FANDOM



CENA: Storybrooke, frente da Casa dos Mills. August Booth, o Estranho, está mexendo em sua moto. Henry vai até ele.


Henry: O que está fazendo aqui?
August: Consertando minha moto.
Henry: Não, falo de Storybrooke.
August: Só estou visitando.
Henry: O que é isso?
August: Uma caixa.
Henry: O que tem dentro?
August: Algo de que preciso para executar o que vim fazer aqui.
(Regina abre a porta da frente e vê os dois conversando)
Henry: Não estava só visitando?
August: Não significa que não o que fazer.
(Ele liga sua moto. Regina grita para Henry e caminha em direção a eles)
Regina: Henry?
August: É melhor ir para escola. Vai cair uma tempestade.
(Agosto vai embora quando Regina chega em Henry)
Regina: Henry. Quem era aquele?
(Henry dá de ombros)

CENA: Storybrooke, Apartamento de Mary Margaret Blanchard. Emma está tomando café da manhã quando Mary Margaret termina de se arrumar. Uma televisão mostrando a previsão do tempo está em segundo plano.


Mary Margaret: Como fui perder a hora?
Emma: São 7h10, tem tempo de sobra para chegar à escola.
Mary Margaret: Não, devo chegar às 7h15. Feira de ciências. Ajudarei as crianças antes da aula.
Emma: Eles aguentam se chegar cinco minutos atrasada.
Mary Margaret: Vamos fazer um vulcão.
(Mary Margaret deixa o apartamento)
Emma: Está bem.

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Mary Margaret chega e se senta em uma das mesas, pega um livro, e arruma o cabelo no reflexo de uma colher. Às 7h15, David entra na lanchonete e caminha até o balcão. Ruby o serve dois cafés.


Ruby: Um creme e açúcar. Outro, puro.
David: Obrigado.
(David leva os cafés e percebe Mary Margaret sentada atrás dele'")
David: Bom dia.
Mary Margaret: Bom dia.
David: Estou indo. Vou me atrasar para o trabalho.
Mary Margaret: No abrigo de animais, né? Como está indo?
David: Os macacos não tomaram conta.
Mary Margaret: Ainda.
David: Não no meu turno.
(David sai. Ela o vê encontrar Kathryn em seu carro, onde ele lhe entrega o café e um beijo na bochecha. Emma aparece em uma porta)
Emma: Isso é "fazer um vulcão"?
Mary Margaret: Eu estava...
Emma: Já entendi.
Mary Margaret: Ele vem pegar café aqui todo dia às 7h15.
Emma: Para ele e a esposa.
Mary Margaret: Eu sei. Eu só gosto de vir aqui vê-lo.
Emma: Então, está na cola dele?
Mary Margaret: Não mesmo. Talvez um pouquinho. Não o estou seguindo. Ele passa a manhã com a Kathryn. Pega café. Começa a trabalhar no abrigo às 7h30. E volta para casa às 17h.
Emma: Isso é tudo?
Mary Margaret: Às quintas pedem comida chinesa. Eu não consigo tirá-lo da cabeça.
Emma: Eu sei. Talvez o primeiro passo seja não vir aqui amanhã.
Mary Margaret: O amor é a pior coisa do mundo. Queria que houvesse uma cura mágica.

CENA: Terra dos Contos de Fadas. Branca de Neve está caçando um peru selvagem na floresta com uma lança. Ela vai acertá-lo, mas o peru voa para longe. Chapeuzinho Vermelho aparece.


Chapeuzinho: Ei! Sou eu.
Branca: Chapeuzinho!
Chapeuzinho: A lança, Branca.
Branca: Desculpe. (Ela abaixa a lança e caminha para Chapeuzinho Vermelho) Só esperava a dentro de um mês.
Chapeuzinho: Já faz um mês.
Branca: Já?
Chapeuzinho: Você se adaptou bem à solidão, né?
Branca: É boa. É tudo que queria. Ficar aqui. Distante.
Chapeuzinho: E aqui está. Tome.
(Ela entrega a Branca de Neve a cesta de alimentos)
Branca: Obrigada. Então, quais as novas no mundo?
Chapeuzinho: Pergunte logo o que quer saber.
Branca: Não entendi o que quis dizer. (Chapeuzinho Vermelho dá uma olhada para Branca de Neve) Está bem. Diga-me.
Chapeuzinho: O casamento vai acontecer. O príncipe James vai se casar com a filha de Midas. Daqui a dois dias. Você está bem?
Branca: Pensei que ficando aqui seria mais fácil esquecê-lo. Porém, só consigo pensar nele.
Chapeuzinho: Sinto muito.
Branca: Queria ter como tirá-lo da cabeça. O que foi? Existe como?
Chapeuzinho: Claro que não. Isso seria...
Branca: O que sabe, Chapeuzinho? Eu a ajudei quando ninguém mais a ajudou. O que você sabe?
Chapeuzinho: Existem boatos. Boatos sobre um homem que pode realizar os pedidos mais terríveis. Um homem que pode fazer o que pede.
Branca: Quem é ele?

CENA: Terra dos Contos de Fadas, cais. Branca de Neve rema um barco em meio à neblina. Ela chega a um cais, onde ela sai e prende seu barco. Rumplestiltskin aparece atrás dela no barco.


Rumplestiltskin: Quanto quer por isso?
Branca: Como disse?
Rumplestiltskin: Pelo bote. Que trabalho excepcional.
Branca: Não está à venda.
Rumplestiltskin: Claro que está, querida. Ninguém vem me ver sem ter um acordo em mente.
Branca: Então, você é Rumplestiltskin.
Rumplestiltskin: Sou, sim. Queria muito conhecê-la. Uau. Você é mesmo a mais bela de todas. O que posso fazer por você?
Branca: Preciso de uma cura.
Rumplestiltskin: O que a atormenta, criança?
Branca: Um coração partido.
Rumplestiltskin: A mais dolorosa das aflições. Se deseja que o faça amá-la, não vai dar. Nada pode fazer isso.
Branca: Não, o problema não é esse. Não podemos ficar juntos.
Rumplestiltskin: Já com isso, eu posso ajudar.
(Ele pega um frasco vazio e o mergulha na água. Quando ele o tira de volta, a água no frasco vira um branco nebuloso)
Branca: Isso me fará esquecê-lo?
Rumplestiltskin: Ainda não. Não existem dois amores idênticos. A poção deve ser pessoal.
(Rumplestiltskin puxa um fio de cabelo de Branca e o adiciona à poção)
Branca: Bebendo isto, não o amarei mais?
Rumplestiltskin: Da próxima vez que vir a causa da sua dor, nem se lembrará dele.
Branca: Não vou me lembrar dele?
Rumplestiltskin: O amor é a magia mais poderosa, então a cura precisa ser radical.
Branca: Radical para dizer o mínimo.
Rumplestiltskin: Sem dúvidas, querida. O amor nos faz adoecer. Assombra nossos sonhos, destrói nossos dias. O amor já matou mais do que qualquer doença. Esta cura é um presente.
Branca: Qual é o seu preço?
Rumplestiltskin: Estes fios bastam.
(Ele levanta uma mecha de seu cabelo restante)
Branca: Para que precisa do meu cabelo?
Rumplestiltskin: Por que os quer, se foram arrancados da sua cabeça? Acordo fechado? (Branca de Neve pega a poção) Foi o que pensei. Beba em boa saúde, Branca de Neve.

CENA: Storybrooke, Farmácia Dark Star. Mary Margaret está fazendo compras quando ela esbarra em Kathryn. Regina também está no mesmo corredor.


Mary Margaret: Sinto muito.
Kathryn: Tudo bem. Não tem problema.
Mary Margaret: Eu não estava olhando.
Regina: Sem dúvida.
Kathryn: Isto é seu?
(Kathryn lhe entrega uma barra de chocolate)
Mary Margaret: Sim, obrigada. E isto deve... (Mary Margaret pega um teste de gravidez. Ela entrega a Kathryn) Boa sorte.
Kathryn: Obrigada.
(Kathryn vai embora, deixando Regina e Mary Margaret sozinhas)
Regina: Espero que seja discreta. A vida deles não é da sua conta.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, o Castelo. O Príncipe Encantado está na varanda, enquanto uma música é ouvida ao fundo. O Rei George entra no quarto com uma caixa na mão.


George: James.
Encantado: Como vai o banquete?
George: Sua ausência foi notada. Afinal, é em sua homenagem. Pensei que isto o afastaria do seu quarto.
(Ele abre a caixa, revelando uma coroa)
Encantado: Pode alimentar o reino o inverno inteiro com essa coroa.
George: É um presente do rei Midas. Para quando desposar sua filha. Quando isso acontecer, nossa prosperidade nos permitirá alimentar o reino por toda eternidade. Mostre algum entusiasmo.
Encantado: Entusiasmo não fazia parte do acordo. O casamento é daqui a dois dias. Atendi seus desejos.
George: Quero seu coração, não apenas sua honra.
Encantado: Meu coração será de Abigail.
George: Acha que sou bobo? Seu coração não será de Abigail quando pertence a outra. E não negue. Conheço esse olhar. Quem é ela?
Encantado: Eu a conheci numa viagem. Não nos vimos mais, mas não a esqueci.
George: Esqueça-a.
Encantado: Fala como se fosse fácil.
George: A nobreza não é fácil. Toda esta riqueza? O poder que temos sobre as vidas dos outros? Acha que isso não tem preço?
Encantado: Não pedi nada disso.
George: Você foi escolhido. Para ser meu filho. Arrancado da pobreza, sem faltar nada. Seja grato por isso.
Encantado: Não foi caridade, pai. Era a única forma de salvar seu reino.
George: Olhe a língua, rapaz. Foi uma escolha que fez, um papel que aceitou. Honre-o. Existe muita coisa em jogo. Faça o que for preciso para esquecer essa mulher, pois nada impedirá este casamento.
(O Rei George sai. O Príncipe Encantado corre para sua mesa e começa a escrever uma carta que começa com "Queridíssima Branca". Ele entrega a carta a um pombo-correio e o solta)
Encantado: Encontre-a.

CENA: Storybrooke. Mary Margaret está andando ao longo de uma estrada de cascalho através da floresta. Ela ouve um barulho vindo da encosta da beira da estrada. Ela desce a encosta e encontra uma pomba presa em algumas redes de plástico.


Mary Margaret: Oi. Como foi parar aí? Venha. Vai ficar tudo bem.
(Ela liberta a pomba e a leva consigo)

CENA: Storybrooke, Abrigo de Animais. Mary Margaret está conversando com o veterinário. David está de pé ao lado.


Thatcher: A boa notícia é não ter ossos quebrados. Ela estava desidratada. Mas administrei fluidos e ela deve ficar bem.
Mary Margaret: E a má notícia?
Thatcher: É uma pomba do Atlântico Norte. Uma espécie migratória singular entre os pombos americanos. Formam laços monogâmicos fortes...
Mary Margaret: Se não devolvê-la ao bando, ficará sozinha para sempre.
Thatcher: É um tiro no escuro, mas a alternativa (Ele coloca a pomba em uma gaiola) é ela se curar e não ser feliz aqui.
Mary Margaret: Vou me arriscar. Obrigada, doutor.
Thatcher: De nada. Boa sorte.
(O veterinário sai. Mary Margaret leva gaiola da pomba e vai sair)
David: Mary Margaret, vem uma tempestade. Não deveria sair.
Mary Margaret: Ela chegará amanhã. Se eu esperar, ela pode ficar perdida para sempre. Completamente sozinha. Ninguém merece isso.
David: Então, eu te levo.
Mary Margaret: Não preciso de ajuda. Estarei bem.

CENA: Storybrooke, rua. Emma está carregando suprimentos de tempestade no porta-malas de seu carro-patrulha. Regina vai até ela.


Emma: Se quer me culpar pela tempestade, está exagerando.
Regina: Preciso que verifique algo, xerife. Tem um forasteiro na cidade.
Emma: Eu sei. Ontem, indiquei onde ficava a Pensão da Vovó.
Regina: Você falou com ele? O que ele disse?
Emma: Ele pediu informações. Qual o problema? Quem é ele?
Regina: Não sei. Andei perguntando, mas não sabem de nada. Existe algo familiar nele.
Emma: Deve ser um dos inúmeros milhões que amaldiçoou.
Regina: Quê?
Emma: A maldição. Aquele lance do Henry.
Regina: Xerife, preciso que descubra quem é ele. O que ele quer. E o que faz aqui.
Emma: Por mais que tenha tentado descobrir uma no meu caso, não existe lei proibindo visitantes em Storybrooke.
Regina: A questão não é a lei, Srta. Swan. Fará isso porque estou pedindo. E porque verá que é a coisa certa.
Emma: E por quê?
Regina: Ele estava na frente da minha casa. Muito interessado na única coisa de que ambas gostamos. Henry.
Emma: Vou investigar.

CENA: Storybrooke, estrada. Mary Margaret está dirigindo pela mesma estrada de cascalho onde encontrou a pomba. Ela está com a pomba em sua gaiola no banco ao lado dela. Um trovão pode ser ouvido à distância.


CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma clareira. Branca de Neve está olhando para o frasco da poção que Rumplestiltskin lhe deu. O pombo-correio do Príncipe Encantado pousa em sua mão e ela abre a carta.


Encantado: Queridíssima Branca, não tive notícias após nosso encontro, e só posso supor que encontrou a felicidade que tanto desejava. Porém, não passa um dia sequer sem que eu pense em você. Vou me casar em dois dias. Encontre-me antes disso. Venha e mostre que sente o mesmo, e poderemos ficar juntos para sempre. Se não vier, terei minha resposta.

CENA: Storybrooke. Mary Margaret continua ao longo da estrada de cascalho, até que ela vê uma placa de "estrada fechada.


Mary Margaret: Bem, o bando não pode estar muito mais longe. Só temos de vencer a tempestade. Estão te esperando.
(Ela pega a gaiola da pomba e sai do carro)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, o Castelo. Branca de Neve, vestindo um manto para ocultar sua identidade, carrega uma cesta de flores através do pátio. Ela se aproxima do guarda sem armaduras, que está servindo como um porteiro.


Mordomo: Por que ainda não está no estábulo? Preciso fazer um guarda levá-lo? E você, vá junto. A carruagem do rei George deve estar perfeita para amanhã.
Branca: Flores para o príncipe James do reino de Midas.
Mordomo: No topo da torre nordeste. Use a escadaria de serviço ou os guardas a lançarão da muralha.
(Ela passa por ele e entra no castelo. Lá dentro, ela se desfaz da cesta de flores e de sua capa. Ela continua por um corredor, quando ela ouve o som de uma porta se abrindo. Branca de Neve se esconde atrás de um pilar quando a pessoa anda. Ela percebe que é o Príncipe Encantado, mas de repente é agarrada por trás por um guarda. O guarda a leva para o calabouço e a joga em uma das celas)
Branca: Espere! Eu sou um emissária real!
Guarda: É claro que é. O rei vai decidirá seu destino.
(O guarda sai. Branca de Neve sem sucesso agita as grades e sobe até a frente da cela. Em seguida, ela tenta subir a parede de pedra na parte de trás da cela, mas acaba caindo. Enquanto deitada no chão, ela ouve um assobio vindo da cela ao lado da sua)
Branca: Quem está aí?
Zangado: O que está olhando, irmã? Já tentei de tudo. O aço fica mais forte e nós, mais fracos.
Branca: Não vou desistir.
(Ela tenta arrombar a fechadura com uma pedra)
Zangado: Dê um tempo. Zangado.
Branca: Não estou zangada. Só concentrada.
Zangado: Não. O meu nome é Zangado. Garanto que não tem saída.
Branca: Sou Branca. E encontrarei uma.
Zangado: Se é o que diz.
Branca: Alguém me espera lá fora. Alguém que amo muito e não vou perdê-lo.
Zangado: Amor, né? Boa sorte com isso.
Branca: O que sabe do amor?
Zangado: É por isso que estou neste buraco. Eu a amava tanto. Ela era linda feito uma fada, mas eu a perdi. Estava desesperado para reconquistá-la. Assim, inventei um plano. Trabalhava nas minas de diamantes. Dei meus salários por um diamante para pedi-la em casamento. Mas fui enganado. A pedra era roubada e levei a culpa. Não sou ladrão, mas pensam que sou. Eu devia ter percebido, mas não pensava direito. Tudo por causa do amor. E aqui estou, preso, sem saída.
(Uma voz é ouvida de repente)
Cauteloso: Conheço uma saída.
(Uma figura vestida de preto caminha em direção as celas. Ele acaba por ser um outro anão)
Zangado: Cauteloso.
Cauteloso: Pronto para ir para casa?
Zangado: Como entrou aqui?
Cauteloso: O Mestre usou gás do sono e botou os guardas para dormir. O resto espera com o transporte.
Branca: Tem mais de vocês?
Cauteloso: Quem é ela? É bonita.
Zangado: Ninguém. Vamos embora.
(Cauteloso solta Zangado e dois vão sair)
Branca: Zangado, boa sorte. Tomara que reconquiste seu amor
Zangado: Filha da... (Zangado pega as chaves de Cauteloso e liberta Branca de Neve) Vamos logo.

CENA: Storybrooke, encosta. Mary Margaret partiu a pé ao longo da estrada. A tempestade ainda pode ser ouvida à distância.


Mary Margaret: Ouviu isso? É o seu bando.
(Mary Margaret olha para a beira da estrada. Ela põe a gaiola da pomba no chão e vai mais perto da encosta. O céu troveja e ela acaba caindo da encosta para um precipício. Ela agarra um ramo e se balança sob o rio abaixo. Ela tenta subir, mas acaba caindo mais. De repente, David aparece e estende a mão a Mary Margaret)
David: Aqui.
Mary Margaret: David?
David: Segure minha mão. (Mary Margaret pega sua mão) Segure firme. Vamos lá. (David puxa Mary Margaret para a segurança) Pensou mesmo que a deixaria vir aqui sozinha? Tudo bem?
Mary Margaret: Estou bem, obrigada.
(Ela caminha até a encosta e volta para onde deixou a pomba. David a segue)
David: Aonde está indo?
Mary Margaret: Vim achar o bando.
David: E eu vim buscá-la antes que se machuque. Temos que ir embora.
(Uma chuva torrencial começa quando eles acham a gaiola da pomba)
Mary Margaret: Não.
David: Caminhar não é o melhor plano.
Mary Margaret: O portão estava fechado.
David: Eu sei. Eu vi. É muito tarde. Temos de ir embora.
Mary Margaret: Não, mas a...
David: Mary Margaret, não é seguro. Precisamos ir embora daqui. Vamos lá.
(Mary Margaret concorda e os dois correm para encontrar abrigo)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, o Castelo, calabouço. Branca de Neve, Zangado e Cauteloso estão rapidamente, mas em silêncio, percorrendo os túneis do calabouço. Branca de Neve pára quando passam por um conjunto de escadas.


Branca: Esperem! Pelas escadas!
Cauteloso: Não, vamos nos esgueirar pelo pátio.
Branca: Não, pela muralha é mais seguro. Escondo-me da realeza a vida inteira.
Cauteloso: O pátio está livre agora, mas por pouco tempo.
Zangado: Desculpa, moça. O Cauteloso me trouxe aqui.
(Zangado e Cauteloso deixam Branca de Neve para trás e continuam pelo túnel)
Branca: Zangado, espere!
(Zangado e Cauteloso chegam no pátio. Parece estar deserto, mas o rei George e vários guardas aparecem ao virar a esquina)
Guarda: Parados! Eles são prisioneiros!
Cauteloso: Zangado! Corra! Vamos conseguir.
Zangado: Não, Cauteloso! (Cauteloso começa a correr, mas é atingido por uma flecha de um guarda em uma torre. Cauteloso cai no chão e Zangado se ajoelha ao seu lado. O rei George e seus guardas os abordam) Não! Cauteloso.
George: Cadê a garota?
Zangado: Que garota?
George: Mate-o.
(Um guarda saca sua espada e se prepara para matá-lo, mas pára quando a Branca de Neve fala. Atrás deles, Branca de Neve segura uma tocha sobre um monte de palha)
Branca: Procurando por mim? Solte-o ou este lugar vai queimar.
George: Suma, anão.
Branca: Vá, Zangado!
(Um guarda chuta Zangado. Ele se levanta e foge pelo pátio)
George: Agora, Branca de Neve. Precisamos conversar.

CENA: Storybrooke, estrada. David e Mary Margaret ainda estão presos na tempestade.


David: Ali! (Ele aponta para uma cabana na floresta) Vamos lá.
(Eles correm para a porta da frente e olham na janela)
Mary Margaret: Olá? Tem alguém aí? Está vazia.
(David chuta a porta e os dois correm para a casa. David acende a lareira)
David: Muito bem. Vamos secá-la.
Mary Margaret: De quem é esta cabana? Podemos mesmo ficar aqui?
David: Você mora com a xerife, duvido que ela nos prenda por arrombamento. Tome. (Ele coloca um cobertor sobre os ombros de Mary Margaret, mas ela se afasta) Ei, só quero ajudar. O que deu em você hoje?
Mary Margaret: O que deu em mim? Deu que ainda gosto de você. Quê? Por que acha que vou à lanchonete toda manhã às 7h15? Para te ver. E não sei porquê. Eu me sinto tão infeliz quando te vejo, pois me lembro que escolheu a Kathryn no meu lugar. Por isso não quis que me acompanhasse na floresta. Porque ficar do seu lado é tão... É muito doloroso.
(David ri)
Mary Margaret: Acha isso engraçado?
David: Não! Não, é que... Vou à lanchonete às 7h15 só para te ver.
(Eles lentamente se inclinam para um beijo, mas Mary Margaret se afasta)
Mary Margaret: Como pode fazer isso?
David: Do que está falando?
Mary Margaret: David, eu sei.
David: Sabe o quê?
Mary Margaret: Sobre Kathryn.
David: O que tem ela?
Mary Margaret: Ela acha que está grávida.
David: Quê?

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Emma entra na lanchonete para sair da tempestade. Ela vê o estranho sentado em uma das mesas sozinho, com a caixa debaixo da mesa.


Emma: Precisamos conversar.
August: Por quê?
Emma: Porque você é suspeito.
August: Sentado aqui. Às claras. Tomando café. Imagino só o tumulto se tivesse pedido uma rosquinha.
Emma: Estava falando com o Henry.
August: É o baixinho que me fez perguntas? É incomum ele ser curioso e precoce?
Emma: O que fazia na frente da casa dele?
August: Minha moto pifou. Acontece.
Emma: O que tem dentro da sua caixa misteriosa?
August: É muito frustrante não saber, né?
Emma: É só me contar.
August: Por quê? É ilegal carregar uma caixa por aqui?
Emma: Não, é claro que não.
August: Quer mesmo saber o que tem dentro, não é?
Emma: Não! Talvez.
August: Vou fazê-la esperar. Terá de esperar um tempão e me ver carregá-la. Transportando-a a lugares estranhos e misteriosos. E a cada momento que passa, o mistério será mais irresistível. Sua imaginação vai se inflamar, bem como sua frustração. Sem saber, só supondo o que existe dentro da caixa. Ou poderia me deixar te pagar um drinque um dia e eu conto agora mesmo.
Emma: Quer me pagar um drinque?
August: Sim.
Emma: Muito bem. Fechado.
(Ele pega a caixa debaixo da mesa e a coloca sobre a mesa. Ele a destrava e a abre, revelando uma máquina de escrever)
Emma: Sério?
August: Sou escritor?
Emma: É por isso que está aqui?
August: Acho este lugar inspirador. Concorda?
(August fecha a caixa e a trava novamente. Ele se levanta da mesa)
Emma: Espere. Já esteve aqui antes?
August: Não falei isso.
(Ele vai sair)
Emma: E a bebida?
August: Eu falei "um dia".

CENA: Storybrooke, cabana. Mary Margaret e David ainda estão na cabana.


Mary Margaret: Você não sabia.
David: Não.
Mary Margaret: E vocês estão tentando...
David: Não que eu saiba. Acredite em mim, Mary Margaret.
(O som do chilrear dos pássaros pode ser ouvido do lado de fora)
Mary Margaret: David. A chuva parou. Preciso soltá-la.
David: Não... Mary Margaret.
(Ela pega gaiola da pomba e sai pela porta. David a segue)
David: Por favor, Mary Margaret. Podemos conversar?
Mary Margaret: Escute. (Um barulho de asas é ouvido na floresta. Eles olham para cima e vêem as pombas várias pombas voando sobre eles) O bando não foi embora.
David: Estavam esperando a tempestade passar.
(Mary Margaret abre a gaiola da pomba no chão e levanta a pomba)
Mary Margaret: Está certo. Muito bem, garota. É hora de se unir aos amigos. Você consegue. (Ela liberta a pomba que voa para se juntar ao seu rebanho. David pega a mão de Mary Margaret) Não, David. É muito doloroso.
David: Não precisa ser. Não sabemos se Kathryn está grávida.
Mary Margaret: Não importa. Você a escolheu.
David: Eu sei. Ainda gosto de você.
Mary Margaret: Não pode gostar das duas.
David: Mas gosto. Eu sei que não faz sentido. É como ter vidas conflitantes. Lembranças de sentimentos por ela e sentimentos reais por você.
Mary Margaret: Quem vai dizer qual é verdadeiro?
David: Não consigo tirar você da minha cabeça.
Mary Margaret: Eu sei. Eu também. Mas é necessário. Nós vamos nos esquecer.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, o Castelo, uma sala. Branca de Neve e Rei George estão em uma das salas do castelo sozinhos.


George: Então é você.
Branca: Não sei o que você...
George: Já chega. Eu sei de tudo. Você envenenou seu coração, e seu casamento. E assim, o reino inteiro. Tudo por causa dos seus sentimentos.
Branca: Quem dera pudesse evitar sentimentos.
George: É claro que pode. O amor é uma doença. Como toda doença, pode ser vencido de duas formas. Pela cura ou pela morte. Sabe onde seu amado está agora? No fim daquele corredor, fazendo as malas para sua vida nova.
Branca: E nunca saberá que estou aqui.
George: Saberá, sim. Você vai cruzar o corredor, Branca de Neve. Irá se esgueirar e dizer que recebeu sua carta. Irá contar por que está aqui. Porque não o ama. Irá partir seu coração. E isso irá curá-lo.
Branca: Ou vai me matar.
George: Ah, não. Eu vou matá-lo. Matar você só o faria te amar mais e o casamento e o reino seriam esmagados. Mas se um assassino o matar, ele virará um mártir. Midas perdoaria, até louvaria, a morte. E a fusão seria finalizada.
Branca: Faria isso com seu próprio filho?
George: Ele não é meu filho.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, o Castelo, quarto do Príncipe Encantado. Branca de Neve abre a porta. Ela o vê fazendo as malas. Ela fecha a porta para chamar sua atenção.


Branca: James.
Encantado: Branca.
Branca: Recebi sua carta.
Encantado: Você veio! Você veio!
(Ele corre em direção a Branca de Neve e a pega em um abraço)
Encantado: Você veio. Você veio.
(Ele se inclina para um beijo, mas ela se afasta)
Branca: Espere, James. Não pode haver nós.
Encantado: O que foi? É claro que pode. Você veio. Podemos ir embora e ficar juntos. Deixar tudo para trás. Sei que há um custo, mas já planejei tudo. Não podem nos ferir. E agora sei que você me ama também...
Branca: Eu não.
Encantado: O quê?
Branca: Eu não te amo. Sinto muito. Falou que eu sempre estaria no seu coração e esse é um destino muito cruel. Vá viver sua vida. Viva sem mim porque não existe lugar para nós dois juntos. Encherá seu coração por amor a outra. Alguém que pode amá-lo como eu nunca te amei. Como nunca te amarei.
(Ela lhe dá de volta a sua carta e vai embora tentando conter as lágrimas)

(David está se vestindo em seu quarto. Kathryn entra e se senta na cama.)


CENA: Storybrooke, Casa dos Nolan, quarto de David. David está se vestindo. Kathryn entra e se senta na cama.


David: Quer me contar alguma coisa?
Kathryn: Como assim?
David: Aconteceu alguma coisa, né? O quê?
Kathryn: Desde que voltou para casa, sinto que está aqui, mas não está aqui. Sei que diz estar tentando e sei que sofreu muito, mas...
David: Não, não. Kathryn...
Kathryn: Não, David, por favor... Deixe-me terminar. Sei que tem sido difícil para você, mas para mim também é. Quero ter uma família com você um dia, ter filhos. Serei sincera. Pensei que estivesse grávida. Quando o teste deu negativo, primeiro fiquei chateada, mas depois, aliviada. Não estamos prontos. Se eu engravidasse agora, seria um desastre.
David: Pois é.
Kathryn: Mas quero consertar nossa vida.
David: Eu também.
Kathryn: Quer? Então vamos ver o Dr. Hopper e procurar ajuda. Aceita nos dar a melhor chance?
David: Sim. Escute, nós dois, sei que... Sei que deveríamos estar apaixonados. E quero que dê certo.
Kathryn: São 7h10. Vamos andando se quiser café antes do trabalho.
David: Não. Vamos descer e tomar café juntos?
Kathryn: Está certo.
David: Muito bem.
(Ele a beija no rosto)

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Branca de Neve está andando pela floresta. Ela caminha para Zangado, juntamente com vários outros anões.


Zangado: Tudo certo, irmã?
Branca: Nem de perto.
Zangado: Não o encontrou?
Branca: Muito pior. Eu o perdi.
Zangado: Vamos andando.
Branca: Aonde vai me levar?
Zangado: Para casa. Todos nós perdemos alguém hoje.
Mestre: Agora, estamos somos sete.
Zangado: Eu não estaria aqui sem você. Vamos juntos para casa, Branca. Iremos protegê-la.
Branca: A única coisa que precisava de proteção foi destruída. Meu coração.
Zangado: Ele vai melhorar.
Branca: Sim. (Branca de Neve pega o frasco da poção que Rumplestiltskin lhe deu) Vai, sim. Isto pegará os meus sentimentos, toda a minha dor. E os destruirá.
Zangado: Não.
Branca: Por quê? Você devia me entender, já que perdeu um amor. E se a sua dor fosse apagada?
Zangado: Não quero que seja apagada. Por mais triste que seja, preciso da minha dor. Ela me torna quem eu sou. Ela me torna Zangado. Olhe ao redor, Branca. Você não está mais sozinha. Prometo que é toda a cura que você precisa. Se a dor for demais, sempre poderá beber isso. Mas hoje? Deixe de lado,
Branca: Está bem.

CENA: Storybrooke, apartamento de Mary Margaret. Emma e Mary Margaret estão sentadas na mesa da cozinha. Emma está tomando café da manhã e Mary Margaret está olhando para o relógio. Ela vê no relógio 7h15. Emma aperta a mão de Mary Margaret.


CENA: Terra dos Contos de Fadas, uma clareira. O Príncipe Encantado está montando a cavalo até que ele chega a uma clareira com uma cabana.


Encantado: Vamos lá. Branca! Branca de Neve! Branca! Você está aí?
(Chapeuzinho Vermelho emerge do campo ao lado da clareira)
Chapeuzinho: Ela se foi. Ela não voltou depois que foi procurá-lo.
Encantado: Então eu vou encontrá-la. Eu sempre vou encontrá-la.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, casa dos anões. Zangado chega e corre pela casa.


Zangado: Cadê a Branca? Cadê? (Mestre aponta o próximo quarto) Branca! Branca! O casamento real! O reino está em polvorosa. Acabou. Ele a deixou. O James abandonou Abigail! Ouviu? O Príncipe não vai se casar.
Branca: Quem?
(O frasco vazio da poção está uma mesa ao lado dela)

CENA: Storybrooke, Lanchonete da Vovó. Ruby serve um café à Mary Margaret no balcão.


Mary Margaret: Obrigada, Ruby.
(David entra na lanchonete. Ele está atordoado por um momento, devido a ver Mary Margaret, e então rapidamente sai. Mary Margaret o segue)
Mary Margaret: O que está fazendo?
David: São 7h45.
Mary Margaret: Eu sei!
David: Estou tentando não te ver.
Mary Margaret: Eu também.
David: Como vamos parar de nos ver?
Mary Margaret: Parece que não tem como.
David: Isso é um problema.
Mary Margaret: Sim.
David: Ela não está grávida.
(Eles se beijam. Regina, que está estacionada do outro lado da rua, os vê)
FIM DO EPISÓDIO

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.

Também no FANDOM

Wiki aleatória