se deixe enganar pelas grades, querida. Sou eu que tenho poder aqui. Logo me libertarei. E nada entre nós irá mudar.
Regina: Veremos.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Rumplestiltskin está sentado na roca de fiar. A Rainha Má entra e vai direto pegar uma xícara de chá.

Rainha Má: Fechaduras frágeis. Vim propor um acordo. Sobre uma certa sereia.
Rumplestiltskin: Não estou negociando hoje.
Rainha Má: Está bravo comigo? O que foi desta vez?
Rumplestiltskin: Seu embuste fracassou. Nunca será mais poderosa do que eu. Pode tentar, querida, mas nunca irá me vencer.
Rainha Má: É sobre a garota que conheci na estrada? Qual era o nome dela? Margie? Verna?
Rumplestiltskin: Bela.
Rainha Má: Isso. Pode ficar tranquilo. Não tive nada a ver com a tragédia.
(Ele pára de fiar e caminha para a rainha)
Rumplestiltskin: Que tragédia?
Rainha Má: Não ficou sabendo? Depois que ela voltou para casa, o noivo dela tinha desaparecido. E após sua estadia aqui, e sua ligação com você, ninguém mais a queria, lógico. O pai a expulsou, a pôs para fora, jogou na rua.
Rumplestiltskin: Ela não tem onde morar?
Rainha Má: Ele foi cruel com ela. Ele a trancou numa torre e mandou clérigos purificarem sua alma com açoites e castigos. Depois de um tempo, ela se jogou da torre. Ela morreu.
Rumplestiltskin: Está mentindo.
Rainha Má: Estou?
Rumplestiltskin: Fim de papo.
Rainha Má: Tudo bem. Tenho outras coisas para fazer. Este lugar está empoeirado, Rumple. Arrume outra garota.
(A Rainha Má vai embora. Rumplestiltskin abre o armário e pega a xícara lascada. Ele, então, vai até um pedestal com uma taça em cima e a substitui pela xícara)

CENA: Storybrooke, Hospital Geral. O Sr. French, que está em uma cadeira de rodas, se senta na sala de espera. Regina passa por ele em direção a uma porta com um teclado. Ela digita um código e entra em uma clínica psiquiátrica no porão. Ela dá uma rosa à enfermeira na mesa.

Enfermeira Severa: Que bonita.
Regina: Sei como trabalha duro. Alguém veio vê-la?
Enfermeira Severa: Não, senhora. Nem hoje nem nunca.
(Regina caminha por um corredor com várias portas de cada lado, onde ela passa por um paciente que está limpando o chão. Ela vai até uma porta com escotilha e olha para dentro. Ela abre, revelando Bela em uma sala acolchoada)
FIM DO EPISÓDIO

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