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"Era uma vez.
Uma floresta encantada com os clássicos personagens que conhecemos.
Ou pensamos conhecer.
Um dia eles se viram presos num lugar onde seus finais felizes foram roubados.
Nosso mundo.
Foi assim que aconteceu..."


CENA: Terra dos Contos de Fadas. Príncipe James está cavalgando sobre uma fina estrada em um corcel. Ele vai até a Floresta Encantada, onde Branca de Neve está em seu caixão de cristal, rodeada pelos Sete Anões.


Mestre: Você chegou tarde demais.
Encantado: Não. Não! Abra.
Zangado: Sinto muito. Ela morreu.
Encantado: Só quero me despedir.
(Os anões removem a tampa do caixão. O Príncipe beija Branca de Neve, uma fonte luz irradia. Branca de Neve acorda com um suspiro)
Branca: Você... Você me encontrou.
Encantado: Você duvidou disso?
Branca: Sinceramente? O caixão de cristal me deixou apreensiva.
Encantado: Não precisa se preocupar. Eu sempre vou te encontrar.
Branca: Promete?
(A cena corta para o casamento deles)
Encantado: Prometo.
Bispo: E você, Branca de Neve, promete aceitar esse homem como seu marido e amá-lo para todo sempre?
Branca: Prometo.
Padre: Eu os declaro marido e mulher.
(Os convidados aplaudem quando eles incliam para se beijar, a Rainha Má entra. Os aplausos param)
Rainha Má: Desculpem o atraso.
(Ela atravessa o salão, expelindo os guardas com magia)
Mestre: É a Rainha. Corram!
(Branca de Neve empunha a Espada do Príncipe contra a Rainha)
Branca: Ela não é mais a rainha. Ela não passa de uma bruxa má.
Encantado: Não! Não se rebaixe ao nível dela. Não é preciso. (Ele abaixa a espada) Está perdendo seu tempo, você já perdeu. E eu não deixarei que estrague esse casamento.
Rainha Má: Não vim estragar nada. Pelo contrário, querido. Vim lhes dar um presente.
Branca: Não queremos nada de você.
Rainha Má: Mas irão ganhar. Meu presente para vocês é este dia tão, tão feliz. Pois minha verdadeira obra começa amanhã. Vocês já fizeram seus votos, agora eu farei os meus. Em breve, tudo que vocês amam, tudo que vocês todos amam, será arrancado de vocês. Para sempre. E do seu sofrimento, surgirá a minha vitória. Eu destruirei sua felicidade, nem que seja a última coisa que eu faça.
(Ela se vira e caminha para a saída)
Encantado: Ei!
(A Rainha se vira, e o Príncipe lança sua espada em contra ela. Ela desaparece em uma nuvem de fumaça, levando a espada consigo. Quando Branca de Neve e o Príncipe se abraçam, a cena se transforma em um desenho de um livro segurado por Henry Mills, que está em um ônibus)
Senhora: É um bom livro?
Henry: Este... É mais do que apenas um livro!
Senhora: Ah.
(Ela ri)
Auto-Falante: Estação Sul de Boston. Obrigado por viajarem com a Greyhound.
(Henry desce do ônibus e bate no vidro de um táxi. O motorista abaixa o vidro)
(O taxista abre o vidro)
Henry: Aceita cartão de crédito?
Taxista: Aonde vamos, campeão?

CENA: Boston, um restaurante luxuoso. Emma Swan chega e caminha no restaurante. Ela vai até a mesa de Ryan, ,ele se levanta e estende sua mão.


Ryan: Emma?
Emma: Ryan? Parece aliviado.
Ryan: É por causa da internet. As fotos podem ser...
Emma: Falsas, antigas. Roubadas do catálogo da Victoria's Secret.
Ryan: Exatamente.
Emma: Então...
Ryan: Então... Conte-me algo sobre você, Emma.
Emma: Ah, bem... Hoje é meu aniversário.
Ryan: E vai passá-lo comigo? E seus amigos?
Emma: Sou meio solitária.
Ryan: Não gosta da sua família?
Emma: Não tenho família para gostar.
Ryan: Qual é. Todo mundo tem família.
Emma: Tecnicamente, sim. Mas nem todos sabem quem eles são. Já vai sair correndo?
Ryan: De jeito nenhum. Emma, você é, de longe, a órfã sem amigos mais sexy que já conheci.
Emma: Muito bem. Sua vez. Não, espere, vou adivinhar. Você é bonitão, charmoso...
Ryan: Continue...
Emma: O tipo de cara que,e corrija-me se estiver errada, deu um desfalque em uma empresa, foi preso e fugiu que o jogassem na cadeia.
Ryan: O quê?
Emma: O pior de tudo é a sua esposa. Ela te ama tanto que pagou sua fiança. E como retribui a lealdade dela? Marcando um encontro.
Ryan: Quem é você?
Emma: A garota que emprestou o resto do dinheiro.
Ryan: Uma fiadora.
Emma: Exatamente.
(Ryan vira a mesa e sai correndo do restaurante para o seu carro, derramando vinho no vestido de Emma)
Emma: Vai ser assim?
(Emma caminha calmamente atrás dele. Ryan entra no seu carro e o liga, mas ele não sai do lugar. Ele abre a porta para descobrir que seu carro tinha sido sabotado. Emma o alcança)
Ryan: Não faça isso. Posso te pagar. Tenho dinheiro.
Emma: Não tem, não. E se tivesse, devia dar à sua esposa para cuidar da sua família.
Ryan: O que entende de família?
(Emma bate a cabeça de Ryan contra o volante)
Emma: Nada.

CENA: Boston, Apartamento de Emma. Ela entra com uma bolsa e a coloca no balcão. Ela pega um bolinho dentro dela e coloca uma vela nele, acendendo-a.


Emma: Outro ano fantástico.
(Ela fecha os olhos e assopra a vela. A campainha toca. A cena corta para quando Emma abre a porta para encontrar Henry em pé no corredor)
Emma: Pois não?
Henry: Você é Emma Swan?
Emma: Sim. Quem é você?
Henry: Meu nome é Henry. Eu sou seu filho.
(Henry desliza debaixo do braço de Emma e entra no apartamento)
Emma: Garoto. Garoto. Garoto! Eu não tenho filho. Onde estão seus pais?
Henry: Dez anos atrás, não entregou um bebê para adoção? Era eu.
Emma: Me dá um minuto.
(Ela vai para o banheiro)
Henry: Tem suco? Esquece. Já achei.
(Emma sai do banheiro)
Henry: Sabe, é melhor irmos embora.
Emma: Aonde?
Henry: Quero que você venha para casa comigo.
Emma: Tudo bem, garoto. Vou chamar a polícia.
(Ela atravessa o cômodo e pega o telefone)
Henry: E direi a eles que você me sequestrou.
Emma: E vão acreditar, porque sou sua mãe biológica.
(Ela abaixa o telefone)
Henry: Exatamente.
Emma: Você não vai fazer isso.
Henry: Experimenta.
Emma: Você é bom, mas tem uma coisa. Não sou boa em muitas coisas, mas tenho uma habilidade. Vamos chamar de "superpoder". Sei quando estão mentindo. E você, garoto, está.
Henry: Espera. Por favor, não chame a polícia. Por favor. Venha para casa comigo.
(Ela desliga o telefone)
Emma: Onde é sua casa?
Henry: Storybrooke, Maine.
Emma: Storybrooke? Sério?
(Henry acena com a cabeça)
Henry: Mm-hmm.
Emma: Então, tudo bem. Vou levá-lo de volta a Storybrooke.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, O Castelo. Uma grávida Branca de Neve está na porta da varanda.


Encantado: O que foi?
Branca: Nada.
Encantado: Está pensando de novo no que a rainha disse, não é? Branca, por favor. Não posso continuar falando disso. Deixa pra lá. Estamos prestes a ter um bebê.
Branca: Não tenho uma boa noite de sono desde o nosso casamento.
Encantado: É isso que ela quer, que pense nela! Mas foram só palavras. Ela não pode nos machucar.
Branca: Ela envenenou uma maçã porque achou que eu era mais bela que ela. Você não tem ideia do que ela é capaz.
Encantado: O que eu posso fazer por você?
Branca: Deixe-me falar... com ele.
Encantado: Ele? Você não quer dizer...
Branca: Sim.
Encantado: Não. Não, não. É muito perigoso.
Branca: Ele vê o futuro.
Encantado: Há uma razão pela qual ele está lá.
Branca: Você pode prometer que nosso bebê estará seguro? Você pode garantir? Porque ele pode.
(O Príncipe faz uma pausa para pensar)
Encantado: Tudo bem. Pelo nosso bebê.

CENA: Estrada da Nova Inglaterra, dentro do Carro de Emma. Emma está levando Henry para casa.


Henry: Estou com fome. Podemos parar?
Emma: Não é uma viagem. Não vamos parar para comer.
Henry: Por que não?
Emma: Pare de reclamar, garoto, ainda posso te colocar num ônibus.
Henry: Eu tenho um nome. É Henry.
(Emma vê o livro de Henry)
Emma: O que é isso?
Henry: Não sei se está preparada.
Emma: Para alguns contos de fadas?
Henry: Não são contos de fadas. São verdade. Todas as histórias nesse livro realmente aconteceram.
Emma: Claro que sim.
Henry: Use seu superpoder. Veja se estou mentindo.
(Emma tenta)
Emma: Só porque você acredita em algo não torna isso verdade.
Henry: É assim que se torna verdade. Devia saber disso melhor do que ninguém.
Emma: Por quê?
Henry: Porque você está nesse livro.
Emma: Garoto, você tem problemas.
Henry: Sim, e você vai consertá-los.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Cela de Rumplestiltskin. Um carcereiro negro sem nome acompanha James e Branca de Neve para a cela.


Carcereiro: Por qualquer razão, fiquem longe da luz, e o qualquer coisa que façam, não o deixem saber seus nomes. Se ele souber seus nomes, terá poder sobre vocês. (para Rumplestiltskin) Rumplestiltskin! Rumplestiltskin! Tenho uma pergunta para você.
(Rumplestiltskin desce pelas barras da cela como um macaco)
Rumplestiltskin: Não, não tem. Eles têm. Branca de Neve... E Príncipe Encantado! Vocês me insultam. Andem para a luz, e tirem essas capas ridículas. (Eles o fazem) Ah, ha-ha ha... Muito melhor.
Encantado: Viemos lhe perguntar sobre...
Rumplestiltskin: Sim, sim, eu sei porque estão aqui! Vocês querem saber sobre a ameaça da Rainha.
Branca: Diga-nos o que sabe.
Rumplestiltskin: Nervosa, não é? Não temam. Eu posso lhes ajudar! Mas... Vai lhes custar algo em retorno.
Encantado: Não, estamos perdendo tempo.
Branca: O que você quer?
Rumplestiltskin: O nome do seu bebê.
Encantado: De jeito nenhum!
Branca: Fechado! O que você sabe?
Rumplestiltskin: A Rainha criou uma poderosa maldição. E está vindo. Em breve, todos vocês estarão presos, assim como eu, porém pior! Sua prisão... Nossa prisão... Será o tempo. O tempo irá parar. E estaremos presos, num lugar horrível, onde tudo que temos, tudo que amamos será arrancado de nós enquanto sofreremos na eternidade, e a Rainha finalmente celebrará vitória! Sem mais finais felizes.
Branca: O que podemos fazer?
Rumplestiltskin: Não podemos fazer nada!
Branca: Quem pode?
(Rumplestiltskin tira suas mãos da cela)
Rumplestiltskin: Essa coisinha crescendo dentro de você.
(O Príncipe machuca a mão de Rumplestiltskin com sua espada)
Encantado: Da próxima vez, eu corto fora.
Rumplestiltskin: Tk, tk, tk, tk, tk. O bebê é a nossa única esperança. Proteja a criança. Proteja a criança e quando ela completar (Rumplestiltskin fecha os olhos em concentração) 28 anos, a criança retornará. A criança lhes achará... E a batalha final se iniciará!
(Rumplestiltskin ri insanamente)
Encantado: Já chega, vamos embora.
(O Príncipe leva Branca de Neve para longe. Rumplestiltskin grita)
Rumplestiltskin: (Com um grito demente) Nós fizemos um acordo! Quero o nome dela! Fizemos um acordo! Eu preciso do nome dela!
Encantado: Dela? É um menino.
Rumplestiltskin: Moça, moça... Você sabe que estou certo. Diga-me. Qual o nome dela?
Branca: Emma. O nome dela é Emma.
Rumplestiltskin: Emma...

CENA: Limite da Cidade de Storybrooke, Carro de Emma. Ela está levando Henry até a cidade em uma noite chuvosa.


Emma: Certo, garoto, que tal um endereço?
Henry: Nº 44, não vou te contar a rua.
(Emma pára o carro e desce)
Emma: Olha, tem sido uma longa noite e são quase... (Emma olha o relógio da torre) 20:15?
Henry: Nunca vi aquele relógio funcionar. O tempo está congelado aqui.
Emma: Como assim?
Henry: A Rainha Má fez isso. Ela trouxe todos da Floresta Encantada para cá.
Emma: A Rainha Má trouxe os personagens dos contos de fadas para cá?
Henry: Sim. E agora estão presos.
Emma: Parados no tempo, presos em Storybrooke, Maine. É essa a sua história?
Henry: É verdade!
Emma: E por que eles não saem?
Henry: Eles não podem. E quando tentam, coisas ruins acontecem.
(Archie Hopper aparece caminhando com Pongo)
Archie: Henry! O que está fazendo aqui? Está tudo bem?
Henry: Estou bem, Archie.
(Henry acaricia Pongo)
Archie: Quem é essa?
Emma: Alguém tentando lhe dar uma carona.
Henry: Ela é minha mãe, Archie.
Archie: Ah. Entendi.
Emma: Sabe onde ele mora?
Archie: Claro, é na Rua Mifflin. A prefeita tem a maior casa da quadra.
Emma: Você é filho da prefeita?
Henry: Talvez?
Archie: Henry, onde estava hoje? Faltou a sua sessão.
Henry: Esqueci de avisar. Fui numa excursão.
(Archie se abaixar para ficar cara-a-cara com Henry)
Archie: Henry... O que falei sobre mentir? Ceder ao seu lado sombrio não dá em nada.
Emma: Certo! Eu deveria levá-lo para casa.
Archie: Claro. Escute... Boa noite e, seja bonzinho, Henry.
(Archie e Pongo saem)
Emma: Este é o seu psicólogo.
Henry: Não sou louco.
Emma: Não disse isso. É que... Ele não me parece amaldiçoado. Ele só está tentando ajudar.
Henry: É ele quem precisa de ajuda. Porque ele não sabe.
Emma: Que ele é um personagem de contos de fadas?
Henry: Nenhum deles sabe. Eles não se lembram de quem realmente são.
Emma: Conveniente. Tudo bem, vou entrar na brincadeira. (Eles voltam para o carro) Quem ele seria?
Henry: O Grilo Falante!
Emma: Certo. O lance da mentira. Achei que seu nariz cresceu um pouco.
Henry: Não sou o Pinóquio!
Emma: Claro que não, porque isso seria ridículo!
(Eles saem com o carro)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo de James. O Príncipe Encantado, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Vovozinha, Zangado, Mestre, Gepeto, Pinóquio e o Grilo Falante est]ao discutindo sobre o que fazer sobre a Maldição.


Encantado: Vamos à luta!
(James soca a mesa)
Grilo: Lutar é uma má ideia. Ceder ao seu lado sombrio nunca dá em nada.
Encantado: E quantas guerras a consciência limpa venceu? Temos que acabar com a Rainha antes que ela lance a maldição.
Mestre: Podemos confiar em Rumplestiltskin?
Encantado: Mandei meus homens à floresta. Os animais estão agitados com o plano da Rainha. Isso vai acontecer a não ser que impeçamos!
Branca: Não faz diferença. O futuro está escrito.
Encantado: Não. Recuso-me a acreditar nisso. O bem não pode simplesmente perder!
Branca: Talvez possa.
Encantado: Não. Não enquanto tivermos um ao outro. Se crê nele quanto à maldição, deve crer sobre a nossa filha. Ela será a Salvadora.
(A Fada Azul entra com alguns soldados que estão carregando um tronco de árvore) O que diabos é isso?
Fada Azul: Nossa única esperança de salvar essa criança.
Zangado: Uma árvore? Nosso destino está nas mãos de uma árvore? Vamos voltar a falar sobre a luta!
Fada Azul: A árvore é encantada. Se transformada num invólucro extinguirá qualquer maldição. Gepeto, pode construir algo assim?
Gepeto: Eu e meu filho podemos fazê-lo.
(Gepeto passa a mão no cabelo de Pinóquio)
Fada Azul: Isso funcionará. Todos devemos ter fé. No entanto... Há um porém. O encantamento é poderoso, mas... nosso poder é limitado. E essa árvore só pode proteger uma pessoa.
(Branca de Neve e James compartilham um olhar preocupado)

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills. Emma leva Henry até o jardim da casa.


Henry: Por favor, não me leve de volta.
Emma: Tenho que levá-lo. Seus pais devem estar preocupados.
Henry: Não tenho. Só uma mãe, e ela é má.
Emma: Má? Não está exagerando?
Henry: Mas ela é. Ela não me ama, só finge.
Emma: Garoto. Certamente isso não é verdade.
(A porta abre, e mostra Regina e o Xerife Graham)
Regina: Henry? Henry! (Corre até ele e o abraça) Você está bem? Onde esteve? O que houve?
Henry: Encontrei minha mãe verdadeira!
(Henry entra correndo na casa)
Regina: Você é a mãe biológica dele?
Emma: Oi.
Graham: Eu vou lá, ver se ele está bem.
(Graham entra na casa)
Regina: Gostaria de uma taça da melhor sidra de maçã que já tomou?
Emma: Tem algo mais forte?
(A cena corta para dentro da Casa dos Mills; Emma fica de pé na sala de estar. Regina entra com um conjunto de copos)
Emma: Como ele me encontrou?
Regina: Não tenho ideia. Quando o adotei, tinha apenas três semanas. Os registros eram sigilosos, disseram que a mãe não queria ter contato.
Emma: Disseram a verdade.
Regina: E o pai?
Emma: Houve um.
Regina: Devo me preocupar com ele?
Emma: Não. Ele nem sabe.
Regina: Devo me preocupar com você, Srta. Swan?
Emma: Absolutamente não.
(Graham aparece)
Graham: Prefeita? Pode ficar tranquila. Fora o cansaço, Henry está bem.
Regina: Obrigada, Xerife. (O Xerife Graham sai. Emma e Regina vão para a sala de estar) Desculpe-me por ele te arrastar para isto. Não sei o que deu nele.
Emma: Crianças passando por tempos difíceis. Acontece.
Regina: Entenda que, desde que virei prefeita, equilibrar as coisas têm sido um desafio. Suponho que tenha um emprego?
Emma: Me mantenho ocupada.
Regina: Imagino que faça mais que isso. Estou sendo mãe solteira. Então tenho que manter a ordem. Sou rigorosa? Eu suponho. Mas faço isso para seu próprio bem. Quero que Henry se sobressaia na vida. Não acho que isso faça de mim má, você acha?
Emma: Tenho certeza que ele só está dizendo isso por causa dos contos de fadas.
Regina: Quais contos de fadas?
Emma: Você sabe, o livro. Ele acha que todos são personagens. Como seu psiquiatra ser o Grilo Falante.
Regina: Me desculpe. Realmente não faço ideia do que está falando.
Emma: Quer saber, não é da minha conta. Ele é seu filho. E eu deveria voltar.
Regina: É claro.
(Ela sai, e se vira rapidamente para ver Henry em uma janela do segundo andar)

CENA: Storybrooke, Estrada. Emma está dirigindo para fora da cidade, Ela olha o livro de Henry no assento ao lado do dela.


Emma: Garoto espertinho.
(De repente, ela engasga e o carro sai do controle, colidindo com a placa de Storybrooke. A cabeça de Emma atinge o volante e ela cai inconsciente. No meio da estrada, alguns uivos de lobo. O livro de histórias, caído no chão, vira as páginas de sua própria iniciativa e pára em cima de uma imagem de Gepeto esculpindo o tronco da árvore encantada)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo de James. Gepeto trabalha no tronco. A câmera mostra Branca de Neve, olhando por uma janela. Ela vira e se aproxima de James.


Branca: Não quero fazer isso.
Encantado: Tem que ser você.
Branca: Não quero deixar você.
Encantado: É o único jeito. Você vai lá, e estará salva da Maldição.
Branca: Ele disse que seria em seu 28º aniversário.
Encantado: Para que 28 anos, quando se tem amor eterno? Tenho fé. Você vai me salvar, como eu salvei você.
(Eles se beijam. Branca pára de repente)
Encantado: O que é?
Branca: O bebê. Ela está nascendo.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo de James, Parapeito. Zangado fica de guarda com Soneca e outros dois. Ele toma uma bebida de um cantil. Então ele vê alguma coisa e acorda Soneca.


Zangado: Acorde. Acorde! Olhe! ( É um dragão voando em direção ao castelo em alta velocidade, tentando fugir de uma nuvem de fumaça roxa e verde. O dragão voa sobre o vasto campo e Zangado toca um sino próximo) A Maldição! Está aqui!

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Emma, deitada na cama de uma cela, abre os olhos. Leroy está na cela ao lado dela, suavemente assobiando "Whistle While You Work," e Marco está de fora.


Leroy: O que está olhando, irmã?
Marco: Ei, Leroy... Maneiras! Temos visita! Então você é, a mãe do Henry. É bom para ele ter você de volta em sua vida.
Emma: Na verdade, só estava caindo fora.
Leroy: Não se culpe. São todos pirralhos, quem precisa deles?
Marco: Minha mulher e eu, tentamos por muito anos, mas... Não era para ser.
Leroy: Bem, chorei rios.
(Xerife Graham entra)
Graham: Leroy! Vou te soltar, mas precisa se comportar. Sorria, e fique fora de confusões
(Leroy sorri e sai)
Emma: Sério?
Graham: As bebidas da Regina, são um pouco mais fortes do que pensamos.
Emma: Não estava bêbada. Tinha um lobo, parado no meio da rua.
Graham: Um lobo. Certo.
Regina: (Fora de cena) Graham? O Henry fugiu de novo, temos que... (Regina entra) O que ela está fazendo aqui? (Para Emma) Sabe onde ele está?
Emma: Não o vejo desde que o deixei em sua casa, e (indica as barras da prisão) tenho um álibi muito bom.
Regina: É, mas ele não estava no quarto de manhã.
Emma: Você tentou os amigos dele?
Regina: Ele não tem nenhum. É meio solitário.
Emma: Toda criança tem amigos. Viu o computador dele? Se estiver com alguém, enviou um e-mail.
Regina: E como sabe disso?
Emma: Achar pessoas é o que faço. Aí está uma ideia: deixem-me sair, que te ajudo a encontrá-lo.

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills, Quarto no Andar de Cima. Emma e Xerife Graham estão sobre uma tela de computador. Regina os observa.


Emma: Garoto esperto. Limpou a caixa de entrada. Sou esperta também, uma recuperação do HD, que eu gosto de fazer.
Graham: Minhas técnicas, são à moda antiga. Pelas calçadas, batendo nas portas, esses tipos de coisa.
Emma: Ganha para isso, sou paga para entregar. Bater perna não é um luxo que tenho. Ah, tem um recibo para um site, quemeasuamae.org... É caro. Ele tem cartão de crédito?
Regina: Ele tem 10 anos.
Emma: Bem, ele usou um. (Câmera corta para tela do computador, onde o cartão claramente pertence à Mary Margaret Blanchard) Vejamos o registro de transação. Mary Margaret Blanchard, quem é Mary Margaret Blanchard?
Regina: A professora do Henry.

CENA: Storybrooke, Escola Primária. Mary Margaret, segurando um pássaro em sua mão, está ensinando.


Mary Margaret: Enquanto construímos as casinhas, lembrem-se: o que estão fazendo é uma casa. Não uma jaula. O pássaro é livre, e fará o que quiser. Isso é para eles, não para nós. São criaturas leais. (Solta o pássaro fora da janela, ele voa até uma casa de passarinho) Se os amam e eles amam vocês, eles sempre vão te encontrar. (O sinal toca e a classe se levanta) Voltaremos daqui após o intervalo. Sem correr! (Aceita uma pera de um aluno) Muito obrigada! (Regina entra) Srta. Mills, o que faz aqui?
Regina: Onde está meu filho?
Mary Margaret: Henry, achei que ele tivesse ficado doente em casa.
(Emma entra)
Regina: Acha que eu estaria aqui se ele estivesse? Você o deu seu cartão de crédito para ele achar ela?
Mary Margaret: (Para Emma) Me desculpe, quem é você?
Emma: Sou a... Sou a...
Regina: A mulher que o deu para adoção.
Emma: Não sabe nada sobre isso, não é?
Mary Margaret: Não, infelizmente não. (Procura pelo cartão de crédito) Menino inteligente. Nunca deveria tê-lo dado aquele livro.
Regina: Sobre o que diabos esse livro fala?
Mary Margaret: Umas histórias velhas que eu lhe dei. Como deve saber, Henry é um garoto especial: tão inteligente, tão criativo, e como pode perceber, solitário. Ele precisava disso.
Regina: Ele precisa é de uma dose de realidade. Isso é perda de tempo. (para Emma) Tenha uma boa viagem de volta à Boston.
(Regina sai, e derruba uma pilha de livros na saída)
Emma: Desculpe incomodá-la.
Mary Margaret: Não, tudo... Tudo bem, temo que parte disso seja minha culpa.
Emma: Como o livro deveria ajudar?
Mary Margaret: Acha que as histórias servem para que? Essas histórias? Os clássicos? Tem uma razão para nós os conhecermos. São uma maneira de lidarmos com nosso mundo. Um mundo que nem sempre faz sentido. Henry não teve uma vida fácil.
(Elas deixam a sala)
Emma: É, ela é meio durona.
Mary Margaret: Não, é mais do que ela. Ele é como qualquer criança adotada. Ele luta com aquela pergunta mais básica com que todos se deparam: Por que alguém iria me dar? (Ela pára) Mil desculpas. Me desculpe, não quis de modo algum julgá-la...
Emma: Tudo bem.
Mary Margaret: Olha, eu dei o livro para ele porque queria que ele tivesse a coisa mais importante que alguém pode ter. Esperança. Viver acreditando na possibilidade de um final feliz é uma coisa muito poderosa.
Emma: Sabe onde ele está, não é?
Mary Margaret: Você talvez queira checar o castelo dele.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo de James. Branca de Neve está nos estágios finais do parto. James a segura enquanto Mestre ajuda no parto. Concomitantemente, as forças da Rainha correm por uma floresta até o castelo.


Branca: Ahhh! Não! Não posso ter esse bebê agora!
Encantado: Mestre. Faça algo. (Para Branca) Vai ficar tudo bem. O guarda-roupa está quase pronto, espere um pouco.
Branca: Nããããão! Ahhh!
(Gepeto entra)
Gepeto: Está pronto.
Encantado: (Muito suavemente) Está pronto.
Mestre: É tarde demais. Não podemos movê-la. Empurre.
(A câmera corta para trás e para frente entre o Castelo e a Floresta. Os Cavaleiros da Rainha são seguidos de perto pela Maldição das Trevas. Branca de Neve dá, com sucesso, a luz à um bebê envolto por um cobertor rotulado como "Emma". James beija Branca na testa)
Branca: O guarda-roupa. Só cabe um
(Ela e James compartilham um olhar até que uma explosão e um grito do lado de fora os faz olhar para a porta)
Encantado: Então nosso plano falhou. Ao menos estamos juntos.
Branca: Não. Tem que levá-la. Leve o bebê ao guarda-roupa.
Encantado: Está louca?
Branca: Não. Não há outro jeito, tem que levá-la.
Encantado: Não, não, n-n-n-n-não. Não sabe do que está falando.
Branca: Não, eu sei. Temos que acreditar que ela voltará por nós. Temos que dá-la a sua melhor chance. (James beija Emma na testa) Adeus, Emma.
(Ele pega o bebê, e a espada. Dois dos soldados da Rainha assassinam os guardas do castelo. James mata ambos, sendo ferido no peito no processo. Emma está ilesa. Ele chuta para abrir a porta do quarto, coloca Emma dentro do guarda-roupa e lhe dá um último beijo na testa)
Encantado: Nos encontre.
(James fecha o guarda-roupa e luta com mais dois soldados. Um o fere no estômago, e ele cai. O mesmo soldado abre o guarda-roupa - nenhum sinal de Emma. James vê isso pouco antes de ele perder a consciência)

CENA: Storybrooke, Castelo de Henry. Henry está sentado em seu castelo de madeira no parque infantil, enquanto Emma chega atrás dele com o seu livro de história.


Emma: Você deixou isso no meu carro. (Entrega o livro à Henry) Não mudou nada, não é?
Henry: Esperava que quando eu te trouxesse de volta, as coisas mudariam por aqui. Que a batalha final começaria.
Emma: Não vou lutar em nenhuma batalha, garoto.
Henry: Sim, vai. Você está aqui porque este é o seu destino. Você vai trazer de volta os finais felizes.
Emma: Pode parar com essa besteira de livros?
Henry: Não precisa ser hostil. Sei que gosta de mim. Eu noto. Você só está me afastando porque eu te deixo se sentir culpada. Está tudo bem. Eu sei porque você me deu. Você queria que eu tivesse minha melhor chance.
(Pausa)
Emma: Como sabe disso?
Henry: É o mesmo motivo da Branca de Neve ter te dado.
Emma: Escuta, garoto. Eu não sou personagem de um livro. Sou uma pessoa real. E não sou nenhuma salvadora. Entretanto, você tem razão em uma coisa. Eu queria que você tivesse sua melhor chance. Mas não comigo. Anda, vamos.
Henry: Por favor não me leve de volta! Fique uma semana comigo, só peço isso! Uma semana, e verá que não sou louco.
Emma: Tenho que te entregar à sua mãe.
Henry: Você não sabe como é com ela. Minha vida é uma droga!
Emma: Quer saber o que é uma droga? Ser abandonado à beira de uma estrada. Meus pais nem se incomodaram em me deixar num hospital! (Começa a chorar) Eu terminei no sistema de adoção e não tive uma família até meus 3 anos mas aí eles tiveram um filho e me mandaram de volta... (Para de falar e se controla) Olha. Sua mãe está se esforçando. Eu sei que é difícil. E às vezes você pensa que ela não te ama mas pelo menos ela te quer.
Henry: Seus pais não te deixaram à beira de uma estrada. Foi por lá que você veio para cá.
Emma: O quê?
Henry: O guarda-roupa. Quando você entrou nele você apareceu na rua. Seus pais estavam tentando te salvar da maldição.
Emma: Claro que estavam. Vamos, Henry.
(Ele pega a mão dela. Eles saem)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo de James. Branca de Neve chega no Quarto do Guarda-Roupa, onde um James está caído.


Branca: Não. Não. Não-ão! (Continua dizendo "não" mais um pouco, se senta e coloca a cabeça de James no colo) Por favor. Por favor volte para mim. (Ela o beija, nada acontece. Ela tenta de neve, ainda não acontece. A Rainha Má entra) O quê?
Rainha Má: Ah, não se preocupe, querida. Em alguns segundos não se lembrará, que o conhecia. Muito menos que o amava.
Branca: Por que fez isso?
Rainha Má: Porque este é o meu final feliz. (Dois soldados entram) A criança?
Cavaleiro Negro: Desapareceu. Estava no guarda-roupa, e aí desapareceu. Não há como encontrá-la.
Rainha Má: (Para Branca) Onde ela está?
Branca: Ela desapareceu? Você vai perder. Agora eu sei. O bem sempre ganhará.
Rainha Má: Veremos.
(A Rainha Má começa com uma risada maléfica. O teto racha, e o ar começa a escurecer e agitar. Logo, os personagens encontram-se no meio de um turbilhão de magia negra'")
Branca: Para onde estamos indo?
Rainha Má: Para um lugar horrível. (Uma janela quebra para dentro e a Maldição inunda dentro do quarto) Absolutamente horrível. Um lugar onde o único final feliz será o meu.
(Os cacos de vidro da janela são suspensos no ar, e então a fumaça da Maldição cobre tudo)

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills. Regina abre a porta da frente para encontrar Emma acompanhando Henry até a casa. Um corvo crocita à distância. Henry corre para dentro.


Regina: Obrigada.
Emma: Sem problemas.
Regina: Vejo que ele simpatizou com você.
Emma: (Ela ri) Sabe o que é o mais estranho? Ontem foi o meu aniversário. E... Quando assoprei a vela do bolo que eu comprei, eu fiz um desejo. Que eu não ficasse sozinha no meu aniversário. Então o Henry apareceu.
Regina: Espero que não haja um mal-entendido aqui.
Emma: Desculpe?
Regina: Não pense que isso é um convite para você voltar à vida dele.
Emma: Ah...
Regina: Srta. Swan, você tomou sua decisão há dez anos. E nos últimos 10 anos, enquanto você esteve... Fazendo sabe-se Deus o quê... Eu troquei cada fralda. Cuidei de cada febre, e suportei todas as mal criações. Você pode ter dado a luz, mas ele é meu filho.
Emma: Eu não tinha...
Regina: Você sabe o que é adoção fechada? Foi o que você escolheu. Você não tem nenhum direito legal sobre Henry. Então sugiro que entre no seu carro, e saia dessa cidade. Porque se não for, eu vou te destruir nem que seja a última coisa que eu faça. Adeus, Srta. Swan. (Começa a sair)
Emma: Você o ama?
Regina: O quê?
Emma: Henry. Você o ama?
Regina: Claro que amo.
(Emma, usando seu superpoder, está perturbada. A cena corta para dentro da casa, onde Henry se encontra em sua cama. Regina leva o seu livro sem que ele perceba, e fica se observando no espelho segurando-o quando a cena termina)

CENA: Storybrooke, O Hospital. Mary Margaret coloca flores ao lado da cama de um paciente anônimo, ela segura sua mão. Ela também coloca flores para um homem na UTI com uma pulseira que o nomeia "John Doe". A cena corta para Henry olhando pela sua janela para a Torre do Relógio de Storybrooke. O relógio indica 8:15. Depois corta para Emma caminhando para a Cama e Café da Vovó.


Vovó: (Fora de cena) Esteve fora a noite toda, e vai sair outra vez.
(Ruby e sua avó entram)
Ruby: Deveria ter mudado para Boston!
Vovó: Me desculpe se meu infarto impediu os seus planos de dormir com todos de lá.
Emma: Com licença? Gostaria de alugar um quarto.
Vovó: Sério? (Emma concorda. Vovó vai para atrás do balcão) Gostaria de vista para a floresta ou para a praça? Geralmente há uma sobretaxa para a vista da praça, mas como o aluguel está vencido não vou cobrar.(Vovó retorna com um livro de registros)
Emma: A praça parece boa.
Vovó: Então. Qual é o seu nome?
Emma: Swan. Emma Swan.
(Sr. Gold aparece atrás de Emma sem nenhuma indicação de como ele chegou ali)
Gold: Hmm. Emma. Que nome adorável.
Emma: Obrigada.
(A avó de Ruby pega um rolo de dinheiro em uma gaveta, e entrega ao Sr. Gold)
Vovó: Está tudo aqui.
Gold: (Aceita sem conferir) Claro que sim, obrigado. (Para Emma) Aproveite a estadia... Emma.
(Sr. Gold sai. A porta range na saída)
Emma: Quem é aquele?
Ruby: Sr. Gold. O dono desse lugar.
Emma: Da pousada?
Vovó: Não. Da cidade. Então.. Quanto tempo ficará conosco?
Emma: Uma semana. Apenas uma semana.
Vovó: Maravilha. (Entrega a Emma uma velha chave) Bem-vinda à Storybrooke.

CENA: Storybrooke, Casa dos Mills, Quarto de Henry. Henry olha pela sua janela para a torre do relógio. O relógio se move para 8:16. Henry sorri.

FIM DO EPISÓDIO

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