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CENA: Terra dos Contos de Fadas, cabana de Rumplestiltskin. Um humano Rumplestiltskin está fiando lã. Seu filho freneticamente corre para dentro.


Baelfire: Papai! Papai! Vieram pegar a Morraine!
(Rumplestiltskin e seu filho vão para fora. Eles vivem em uma aldeia. Eles assistem à distância quando vários cavaleiros arrastam uma jovem de seus pais desesperados)
Mulher: Não!
Homem: Não! Por favor, por favor!
Mulher: Não! Não a levem! Não podem levá-la! É a minha filhinha. Não a levem!
Hordor: Bobagem. Ela é uma garota forte e bela. Dará um bom soldado.
Homem: É um erro. Ela só tem 14 anos.
Hordor: Ordens do Duque! As Guerras dos Ogros ceifaram vida nesta estação. Mais soldados reverterão a maré.
Baelfire: Abaixaram a idade de novo.
Rumplestiltskin: Eu sei.
Hordor: Peguem-na. (Os outros cavaleiros agarram a menina) Ela virá comigo.
(A menina é empurrada para a parte traseira de seu cavalo)
Mulher: Não!
Homem: Não podem levá-la!
(A mulher tira uma faca e a levanta para o cavaleiro. De repente, ela e o homem são parados por uma força invisível. No campo por trás deles, há uma figura encapuzada em um cavalo preto, que parece ser quem os está controlando. O homem e a mulher murcham no chão)
Hordor: O Senhor das Trevas acha que posso.
(A figura sombria os solta e Hordor, os cavaleiros e garota saem)
Baelfire: Faço aniversário em três dias. Eles virão atrás de mim.
Rumplestiltskin: Daremos um jeito.

CENA: Storybrooke, Casa de Penhores & Antiquário. O Sr. Gold está cobrindo um pedaço de pano com lanolina no quarto dos fundos. Emma entra pela porta da frente e o chama.


Emma: Gold? Está aí dentro?
Gold: É a minha loja.
(Emma entra no quarto dos fundos)
Emma: Credo! O que é isso?
Gold: Lanolina. Repele a água.
Emma: Fede a gado.
Gold: É por isso que a lã de ovelha repele água.
Emma: Que fedor. Se havia motivos para ligar na Delegacia, fale logo. Ou quer sair?
Gold: Só queria dar minhas condolências. O xerife era um homem bom. Ainda usa distintivo de assistente. Ele morreu há duas semanas. Creio que após duas semanas como xerife substituta, o trabalho é seu. Terá de usar o distintivo de verdade.
Emma: Acho que sim. Só não tenho pressa. Obrigada pelas gentis palavras.
(Emma vai para a parte principal da loja. Sr. Gold a segue)
Gold: Tenho as coisas dele.
Emma: Quê?
(Ele caminha até uma caixa sobre o balcão)
Gold: Do xerife. Ele alugava meu apartamento. Também liguei por isso. Quis oferecer uma lembrança.
Emma: Não preciso de nada.
Gold: Darei à prefeita Mills. Ela era quase uma família para ele.
Emma: Não tenho certeza disso.
Gold: Isso que é amor... Escute, temo que tudo isto termine na lata de lixo. Pegue alguma coisa. A jaqueta dele.
Emma: Não.
Gold: Aqui, veja. Seu filho pode gosta, não é? Podem brincar juntos.
(Ele tem um par de walkie-talkies)
Emma: Eu não...
Gold: Por favor. Eles crescem tão rápido.
Emma: Obrigada.
Gold: Aproveite com seu filho. O tempo que passam juntos é precioso. É o problema com as crianças. Antes que perceba, você os perde.

CENA: Storybrooke, Castelo de Henry Mills. Emma encontra Henry, e traz os dois walkie-talkies com ela. Ela se senta ao lado dele e lhe entrega um.


Emma: Trouxe uma coisa. Pensei em usarmos na Operação Cobra.
Henry: Obrigado.
Emma: Qual é? O que foi? Está me evitando há semanas.
Henry: É melhor darmos um tempo nesse lance da Cobra. Não se brinca com a maldição. Olha o que houve com o Graham.
Emma: Henry, eu já disse, fizeram autópsia. Foram causas naturais.
Henry: Está certo. Como quiser. Não acredita. Beleza. Assim não vai mexer com isso e terminar morta.
Emma: Está preocupado comigo?
Henry: Ela matou o Graham porque ele era bom. E você é boa.
Emma: Henry...
Henry: O bem perde. O bem sempre perde. Porque o bem joga limpo. O mal não. Ela é má. Deve ser melhor assim. Não devemos mais aborrecê-la.
(Henry entrega os walkie-talkies de volta para Emma e sai)

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Emma joga as chaves sobre a mesa na delegacia. O distintivo do xerife está lá. Ela vai colocá-lo, quando Regina entra.


Regina: Sinto muito, não é seu.
Emma: Passaram-se duas semanas. A promoção é automática.
Regina: Se o prefeito não indicar ninguém no período. O que vou fazer hoje.
Emma: Quem será?
Regina: Depois de muito refletir, Sidney Glass.
Emma: Sidney, do jornal? Como pode fazer sentido?
Regina: Ele cobre a área policial desde que se tem notícia.
Emma: E fará tudo que você quiser. Não aceita o fato de as coisas melhorarem por aqui, né?
Regina: Melhorarem? Acha o morte do Graham boa?
Emma: Não.
Regina: Ele era um homem bom, Srta. Swan. Deixou a cidade segura. Desculpe dizê-lo, mas não tem o direito de usar seu distintivo.
Emma: Graham me escolheu como assistente.
Regina: Ele estava errado.
Emma: Não, ele sabia o que fazia. Libertou a delegacia do seu jogo. Não vai recuperá-la.
Regina: Foi exatamente o que fiz.
Emma: Srta. Swan, está despedida.
(Regina pega o distintivo do xerife de cima da mesa e sai)

CENA: Storybrooke, Apartamento de Mary Margaret Blanchard. Emma está tentando abrir uma torradeira com uma faca. Ela tem a música estridente e há uma garrafa vazia de uísque sobre a mesa. Mary Margaret chega em casa e vê o que Emma está fazendo. Ela desliga a música.


Mary Margaret: A torradeira quebrou?
Emma: Não quando comecei. Agora deve estar. Precisava descontar em algo.
Mary Margaret: O que está havendo?
Emma: Regina me demitiu para nomear um fantoche como xerife. Esse trabalho é meu.
Mary Margaret: Nunca falou com tanta paixão. O que aconteceu?
Emma: Sei lá. Eu só... Sei que o quero de volta.
Mary Margaret: Deve haver um motivo.
(Alguém bate na porta)
Emma: Vai ver só queira derrotá-la.
(Emma atende a porta e acaba por ser o Sr. Gold. Ele tem uma grande pasta debaixo do braço)
Gold: Boa noite, Srta. Swan. Desculpe o incômodo. Quero conversar sobre algo.
Mary Margaret: Vou deixá-los a sós.
(Mary Margaret sai do cômodo)
Emma: Entre.
Gold: Obrigado. Soube o que aconteceu. Que injustiça.
Emma: Não adianta reclamar.
Gold: Falou como uma lutadora de verdade.
Emma: Não sei se tenhos chances. Ela é prefeita e eu sou apenas eu.
Gold: Srta. Swan, duas pessoas com o mesmo objetivo realizam muitas coisas. Duas pessoas com o mesmo inimigo realizam ainda mais. Que tal um benfeitor?
Emma: Benfeitor?
Gold: Importa-se? (Ele aponta para a mesa e ele e Emma se sentam. Ele coloca a pasta sobre a mesa e a abre) É chocante o número de pessoas que não conhece os estatutos da cidade.
Emma: Estatutos da cidade?
Gold: É bem abrangente. E a autoridade da prefeitura? Talvez ela não seja tão poderosa quanto parece.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, cabana de Rumplestiltskin. Rumplestiltskin se aproxima de seu filho que está dormindo e tenta acordá-lo.


Rumplestiltskin: Bae. Bae. Acorde, filho. Vamos, acorde! Estamos partindo. Vamos agora.
(Baelfire acorda e os dois deixam a cabana)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma estrada na floresta. Rumplestiltskin e Baelfire estão andando pela floresta com as suas coisas.


Baelfire: Fugir é errado.
Rumplestiltskin: Morrer é pior, filho. Não o levarão à guerra dos Ogros.
(Eles encontram um mendigo ao longo do caminho)
Mendigo: Esmola? Uma esmola para os pobres?
Rumplestiltskin: Sim.
(Rumplestiltskin dá ao mendigo algumas moedas)
Mendigo: Obrigado. Obrigado.
(Os dois continuam no meio da floresta)
Baelfire: Não tem mesmo outro jeito?
Rumplestiltskin: Não posso perdê-lo, Bae. Filho, você é tudo que tenho. Não sabe como é a guerra. O que fazem com você. (O som de cavalos se aproximando é ouvido no fundo) Depressa, esconda-se na vala!
Hordor: Não se mexam! (Hordor e vários cavaleiros a cavalo cercam Rumplestiltskin e seu filho) O que fazem na estrada do rei?
Rumplestiltskin: Estamos indo vender lã na feira de Longbourne, senhor.
Hordor: Não o conheço? (Hordor desce de seu cavalo e caminha até Rumplestiltskin) Como é seu nome? Spindleshanks? Threadwhistle? Hobblefoot?
Baelfire: O nome é Rumplestiltskin!
Rumplestiltskin: Silêncio, filho!
Hordor: Rumple... O homem que fugiu. Ele é seu filho? Quantos anos tem? Como se chama?
Baelfire: Sou Baelfire. Tenho 13 anos.
Hordor: Quando é seu aniversário?
Baelfire: Em dois dias.
Rumplestiltskin: Silêncio, garoto.
Hordor: Também o ensinou a fugir, Rumplestiltskin? Ele te contou? Que fugiu e os ogros inverteram a sorte da batalha e todos os outros foram mortos. E que voltou para uma esposa que não suportava vê-lo?
Rumplestiltskin: Por favor...
Hordor: As mulheres não gostam de casar com covardes.
Rumplestiltskin: Por favor, não fale assim com ele.
Hordor: Fugir do alistamento é traição. Levem-no agora.
Rumplestiltskin: Não! Não! Não! Não! O que você quer?
Hordor: O que eu quero? Você não tem dinheiro, nem influência, terras ou títulos. Nem poder. Na verdade, só tem submissão. Beije minha bota.
Rumplestiltskin: Não entendi.
Hordor: Pediu meu preço. Beije minha bota.
Rumplestiltskin: Não na frente do meu...
Hordor: Beije minha bota!
(Rumplestiltskin fica no chão e beija a bota de Hordor. Hordor, junto com os outros cavaleiros, riem quando ele faz isso. Hordor então chuta Rumplestiltskin no estômago e ele cai no chão)
Baelfire: Papai!
(Hordor volta para seu cavalo e o grupo vai embora. De repente, alguém é ouvido vindo para Rumplestiltskin e Baelfire. Ele passa a ser o mendigo de mais cedo)
Mendigo: Não, não. Está tudo bem. Eu o ajudo a voltar para casa.
Baelfire: Obrigado, velho.
(O mendigo ajuda Rumplestiltskin)
Rumplestiltskin: Não tenho dinheiro para lhe pagar.
Mendigo: Pensarei em alguma coisa. Alimente-me com suas sobras e descobrirei como ser seu benfeitor. Venha.

CENA: Storybrooke, Câmara Municipal, escritório de Regina. Regina, Sidney, e vários repórteres estão reunidos no escritório de Regina.


Regina: Todos merecem se sentir seguros em suas casas. É por isso que Sdiney Glass é minha escolha para o posto de xerife. Ele colocou as necessidades de Storybrooke acima das suas desde que podemos nos lembrar como editor-chege do Jornal de Storybrooke. Por favor, aplaudam o novo xerife.
(Regina coloca o distintivo do xerife em Sidney, quando Emma entra)
Emma: Esperem aí.
Regina: Srta. Swan, não é uma hora apropriada.
Emma: Esta cerimônica não é apropriada. Ela não pode nomeá-lo.
Regina: Os estatutos da cidade determinaram que o prefeito nomeará...
Emma: Um candidato. Você indica um candidato.
Regina: É preciso ter eleição.O termo "candidato" é aplicado livremente.
Emma: Não é, não. É preciso ter votação. E, senhora prefeita, eu vou concorrer.
Regina: Está bem. O Sidney também.
Sidney: Vou? (Regina vira e dá uma olhada a Sidney) Vou.
Regina: Com todo o meu apoio. Creio que descobriremos algo sobre a vontade do povo.
Emma: Creio que sim.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, cabana do mendigo. Rumplestiltskin e o mendigo estão sentados juntos ao fogo comendo cozido. Baelfire está dormindo.


Rumplestiltskin: Outro dia se foi. Não dá mais para fugir.
Mendigo: Não. Precisa descobrir outra forma. Escolher outro caminho.
Rumplestiltskin: Escolher? Que escolha me resta?
Mendigo: Todos têm escolha.
Rumplestiltskin: Sou o covarde da cidade. Só me resta escolher aonde vou me ocultar. Sou fraco, sem amigos. Só tenho meu filho. E vão tirá-lo de mim. Se o tirarem, será o mesmo que me matar.
Mendigo: Não se você tiver poder.
Rumplestiltskin: Por que não diz diamantes?
Mendigo: Controle-se. Pense. Por que alguém tão poderoso quanto o Senhor das Trevas trabalharia para um tolo e inútil como o Duque de Frontlands?
Rumplestiltskin: Diga-me.
Mendigo: O duque mantém o Senhor das Trevas sob seu domínio. Ele o escravizou com o poder de uma adaga mística. Na lâmina está escrito um nome. O verdadeiro nome do Senhor das Trevas. Roubando a adaga, você controlaria o Senhor das Trevas e não poderiam tomar seu filho.
Rumplestiltskin: Quê? Escravizar alguém como o Senhor das Trevas? Não posso. Ficaria morto de medo.
Mendigo: Então, talvez, em vez de controlar o poder, deva tomá-lo para si.

CENA: Storybrooke, Casa de Penhores & Antiquário. O Sr. Gold está sentado olhando para a chama de um isqueiro. Regina entra e ele apaga a chama.


Gold: Regina. (Ela vira a placa na porta para mostrar "fechado") Devo abrir espaço para sua raiva?
Regina: Achou uma brecha nos estatutos da cidade.
Gold: Documentos legais e contratos sempre me fascinaram.
Regina: Sim, adora brincar com tecnicidades.
Gold: Gosto de armas pequenas, sabia? Da agulha, da pena, da minúcia de um acordo. Sutileza. Não faz seu estilo, bem sei.
Regina: Seu cretino.
Gold: Seu pesar vai derrotá-la, Regina. O fim do Graham foi uma vergonha.
Regina: Não fale nele. Não sabe de nada.
Gold: O que há para saber? Ele morreu.
Regina: Vai mesmo se voltar contra mim?
Gold: Diretamente, não. Afinal, ambos queremos o bem comum. Só escolhemos lados diferentes.
Regina: Você escolheu o cavalo lento desta vez. Não é do seu feitio apoiar um perdedor.
Gold: Ela ainda não perdeu.
Regina: Mas vai.
Gold: Nunca subestime quem age em nome dos filhos.
Regina: Ele não é filho dela. Legalmente, não.
Gold: Quem está brincando com tecnicidades agora?

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Henry está sentado em uma mesa e lendo um jornal. Emma entra e se senta ao lado dele.


Emma: Como foi a escola?
Henry: Boa.
Emma: Está lendo com muita atenção.
Henry: O Sidney escreveu. (Henry passa o jornal para Emma. Na primeira página, há um artigo intitulado "EX-PRISIONEIRA - EMMA SWAN DEU À LUZ NO XADREZ) É mentira?
Emma: Não.
Henry: Nasci na cadeia?
Emma: Sim. Os registros deviam ser secretos. Diga que não ficou traumatizado para sempre.
Henry: Não fiquei. Não por isso.
Emma: Que bom. Então, joguemos isto fora e leremos notícias de fontes mais confiáveis. Como a internet.
Henry: É o que estou tentando dizer. O bem não pode derrotar o mal porque o bem não faz essas coisas. Minha mãe joga sujo, é por isso que nunca poderá vencê-la.
Emma: Tenho um novo aliado. O Sr. Gold disse que ajudará.
Henry: O Sr. Gold? Ele é pior do que ela. Já lhe deve um favor. Não queira dever mais. Não faça isso.

CENA: Storybrooke, Câmara Municipal, escritório de Regina. Emma entra com o jornal na mão.


Emma: Era um registro juvenil. Em sigilo por ordem judicial. Não sei como o conseguiu, mas é ilegal e abuso de poder.
Regina: Não podiam saber que cortou o cordão umbilical com um canivete?
Emma: Não me importo com os outros, mas isto magoa o Henry.
Regina: Ele iria ficar sabendo. Todos perdemos nossos heróis um dia.
(Emma e Regina saem do escritório e atravessam o prédio)
Emma: Ele não precisa perder mais nada. Ele está deprimido, Srta. prefeita. Ele não tem esperanças. Não percebe?
Regina: Ele está bem.
Emma: Ele não está bem. Pense nisso. Ver a mãe adotiva fazer guerra suja contra a mãe biológica. Não acha isso perturbador?
Regina: Só lhe mostrei a verdade. E quanto à legalidade? Não fiz nada errado. Mas você e Sidney falarão disso no debate.
Emma: Debate?
Regina: Sim, Srta. Swan, tem um debate. Vocês dois podem falar sobre a cadeia, os registros juvenis e, quem sabe, da sua nova ligação com o Sr. Gold. Ele é traiçoeiro, cuidado com quem se deita.
Emma: Não estou me deitando com ninguém, só combato fogo com... (Regina abre a porta e ocorre uma explosão, mostrando o quarto seguinte incendiado. Emma e Regina são jogadas para trás da explosão. O tornozelo de Regina é esmagado por um pedaço de detritos e ela fica imobilizada. Emma solta Regina) Vamos lá. Temos que sair daqui.
Regina: Não consigo me mexer! Precisa me soltar. Me ajude.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma aldeia. Rumplestiltskin e Baelfire estão fazendo o que parecem ser tochas usando lã.


Rumplestiltskin: Mantenha o fogo forte, para derreter a banha de ovelha. E empapar bem a lã.
Baelfire: Por que isso, papai? É lã boa que dá para fiar e vender.
Rumplestiltskin: É nossa chave para entrar no castelo, filho. Assim que entrar, preciso pegar algo.
Baelfire: O quê?
Rumplestiltskin: O velho mendigo contou uma bela história sobre o duque e sua adaga mágica.
Baelfire: O que ela faz?
Rumplestiltskin: Possuindo a adaga, controlo o Senhor das Trevas. Matando o Senhor das Trevas com a adaga, tomo seus poderes.
Baelfire: Deus do céu!
Rumplestiltskin: Imagine-me com tais poderes! Consegue imaginar, Bae? Eu poderia até me redimir. Poderia transformar em algo bom. Salvaria todas as crianças de Frontlands. Não só você, meu filho.
Baelfire: Adoraria ver isso. Mas se a lei me manda lutar, eu posso lutar.
Rumplestiltskin: A lei não te manda lutar, ela quer que você morra. Não é batalha, é sacrifício, filho. Vê aquele vermelho no céu? Não é o fogo do campo de batalha. É o sangue da nossa gente, filho. O sangue das crianças. De crianças como você. Que pessoa de bom senso iria querer se envolver com isso?
Baelfire: Então é verdade.
Rumplestiltskin: O quê?
Baelfire: Que você fugiu.
Rumplestiltskin: Não tive escolha, filho.
Baelfire: E a mamãe te deixou como o cavaleiro disse? Falou que estava morta.
Rumplestiltskin: Ela está morta.
Baelfire: Então, o que precisamos fazer?
Rumplestiltskin: O castelo do duque é feito de pedra, mas o piso e vigas, de madeira.
Baelfire: E daí?
Rumplestiltskin: Madeira queima.

CENA: Storybrooke, Câmara Municipal. Regina e Emma ainda estão no incêndio. Emma vai sair, mas Regina agarra o braço dela e a pára.


Regina: Vai me deixar, né? (Emma se solta das mãos de Regina e vai para a sala seguinte que está pegando fogo. Regina tenta se levantar sozinha, mas Emma volta com um extintor de incêndio. Ela recebe o fogo sob controle e abre o caminho para a saída. Regina coloca o braço em torno do ombro de Emma e elas deixam o prédio. Ao lado de fora, um repórter tira uma foto delas saindo e sirenes são ouvidas ao fundo) Meu tornozelo! Pode me soltar com gentileza?
Emma: Está reclamando por salvar sua vida?
Regina: Os bombeiros chegaram. Não houve perigo real.
Emma: Está bem. Da próxima vez, eu vou... Não. Quer saber? Eu faria o mesmo. E de novo, é o que gente decente faz. É o que gente boa faz.
(Emma anda longe de Regina. No caminhão de bombeiros, Henry está falando com um bombeiro)
Henry: A Emma resgatou mesmo a minha mãe?
(Regina está em uma maca, com uma máscara de oxigênio. Ela ouve Henry e tira a máscara com raiva)
Regina: Já chega!
Sidney: Regina!
Regina: Eu estou bem!
(Sidney corre até Regina com uma câmera e tira uma foto)
Sidney: Uma boa foto da vítima!
Regina: Sidney. Que diabos está fazendo? Quer entregar a eleição para ela?
Sidney: Mas é notícia.
Regina: Ela é a adversária, otário.
(Emma, Mary Margaret, Archie, Ruby e a Avó de Ruby estão conversando em um grupo)
Mary Margaret: Salvou mesmo a Regina?
Henry: Ela salvou! Os bombeiros falaram. Eles viram!
Emma: Bem...
Ruby: Você é uma heroína!
Mary Margaret: Será que têm fotos do resgate?
Vovó: Faremos pôsteres para a campanha!
Archie: O povo vai adorar! Ótima ideia. Espere, vou arrumar a foto e...
Vovó: Pode escrever...
(O grupo vai embora, deixando Emma e Henry sozinhos)
Emma: É assim que o bem vence. Você faz algo bom, as pessoas veem e querem ajudar.
Henry: Pode ter razão.
Emma: Viu, Henry? Não precisamos jogar sujo.
(Nos escombros, Emma percebe o mesmo tecido que o Sr. Gold estava segurando em sua loja quando ela conversou com ele)

CENA: Storybrooke, Casa de Penhores & Antiquário. O Sr. Gold está limpando as mãos com um pano quando Emma entra. Ela está com o tecido do fogo com ela.


Gold: Quantos visitantes hoje! Tomara que não quebre o sininho da porta.
Emma: Você botou fogo.
Gold: Eu estava aqui, Srta. Swan.
Emma: Cheire isto. Parece a droga do seu óleo de ovelha. É inflamável.
Gold: Tem certeza? A prefeitura está em obras. Usam montes de solventes inflamáveis.
Emma: Por que fez isso?
Gold: Se fui eu. Se fui eu, seria porque não pode vencer sem algo grande. Algo, como sei lá, ser heroína de um incêndio.
Emma: Como soube quando estaria lá?
Gold: Regina não é a única com olhos e ouvidos na cidade. Ou, vai ver, é pura intuição. Caso estivesse envolvido.
Emma: Eu podia tê-la deixá-lo lá.
Gold: Não faz seu tipo.
Emma: Não posso tolerar isso.
Gold: Foi o que fez. É o preço da sua eleição, Srta. Swan.
Emma: Preço que não quero pagar. Ache outra otária.
Gold: Muito bem, me denuncie. Mas se fizer isso... Pense no que estará denunciando. E do que estará se afastando. (Emma se dirige para a porta) Ah, sim, e quem poderá decepcionar.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Castelo Negro. Rumplestiltskin e Baelfire estão na base do castelo do Duque. Eles montaram uma das tochas que fizeram no fogo e o colocaram em um monte de palha. O fogo se espalho nas muralhas do castelo, queimando as peças feitas de madeira. No interior, o teto e vigas estão caindo aos pedaços. Rumplestiltskin entra em uma sala com várias grandes bandeiras na parede. Ele puxa um lado, revelando a adaga pendurada por trás dela. Rumplestiltskin pega a adaga e vê o nome "Zoso" escrito nele. Ele rapidamente sai da sala queimada.


CENA: Storybrooke, entrada da Câmara Municipal, quadro de avisos. Há um banner sob a entrada da Câmara Municipal, que se lê "Hoje Debate: Eleição do Xerife". Mary Margaret está grampeando cartazes promovendo Emma no quadro de avisos. Ela vai até David, que também está colocando cartazes.


Mary Margaret: David! Oi.
David: Mary Margaret. Oi.
Mary Margaret: Eu só estava...
David: É, eu também.
Mary Margaret: Como vão as coisas?
David: Bem. Arrumei emprego no abrigo de animais.
Mary Margaret: Sério?
David: Sim.
Mary Margaret: Então, Sidney.
(Ela acena para o cartaz que David está grampeando)
David: Regina é amiga da minha esposa, então...
Mary Margaret: Está certo. Como vai a Kathryn?
David: Bem. Depois ela vem aqui.
Mary Margaret: Que maravilha. Meus pôsteres acabaram. Vou pegar mais.

CENA: Storybrooke, Câmara Municipal. Por trás das cortinas, Sidney está se preparando para o debate. Archie está lá praticando seu discurso de abertura.


Archie: Cidadãos de Storybrooke, bem-vindos ao... Bem-vindos, cidadãos de Storybrooke... Damos as boas-vindas, cidadãos de Storybrooke. Bem-vindos...
(Emma está esperando no pódio. Mary Margaret chega até ela e lhe entrega um pedaço de papel e uma garrafa de água)
Emma: Não vou vencer.
Mary Margaret: Que conversa é essa? Todos só falam do que fez no incêndio.
Emma: Não. O Henry tem razão. Não posso vencer a Regina, não do jeito que ela luta. Observe e verá.
Mary Margaret: A questão é apenas derrotar a Regina?
Emma: É que...
Mary Margaret: O Henry.
Emma: Quero mostrar a ele que o bem pode vencer.
Mary Margaret: E quer vencer por ele. Mas quer vencer a eleição por si mesma?
Emma: É por isso. Quero mostrar a ele que um herói pode vencer. E se eu não for... Se não for uma heroína nem a salvadora, que papel represento em sua vida? Muito bem. Está dito.
Mary Margaret: Está dito.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma floresta. Baelfire está sentado atrás de uma árvore quando Rumplestiltskin retorna do castelo.


Baelfire: Papai! Fiquei preocupado com você!
Rumplestiltskin: Bae.
Baelfire: Queimou-se? O castelo...
Rumplestiltskin: Estou bem. Espere-me em casa.
Baelfire: Venha comigo. Tenho um mau pressentimento.
Rumplestiltskin: Bae, devo fazer isto sozinho. Vá para casa, filho. Vá para casa e me espere, Bae. Eu voltarei. Pode ir. (Baelfire sai. Uma vez que ele se foi, Rumplestiltskin puxa a adaga. Ele a mantém no ar e chama o nome) Zoso. Zoso. Eu te invoco.
(Nada parece acontecer e Rumplestiltskin abaixa o punhal. Quando ele se vira, fica cara a cara com o Senhor das Trevas. Ele tropeça para trás)
Zoso: Você estava me chamando?
Rumplestiltskin: Submeta-se! Ah, Senhor das Trevas. Eu o controlo.
Zoso: Controla, sim. Use o poder com sabedoria. Pode usá-lo quando quiser. Já está quase amanhecendo. Ou seja, é o aniversário do seu filho. Aposto que Hordor e seus homens já estão indo para sua casa.
Rumplestiltskin: Não, não podem levá-lo.
Zoso: Você não os controla, controla a mim. Já se perguntou se ele era mesmo seu filho? Ao contrário de você, ele não é covarde e deseja lutar e morrer com glória. Seria um negócio muito ruim perder sua alma para salvar o filho bastardo. Então eu te perguntou, o que me mandaria fazer?
Rumplestiltskin: Morrer. (Rumplestiltskin apunhala o Senhor das Trevas com a adaga. Eles caem no chão e o rosto do Senhor das Trevas se transforma no rosto do mendigo. Ele ri) É você. Você é o mendigo.
Zoso: Você fez um acordo que não compreendeu. Não creio que voltará a fazer isso.
Rumplestiltskin: Mandou-me matá-lo?
Zoso: Minha vida era um fardo. Você vai ver. A magia sempre tem um preço. E agora é a sua vez de pagar!
Rumplestiltskin: Por que eu?
Zoso: Sei reconhecer uma alma desesperada.
(O Senhor das Trevas pára de falar e parece estar morto)
Rumplestiltskin: Não! Não! Fique! Diga-me o que devo fazer! Diga-me o que devo fazer!
(A mão de Rumplestiltskin começa a mudar de cor. Ele pega a adaga e vê que o nome foi alterado para "Rumplestiltskin")

CENA: Storybrooke, Câmara Municipal. Archie está fazendo seu discurso de abertura para o público. Emma e Sidney estão sentados em cada lado dele.


Archie: A tragédia nos trouxe aqui, mas devemos decidir e só pedimos que ouçam de cabeça aberta e, por favor, votem com consciência. Sem mais delongas, quero apresentar os candidatos. Sidney Glass e Emma Swan. Glass e Swan. Os sobrenomes, cisne de vidro, lembram coisa de decorador. Nossa. Que fiasco. Muito bem. Sr. Glass, sua declaração inicial?
(Sidney caminha até o pódio)
Sidney: Só quero dizer que se for eleito, quero trabalhar como reflexo das melhores qualidades de Storybrooke: honestidade, boa vizinhança e força. Obrigado.
(Sidney se senta novamente e Archie convida Emma)
Archie: E Emma Swan?
(Emma caminha até o pódio)
Emma: Vocês todos sabem que tenho um passado problemático. Coisa que superaram com essa história... De heroína. Só que há uma coisa. O incêndio foi uma armação. O Sr. Gold aceitou me apoiar nesta eleição, mas eu não sabia que isso implicaria em ele provocar um incêndio. Não tenho provas cabais. Mas tenho certeza. E a pior parte disso tudo foi... E a pior parte disso tudo é deixar pensarem que foi real. Não posso vencer assim. Sinto muito.
(O Sr. Gold se levanta da platéia e sai)

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Emma está terminando uma bebida. Ruby está atrás do balcão.


Ruby: Mais uma dose?
Emma: Com toda certeza. (Ruby pega outro drinque e Henry entra na lanchonete. Ele se senta ao lado de Emma) Oi, Henry. Para que isso?
(Ele puxa um walkie-talkie de sua mochila e o entrega a Emma)
Henry: Você enfrentou o Sr. Gold. Que coisa incrível.
Emma: Ele fez algo ilegal.
Henry: Os heróis agem assim. Denunciando essas coisas. Eu não devia ter desistido da Operação Cobra.
(Regina e Sidney entram na lanchonete)
Regina: Pensei que a encontraria aqui. Com uma bebida e meu filho.
Emma: Veio checar minha idade, policial?
Sidney: Nada disso. Vim me juntar a você.
Emma: Aqui? Devem ter preparado uma sala reservada para sua vitória.
Sidney: Terá de me contar como é isso.
Regina: Parabéns, xerife Swan.
(Regina puxa o distintivo do xerife e o coloca sobre o balcão)
Henry: Espera aí. Como é que é?
(Os cidadãos de Storybrooke começam a entrar na lanchonete)
Regina: Foi uma eleição bem apertada, mas o povo parece gostar da ideia de uma xerife com coragem para enfrentar o Sr. Gold.
Emma: Está brincando?
Sidney: Ela não brinca.
Regina: Não escolheu um bom amigo no Sr. Gold, Srta. Swan. Mas ele é um excelente inimigo. Aproveite.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma aldeia. Hordor e o grupo de cavaleiros estão na casa de Rumpelstiltskin. Eles estão com Baelfire.


Hordor: Hoje estão todos vendo por trás das cortinas. (Um dos guardas de repente cai no chão. Rumplestiltskin é mostrado atrás dele com a adaga. Ele não parece mais humano. Hordor se ajoelha) Senhor das Trevas. (Rumplestiltskin caminha em direção a ele) Não. Quem é você?
Rumplestiltskin: Já se esqueceu de mim? Como é mesmo que me chamava? Spindleshanks? Hobblefoot?
Baelfire: Papai?
Hordor: Rumplestiltskin.
Rumplestiltskin: Maravilhoso. E agora você vai me conhecer como o novo Senhor das Trevas. Que tal um pouco de submissão? Beije minha bota.
(Quando Hordor se curva, Rumplestiltskin o agarra, e então o apunhala)
Baelfire: Não, papai! (Rumplestiltskin mata o resto dos cavaleiros com a adaga) Papai? O que aconteceu com você?
Rumplestiltskin: Você está a salvo, Bae. Você se sente seguro, filho?
Baelfire: Não, estou assustado.
Rumplestiltskin: Eu não estou. Protegi o que me pertencia. E não estou com medo de mais nada.

CENA: Storybrooke, Departamento do Xerife. Emma entra no escritório do xerife e percebe um casaco pendurado no cabide. O Sr. Gold então aparece.


Gold: A jaqueta do xerife. Achei que ia terminar querendo.
Emma: Sabe que estou armada, né?
Gold: Tudo faz parte do ato, minha cara. Teatro político num teatro de verdade. sabia que só votariam em você se tivesse uma característica extraordinária, e, infelizmente, salvar Regina do incêndio não bastaria. Precisávamos lhe dar uma forma mais elevada de coragem. Precisavam vê-la me desafiar. E viram.
Emma: Não pode ser. Não pode ter planejado isso.
Gold: Todos têm medo da Regina, mas têm mais medo de mim. Ao me confrontar, você os ganhou. Era o único jeito.
Emma: Sabia que eu iria aceitar.
Gold: Ah, sim. Sei reconhecer uma alma desesperada.
Emma: Por que fez isso?
Gold: Há algum tempo, fizemos um acordo, Srta. Swan. Determinamos que me devia um favor. Sei que dever favores pode ser uma sensação ruim. Agora que é xerife, garantou que descobriremos como me pagará o favor. Parabéns.
FIM DO EPISÓDIO

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